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Ver maisDurante o mês de setembro, as Senhas Diárias nos convidam a contemplar a diversidade da Criação de Deus.
A cada dia, os versículos bíblicos são ilustrados por uma fotografia capturada em diferentes biomas brasileiros. Além disso, trazemos informações, reflexões e textos para fortalecer o compromisso com a preservação da Criação de Deus.

Foto: Valdir Hobus

Local da foto: Cerrado
A arara-vermelha chama a atenção pela plumagem de cores intensas, com predominância do vermelho e detalhes em azul, verde e amarelo. Vive principalmente em florestas e áreas de vegetação preservada, onde se alimenta de frutos, sementes e castanhas.
Além de sua beleza, a arara-vermelha desempenha um papel importante na natureza, ajudando na dispersão de sementes e na renovação das florestas. Proteger seu habitat é também cuidar da biodiversidade e do equilíbrio da criação.
“No meio da praça da cidade, e de um e de outro lado do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês. E as folhas da árvore são para a cura dos povos.” (Apocalipse 22.2).
Apocalipse 22.2 é um sinal de esperança: “As folhas da árvore são para a cura dos povos”. O mundo que sangra será curado. A cidade ferida será habitada por Deus. É a promessa de uma realidade restaurada, uma nova cidade onde os frutos são partilhados, as folhas curam e o rio da vida flui sem cessar.
Essa promessa já está presente no início do Apocalipse, na mensagem profética para a Igreja em Éfeso: “Ao vencedor darei o direito de se alimentar da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”.
A visão da árvore da vida no início e no final do Apocalipse aponta para uma realidade em que a morte e o sofrimento não mais cabem. Essa visão não nega o sofrimento revelado, mas busca transcendê-lo enquanto luta por justiça e compaixão.
A imagem da árvore da vida é ecológica, política e espiritual. Ela representa o Reino de Deus como realidade integrada: cura para os povos e para a criação.
Imagine um mundo em que os rios não estejam envenenados, onde a comida não dependa de agrotóxicos que matam lentamente, onde florestas não sejam queimadas para abrir espaço para o lucro rápido, onde você não encontre mais lixo nas ruas, rios e mares. Não se trata de uma utopia inalcançável; trata-se do sonho de Deus, e Ele nos chama a participar dele.
Cuidar da criação, diante de tudo isso, é um ato de coragem! É testemunhar o Cristo ressurreto, afirmar a vida digna para todos. Zygmunt Bauman, em seu livro A riqueza de poucos beneficia todos nós?, nos lembra que vivemos em um mundo que prefere fechar os olhos ao que está diante dele.
Assumir responsabilidade pelo mundo — inclusive pelo meio ambiente e pelas gerações futuras — parece um ato irracional, quase tolo, diante da indiferença dominante. Mas, paradoxalmente, é exatamente esse gesto “irracional” que pode salvar o mundo de sua própria cegueira e do caminho autodestrutivo que escolheu.
O problema, segundo Bauman, é que o mundo está mais protegido contra quem alerta do que contra as catástrofes em si. Não queremos dar ouvidos a uma “pirralha” como Greta Thunberg. Profetas como Amós, Oseias e Jeremias enfrentaram esse bloqueio: eles viram o perigo, gritaram, mas foram ignorados. A pergunta incômoda é: será que conseguimos mudar essa lógica? Nunca saberemos, diz Bauman, a menos que tentemos de novo… e de novo… e com cada vez mais determinação.
* Texto extraído do Caderno de Estudos do Tema do Ano, páginas 54 e 55.

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O Pastor e fotógrafo Valdir Hobus é reconhecido por sua especialização em fotografia de vida selvagem e paisagem.
Ele residiu por mais de uma década na região norte do Mato Grosso, período em que documentou a rica biodiversidade dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado.
Com uma prática fotográfica que revela os encantos da natureza, seu trabalho é laureado em prestigiados concursos de fotografia nacionais e internacionais