ACT Development é uma aliança de igrejas e de organizações ligadas a igrejas – que trabalham com desenvolvimento –, criada depois de dois anos de consultas globais e discussões. Da sua agenda constam itens como erradicação da pobreza, da injustiça e do abuso dos direitos humanos, com especial ênfase no desenvolvimento e na defesa de causas. “Solidariedade foi o tom geral da assembléia de criação de ACT Development (Ação Conjunta de Igrejas por Desenvolvimento, em português), além do alto grau de participação, respeito mútuo e igualdade de todos os presentes”, confirmou Humberto Shikiya, diretor executivo do Centro Regional Ecuménico de Asesoria y Servicio – Creas, da Argentina. Shikiya participou da Assembléia que criou o organismo ecumênico voltado ao desenvolvimento, realizada nos dias 6 e 7 de fevereiro, em Nairóbi, no Quênia, quando também foi eleito para integrar o seu novíssimo Comitê Executivo. “Isso coloca o futuro de ACT Development numa perspectiva muito positiva, no que se refere à busca por maior justiça social e a resolução de graves problemas estruturais, especialmente nos países mais pobres”, confirmou Shikiya. “Obviamente, junto disso, devemos ter sempre presente o nosso compromisso ecumênico e as nossas dimensões teológicas e espirituais no trabalho a ser feito.”ACT Development é uma aliança de igrejas e de organizações ligadas a igrejas – que trabalham com desenvolvimento –, criada depois de dois anos de consultas globais e discussões. Da sua agenda constam itens como erradicação da pobreza, da injustiça e do abuso dos direitos humanos, com especial ênfase no desenvolvimento e na defesa de causas. O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) exerceu o papel de coordenar o grupo provisório que trabalhou na criação de ACT Development e continua tendo um papel importante de liderança na sua formatação.A abertura da assembléia, no dia 6 de fevereiro, contou com a fala do secretário-geral do CMI, Samuel Kobia. “A capacidade do movimento ecumênico para responder aos desafios do mundo atual depende em grande medida da criação de redes e de formas de cooperação mais criativas e orientadas para o futuro”, disse Kobia. “Os participantes necessitam-se mutuamente dentro do movimento ecumênico, com as funções e responsabilidades específicas de cada um”, declarou. A criação de ACT Development representa “um grande passo” e “resultará benéfica para nossos parceiros em nível local e nacional”, confirmou. A partir da sua criação, ACT Development conta com 55 organizações – sendo 42 participantes e 13 observadoras – de 157 países. No dia 5 de fevereiro, antes do início da assembléia, os participantes trabalharam em seis grupos, distribuídos nas regiões que integram a entidade: África e Meio Oriente; Ásia; Europa Oriental; Europa Ocidental; Australasia e América do Norte; e América Latina e Caribe. “América Latina e Caribe podem contribuir enormemente para o trabalho de ACT Development”, confirmou Humberto Shikiya, do Creas. “Temos uma história muito rica em termos de lutas sociais e na construção de parcerias, tanto ecumênicas como com movimentos sociais.” O secretário geral da Iglesia Evangélica del Rio de la Plata (Argentina), Juan Abelardo Schvindt, considerou o encontro positivo, onde a participação em geral foi muito valorizada. “Tivemos aqui um fórum onde as contrapartes atuaram em igualdade de condições”, confirmou. “Se viu aqui uma grande vontade e abertura de buscar uma identidade comum – onde se precisa e se pode contar com o apoio de todos para a continuidade do trabalho.” A secretária executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço – Cese (Brasil), Eliana Rolemberg, que também é membro da IECLB, avaliou que seria importante incrementar a presença de entidades da região andina. Ainda sobre a Assembléia, o secretário executivo da Fundação Luterana de Diaconia (Brasil), Silvio Schneider, disse que esta representou a etapa final de um processo de construção e um momento decisivo de apropriação da nova entidade pelos seus participantes. “O encontro foi muito bom, sobretudo no que se refere à disposição dos participantes de colocar em prática a proposta desta aliança global, também através da construção de fóruns regionais e nacionais”, analisou Schneider.A partir da assembléia, são muitos os desafios que se têm pela frente, entre estes a relação de ACT Development com ACT International – organismo ligado ao CMI para o atendimento a emergências, o detalhamento de um plano programático (2007-2009) – analisado durante a assembléia -, a criação e o uso de um nome e uma marca comum, entre diversos outros. O Comitê Executivo, eleito em Nairóbi e que deve dar seguimento a tais questões, ficou assim constituído: Humberto Shikiya (Argentina); Nora Coloma (Honduras); Hans Bruning (Holanda); Cornelia Füllkrug-Weitzel (Alemanha); Eberhard Hitzler (Suíça); A. G. Augustine Jeyakumar (Índia); Dragan Makojevic (Sérvia); Rick Santos (Estados Unidos); Atle Sommerfeldt (Noruega); Haftu Woldu Teshalle (Etiópia); Elizabeth Kaseke (Zimbábue). Uma última vaga ficou em aberto com a sugestão de ser preenchida por uma mulher, a ser indicada pelo novo comitê executivo. Igrejas-membro do CMI, departamento, ministério ou organismo – que tenham por mandato a cooperação em matéria de desenvolvimento – podem submeter sua adesão a ACT Development. Da América Latina e Caribe, integram as seguintes instituições:Como participantes –
Centro Regional Ecumênico de Asesoria y Servicio – Creas (Argentina) Comision Cristiana de Desarrollo – CCD (Honduras) Comision de Acción Social Menonita – CASM (Honduras) Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE (Brasil) Fundação Luterana de Diaconia – FLD (Brasil) Fundacion de Ayuda Social de Las Iglesias Cristianas – FASIC (Chile) Iglesia Evangélica del Rio de la Plata – IERP (Argentina)Comunidad Cristiana Mesoamericana (CCM) – Honduras Como observadores –
Federacion Argentina de Iglesias Evangélicas – FAIE (Argentina).Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI)
Foto: Sean HawkeyAlguns participantes da Assembléia constituinte de ACT Development tiveram a oportunidade de visitar Kiberia, em Nairobi/Quênia. Esta é a maior favela da África, com cerca de um milhão de habitantes. O acesso à água potável e o tratamento do esgoto não são supridos pelo governo. Quem presta algum auxílio neste sentido são comunidades locais e organizações nacionais e internacionais.
Para mais informações sobre ACT Development, acesse http://www.oikoumene.org/en/activities/act-development-home.html
(Fonte: Susanne Buchweitz, Fundação Luterana de Diaconia)