Diácona Elli Emma Stoef, 58 anos, natural de Piratuba/SC, descendente da família Stoef proveniente de Hamburg, na Alemanha, membro na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília, é atuante no Centro Social Luterano Casa da Esperança em Ceilandia/DF, Sínodo Brasil Central
De que forma a fé movimenta o seu cotidiano?
A fé está na minha vida por meio da Bíblia, que me recarrega de motivação para cumprir a minha missão, me dá forças para vencer os obstáculos, solucionar problemas e refletir as ações vivenciadas de forma gratificante.
Em que momento descobriu a vocação para ser Diácona?
Desde criança, tive meu pai como exemplo de vida e fé. Aprendi com eleque temos que ajudar o próximo e servir a Deus. No início dos estudos, tive conflitos entre teoria e prática, mas meus tempos de formação foram marcados principalmente por muito trabalho e responsabilidades, o que me possibilitou completar 32 anos de Ministério. Fui Irmã durante 15 anos e, para mim, a diferença entre Diaconisa e Diácona está só na nomenclatura. O que realmente importa são as ações e, principalmente, ter humildade, postura correta e estar disponível e preparada para servir a Deus.
Quais são as suas atividades na Comunidade?
Na IECLB, sou Coordenadora da Casa da Esperança onde desenvolvemos com a comunidade carente atividades assistenciais, educativas, profissionalizantes e orientação cristã, além de cultos, Confirmações, Batismos e poimênica. O trabalho como um todo é muito importante para mim, uma vez que sou uma das idealizadoras e fundadoras do Centro Social Casa da Esperança.
Qual é o desafio de ser IECLB na sua região?
O principal desafio é a disponibilidade de Obreiros realmente comprometidos em evangelizar e preparados para divulgar a doutrina luterana, uma vez que ela é pouco conhecida na periferia de Brasília. Além disso, saber lidar com os conflitos sociais e culturais tão diversificados quanto os desta região.
Aponte as maiores dificuldades e alegrias do Ministério.
As maiores dificuldades são financeiras e encontrar pessoas comprometidas com o trabalho. As maiores alegrias são os resultados obtidos com o público atendido e a satisfação de viver em comunhão com Deus. Não posso dizer que estou realizada no meu Ministério, porque ainda há muito que fazer.
Como Coordenadora da Casa da Esperança, quais são as suas ações?
O Centro Social Luterano Casa da Esperança é um departamento da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília, funciona como entidade filantrópica, atende cerca de 350 pessoas por semestre distribuídas nos seguintes cursos: informática, marcenaria, culinária, Inglês e atividades complementares, como música, futebol e capoeira. No papel de Diácona e Coordenadora da Casa da Esperança, meu maior desafio no momento é arrecadar recursos para manter as atividades desenvolvidas por este projeto social.
A Casa da Esperança entra na vida do cidadão de que maneira?
A Casa da Esperança entra na vida do cidadão como uma fonte de apoio socioeconômico, por meio da orientação cristã e da formação profissional. Como em Ceilândia existe muito desemprego, violência, tráfico de drogas e pobreza, meu principal objetivo é lutar para mudar este quadro.
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Casa da Esperança
Ao relatar o trabalho desenvolvido na Casa da Esperança, não deixo de testemunhar o que entendo por Diaconia na prática. A ideia de casa está associada tradicionalmente também à ideia de família de tal forma que a palavra costuma ser usada com este significado.
A Casa da Esperança foi pensada como um espaço que servisse de moradia para crianças e jovens de maneira que pudessem se sentir protegidos dos fenômenos naturais exteriores, como a chuva, o calor e o frio. A Casa também serve de refúgio em momentos de desespero e dor para famílias em situação de risco que, sem ter onde se abrigarem com os filhos, encontram aqui carinho e proteção.
Lugar de acolhimento e aconchego, a Casa da Esperança dedica parte do seu tempo a oferecer formação para jovens, crianças e a comunidade em seu entorno com o objetivo de contribuir para cidadãos mais conscientes e que venham, um dia, devolver à sociedade o que de bom aprenderam.
Há um carinho especial por todos que chegam, pois, se casa está associada à família, então formamos uma família em Jesus, já que este é o fundamento de fé que nos alimenta ao longo de 14 anos de atuação, fé baseada na prática vinda do grande Diácono Cristo, que nos alimenta na esperança de uma vida nova e com um novo sentido.
Esperança significa também nunca desistir dos sonhos de alguém ou de um mundo melhor. Aqui, nunca desistimos das pessoas neste contexto: acolhidas.