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A região de Nürnberg aqui na Franconia é a segunda maior região metropolitana da Baviera. Ao mesmo tempo constitui-se num núcleo evangélico luterano num contexto marcadamente católico romano.

No dia 26.05 último aconteceu na Igreja St. Sebald, uma das igrejas do centro urbano antigo de Nürnberg, uma celebração anual para a qual são convidadas todos as pessoas que de alguma forma têm protagonismo na vida eclesiástica, ecumênica, política, social…Trata-se do “Encontro Anual de Pentecostes”. É uma forma da igreja se apresentar à público e congregar num evento eclesiástico lideranças formadoras de opinião de diferentes perfis (obreiros e presbíteros), incluindo grupos e pessoas parceiras do cenário ecumênico.

O palestrante da noite foi o bispo Dr. Wolfgang Huber, presidente do conselho da Igreja Evangélica da Alemanha, autoridade máxima da EKD e de certa forma o seu “rosto” e sua voz na vida pública. Foi uma palestra significativa, sobretudo por enfocar um tema que ainda soa estranho no contexto alemão: missão. Soa estranho porque normalmente muitos alemães tem um conflito significativo com o conceito. Mesmo o bispo Huber não pode deixar de incluir em suas palavras introdutórias a lembrança de que o conceito missão vem carregado negativamente por uma história de missão colonizadora (desta forma o bispo acenou aos críticos do uso do termo que está a par das restrições que muitos lhe aplicam). E esse é normalmente o motivo pelo qual se tem dificuladade em falar de missão por aqui. Pelo menos com esta justificativa. Durante a sua palestra tive muitas vezes a impressão de ouvir um eco forte do hemisfério sul… Não só do Brasil, mas também da África, da Ásia, da América Latina como um todo.

A igreja evangélica alemã carrega marcas fortíssimas de sua história secular, emoldurada por disputas acirradas tanto no campo dos debates teológicos como nos campos de batalha. Além disso, marcada pelo processo de secularização do passado. Não por último, nos últimos tempos pelo processo de diálogo interreligioso que destaca veementemente a necessidade da tolerância como caminho de convivência pacífica. Como sobreviver em um contexto no qual a aceitação da mensagem cristã e a razão de ser da existência da Igreja são colocados sob questionamento?

O bispo Huber não quis tratar de temas negativos relacionados ao quadro atual, em boa medida preocupante para a igreja da Alemanha. Ele preferiu enfatizar a perspectiva futura da igreja, a qual depende – assim suas palavras – de ação missionária e evangelizadora! Relembrando momentos históricos importantes na caminhada da Igreja na Alemanha nas últimas décadas, reportou-se a uma palestra do teólogo Eberhard Jüngel, de 1999: ou o coração da igreja continua batendo ao ritmo de missão e evangelização, ou entra em processo de arritmia. Não cabe à Igreja, assim Huber, limitar-se a ser um departamento estatal para o zelo dos bons costumes. A Igreja é mais!

De minha parte faço agora uma associação com a IECLB e concordo: por ser de Deus, que missão seja nossa paixão!

P. Mauro Alberto Schwalm.

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