Ele foi aplaudidíssimo no III Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em janeiro, quando estava há menos de um mês no governo federal. Passado quase um ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu governo receberam uma avaliação crítica do Fórum Social Brasileiro (FSB), reunido de 6 a 9 de novembro, em Belo Horizonte.
Os que sonhavam com uma nova sociedade depositaram sua esperança no governo Lula. Porém, diante do quadro das violências, do não-cumprimento das promessas da campanha eleitoral e dos compromissos históricos de construção de uma nova sociedade, a esperança cedeu lugar à perplexidade, diz avaliação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) levada ao seminário sobre povos indígenas e política indigenista do FSB.
O Cimi e os povos indígenas esperavam que o governo Lula sinalizasse o anunciado compromisso de resgatar a dívida social do país com esse segmento, implementando uma política indigenista que garantisse o direito desses povos. Infelizmente o que se viu foi a barganha de terra indígenas, lamentou.
O fortalecimento de projetos de militarização e ocupação das fronteiras, como o Calha Norte, mostra que o atual governo dá continuidade à política colonialista dos governos anteriores, aponta o Cimi. Os povos indígenas, informa esse Conselho, não impedem a propriedade privada, questionam, porém, o latifúndio, que faz da cidadania um privilégio dos ‘donos da terra’.
Fonte: ALC/Notícias IECLB (ISK)