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Especial Senhas Diárias

CUIDAR DA CRIAÇÃO DE DEUS

Durante o mês de setembro, as Senhas Diárias nos convidam a contemplar a diversidade da Criação de Deus.

A cada dia, os versículos bíblicos são ilustrados por uma fotografia capturada em diferentes biomas brasileiros. Além disso, trazemos informações, reflexões e textos para fortalecer o compromisso com a preservação da Criação de Deus.

Abelha

Foto: Valdir Hobus

Senhas Diárias 22/09/2026 – abelha

Abelha - senhas diárias 22 09 2026

Abelha

Local da foto: Mata Atlântica

As abelhas têm papel fundamental na natureza. Ao visitar as flores em busca de néctar e pólen, elas transportam grãos de pólen de uma flor para outra, contribuindo para a polinização e para a reprodução de muitas plantas.

Esse trabalho também é essencial para a produção de inúmeros alimentos e para a manutenção da biodiversidade. Proteger as abelhas e os ambientes onde vivem é, portanto, uma forma de cuidar da criação e preservar a vida.

PARA REFLETIR

“No meio da praça da cidade, e de um e de outro lado do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês. E as folhas da árvore são para a cura dos povos.” (Apocalipse 22.2). 

A árvore da vida: um símbolo de cura e abundância

Em Apocalipse 22.2, no último capítulo do livro do Apocalipse, João tem uma visão muito bonita e inspiradora: a árvore da vida, que cresce no meio da praça da Nova Jerusalém. Ela dá frutos o ano inteiro, e suas folhas servem para curar os povos. Essa árvore é a imagem de um mundo restaurado: há fartura, há saúde, não existe mais maldição.

Essa visão retoma o jardim do Éden de Gênesis 2.9, onde a árvore da vida também estava presente. A história bíblica começa com um jardim e termina com uma cidade-jardim. Isso não é por acaso! Por quê? Porque o projeto de Deus sempre foi vida plena para toda a criação.

Mas, para chegar até essa visão de cura, de conforto e de esperança, que inspira a resistir, o Apocalipse percorre um caminho doloroso e extremamente realista. O clamor que perpassa todo o Apocalipse é a pergunta: “até quando?” (Apocalipse 6.9-11).

Até quando seremos vítimas de um sistema (paz romana) que se impõe pela força do exército? Até quando a idolatria — cultuar o imperador como deus — será imposta? Até quando veremos irmãos e irmãs serem martirizados porque não se curvam a esse sistema? Até quando?

A profeta João escreve para comunidades que sofrem, como Esmirna e Pérgamo (Apocalipse 2–3). Ele dá nome e rosto à dor: o Império Romano, com sua violência e sedução, é chamado de “besta” (Apocalipse 13; Daniel 7). Ele não mata apenas — ele seduz, oferecendo riqueza e estabilidade para quem se alinha ao seu sistema injusto (Apocalipse 18, reis e mercadores).

Essa combinação de violência e sedução é perigosa: destrói a vida dos que resistem e captura o coração dos que cedem.

O mesmo acontece hoje: sistemas econômicos e políticos prometem progresso e conforto, mas cobram um alto preço — a degradação ambiental, a degradação do ser humano que se torna descartável, situações desumanas de trabalho, a visão individualista, o enfraquecimento dos vínculos comunitários, a naturalização da violência.

O Apocalipse não mascara a realidade. Pelo contrário, ele expõe a ferida para que a cura seja possível. Inspira coragem, resistência, capacidade de discernimento. E nos lembra: não se pode cuidar da criação ignorando a injustiça.

Conseguimos reconhecer que o atual colapso ambiental nasce de um colapso ético e espiritual cuja raiz é um modelo econômico predador que beneficia apenas a uma minoria que detém o poder político e econômico em nosso mundo?

* Texto extraído do Caderno de Estudos do Tema do Ano, páginas 53 e 54.

Conheça o Tema do Ano da IECLB e encontre materiais que inspiram o cuidado com a Criação de Deus.

Acesse a página do Tema do Ano

Sobre o autor da foto

O Pastor e fotógrafo Valdir Hobus é reconhecido por sua especialização em fotografia de vida selvagem e paisagem. 

Ele residiu por mais de uma década na região norte do Mato Grosso, período em que documentou a rica biodiversidade dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado.

Com uma prática fotográfica que revela os encantos da natureza, seu trabalho é laureado em prestigiados concursos de fotografia nacionais e internacionais