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Conto-lhes uma parábola que é própria para diferentes reflexões. Certa vez os cinco dedos da mão começaram a discutir e brigar entre si sobre qual deles tinha o valor maior, qual era o mais importante e melhor dentre eles.

O dedo polegar, orgulhoso e cheio de si, exibiu-se para os outros e disse: Eu sou o dedo mais importante. Eu sou o mais forte de todos. Nenhum de vocês tem a força que eu tenho. E ter a força maior é ter o poder. E é isso que tem mais valor.

O dedo indicador ouviu tudo o que o seu vizinho polegar disse e protestou: Eu é que sou o mais importante. Sozinho você não pode fazer muita coisa. Na maioria das vezes você precisa de mim. Ah, fique sabendo que o poder não está na força, mas na comunicação. E disso eu entendo. Sempre que meu dono quer se comunicar, sempre que quer mostrar alguma coisa ou apontar um caminho, sou eu quem ele escolhe. Portanto, seu arrogante, fique sabendo que eu sou o dedo mais importante dessa mão.

O dedo médio não gostou nada do que os dois falaram e disse: Olhem pra mim. Mas olhem direito e me digam: Quem está no centro de todos os dedos? Eu, é claro. E quem é o maior de todos os dedos? Eu, só podia! Em tamanho e elegância ninguém me ganha. E como aparência e estética é o que mais conta, eu sou o dedo mais importante da mão.

O dedo anular também entrou na discussão e disse: Vocês estão enganados. O mais importante sou eu. Olhem pra mim. Observem bem os meus detalhes. Percebem a minha singularidade? Sou eu que carrego alianças e anéis, sou eu que sou revestido de ouro, prata, brilhantes. Eu sou o mais especial, o preferido, o querido lindo do meu dono. E como riqueza e status é o que mais conta, eu sou o mais importante.

O dedo mínimo, pequeno e humilde, falou: Quanta arrogância e vaidade. Sei que cada um de vocês tem o seu valor. Mas vocês não são tudo isso que estão dizendo. Acho melhor serem humildes como eu e pararem com essa coisa de querer ser o melhor, o mais importante. Na verdade todos somos importantes. Até eu, que tenho menos força e sou o menor de todos tenho o meu valor. Vocês sabem muito bem que, para muitos trabalhos, eu faço a diferença, vocês precisam de mim. Na verdade, todos nos complementamos com a nossa diferente maneira de ser. Todos precisamos uns dos outros. Sozinhos, pouco ou nada somos e podemos. Juntos e unidos, um por todos e todos por um, conseguimos fazer grandes cousas.

A mão, assistindo à discussão entre os seus dedos, também fez uso da palavra: Essa discussão e disputa entre vocês não faz sentido. Há um equívoco naquilo que pensam de vocês. Na verdade, ninguém é mais ou menos do que o outro. Para mim, todos vocês são iguais em valor e importância. Por isso, peço que se respeitem nas diferenças e sejam sempre unidos como uma família. E não se esqueçam do principal: O sentido da existência de vocês não está no poder, mas no servir; não está no amor ao poder, mas no poder do amor. O sentido está justamente na diferença e peculiaridade de cada um, está na unidade e na disposição de juntos fazerem o bem aos outros.

A discussão terminou. Os dedos aprenderam uma grande lição. E nós, o que podemos aprender dessa parábola?

P. Eldo Krüger

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