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Davi passou por muitos apuros em sua vida. Como pastor, cuidando das ovelhas, lutou com feras. Como soldado, lutou com Golias. Como rei, enfrentou inúmeras intrigas, contando inclusive com a conspiração de seu próprio filho Absalão. Boa parte dos salmos é de sua autoria, onde há constantes momentos de exaltação à proteção divina. Nas entrelinhas, encontramos pequenas dicas do que fazer quando o inimigo se apresenta. Obtemos uma força especial, que vem do Senhor pela oração (Salmo 54.1-2). Mas, afinal quem são os nossos inimigos? Jesus disse claramente: “Quem não é por mim é contra mim”. Possivelmente, quem despreza a Deus também tentará atrapalhar a nossa vida. Por isso, Davi cita as pessoas orgulhosas e violentas, que não se importam com Deus (v.3). Todavia, não importa quem são os inimigos, quando a nossa causa é entregue ao Senhor (vv. 4-5), pois ao enfrentá-los, quem toma a frente é o próprio Senhor. Então, o que nos compete? Primeiro, continuar vivendo na fé. Segundo, servir e louvar ao Senhor (v.6), sempre recordando as vitórias alcançadas, assim dando graças (v.7). Interessante é observar que, nos evangelhos, Jesus não apenas ensina, mas também mostra com suas atitudes qual precisa ser o nosso comportamento. O Mestre esclarece que a antiga lei previa “olho por olho, dente por dente”. Agora, porém, a ordem é “orem pelos que perseguem” (Mateus 5.43). Logo adiante, Paulo desafia: “Procurem fazer o bem a quem quer o mal. Assim, você colocará em brasa a cabeça do inimigo” (Romanos 12.20-21). Ou seja, o amor é tempero e questiona qualquer atitude maligna. O amor sempre foi e será ponto de partida de mudança, tanto no nosso coração, quanto no adversário.

De Wladimir Marcos de Araújo (1980), “Meu Coração”.