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Desde os primeiros tempos do cristianismo, a videira foi um elemento decorativo em sarcófagos, pedras tumulares, mosaicos de batistérios, mausoléus, enfeites em esculturas, em paredes e colunas de muitas igrejas. Talhadas em pedra, madeira ou pintadas em vários estilos, se faziam presentes nos ambientes. A videira faz parte da simbologia judaico-cristã. No AT simboliza o povo de Israel, a árvore do Messias ou a promessa de Deus. No NT, está presente de muitas maneiras e Jesus Cristo se apresenta como “videira verdadeira”.

João 15.1-5:   Eu sou a videira verdadeira, meu Pai é o agricultor……Eu sou a videira, vocês são os ramos.  O que permanece em mim produz muitos frutos.

Então lembrei de uma imagem com um pequeno texto. A cena desta imagem: uma videira viçosa com seus ramos e cachos de uvas. Debaixo da mesma, um moço, certamente o dono da videira, deitado de costas, descansando, repousando debaixo da videira. Um cesto de uvas ao seu lado, enxada recostada na videira. Apesar de estar descansando, ele se mantém atento, cuidando da planta, de seus ramos e vendo os frutos.  Ele não a perde de vista. Não pode desleixar, deixar e ver como fica!… Mas, o que esta história tem a ver conosco hoje?

Estamos chegando ao final do tempo litúrgico da Epifania e chegando no período da Quaresma.  A mensagem cristã é um todo e sempre está interligada.  Jesus Cristo veio ao mundo para reconciliar Deus e toda sua Criação.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna “. João 3.16

RECONCILIAR é unir o que estava separado, fragmentado, decepado.                       Na linguagem da internet seria reconectar.

Jesus é esta Videira!  Deus é o agricultor! Ele envia sua videira VERDADEIRA, para que nela estejam ligados os ramos que produzem bons e sadios frutos. De que valeria uma boa planta sem os ramos. A videira sem ramos não teria sentido, também não teria frutos.

Permanecer ligados ao tronco é o papel dos ramos para dar frutos.  O agricultor, Deus, em seu amor fez a sua parte, enviou a videira verdadeira. Como ramos, somos desafiados e desafiadas por Jesus a permanecer na fonte da vida, na seiva da videira verdadeira que sustenta, acolhe, cuida e transforma.  E assim, sermos testemunhas do Evangelho e dar frutos do amor de Deus que transforma.

Não sejamos como galhos podados, secos, que serão jogados fora. Sejamos ramos vivos com frutos do amor de Deus neste nosso mundo tão cheio de injustiça e falta de amor.  Jesus convida: “permanecei no meu amor” e como nos diz o tema da IECLB em 2025: Compartilhar a generosidade de Deus. Que Deus nos ajude a permanecer em seu amor.  Amém.

Sugestão de leitura para continuar a reflexão:  João 15.1-27

Oração: Deus da graça e do amor, agradecemos porque nos deste a Videira verdadeira, pela qual vivemos e servimos. Graças ao teu amor cuidador e amoroso, que nos dá a boa seiva e faz compartilhar e testemunhar a tua generosidade. Amém!

 

Diác. Em. Marli Clair Blos – Parobé

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