Estrela/RS, localizada no Sínodo Vale do Taquari foi o cenário do XXVI Concílio da IECLB, realizado de 15 a 19 de outubro. Para esclarecer dúvidas dos nossos leitores, apresentar as instâncias participantes e explicar as decisões envolvidas neste importante processo para a nossa Igreja, desde a edição de julho o Jorev dedica as suas páginas centrais ao Concílio. Aqui mesmo, na edição de outubro, conversamos com os Pastores da Paróquia de Estrela, P. Gilciney Tetzner e Pa. Ângela Ulrich, para saber como foram os preparativos para mais uma edição deste que é o órgão deliberativo máximo da IECLB. Na edição de novembro, passado o Concílio, foi a vez do P. Sinodal Marcos Bechert falar sobre a organização e as expectativas para o evento. Agora, finalizando as matérias sobre o Concílio, entrevistamos Egon Lagemann, Presidente da Comunidade Evangélica de Estrela.
A notícia que a Comunidade de Estrela seria sede do XXVI Concílio da IECLB foi recebida de que forma?
A notícia de que o XXVI Concílio da IECLB seria realizado no Sínodo Vale do Taquari, mais precisamente na Comunidade Evangélica de Estrela, foi recebida com muito orgulho por toda a Comunidade e entidades do município. Sentimo-nos gratificados e muito honrados em sediar o encontro da maior instância da nossa Igreja, que planeja os próximos anos e decide os rumos que deverão ser seguidos.
Em que ritmo foram os preparativos para se
diar o Concílio?
Após o impacto da notícia de que o Concílio seria em Estrela, o Sínodo Vale do Taquari tomou a iniciativa e comandou as primeiras reuniões, sempre mensais, que foram realizadas no Colégio Martin Luther, nosso importante parceiro no evento. Quando sentimos que nós, Comunidade de Estrela, éramos os grandes responsáveis para que o Concílio acontecesse com sucesso, assumimos de fato o controle sobre os preparativos. As reuniões passaram a acontecer com mais freqüência e com muitas pessoas e departamentos envolvidos, como Presbitério, Pastores, OASE, Grupo de Idosos, Gru-po de Danças, Creche Colméia, Secretaria, Zeladores, Corais e Paróquia, sempre com o envolvimento do Sínodo e do Colégio Martin Luther.
Quais foram as maiores dificuldades?
As maiores dificuldades foram com as adversidades climáticas, pois alugamos 12 tendas piramidais de 10 x 10 metros, onde estavam previstas muitas atividades, como cultos pela manhã e à noite, além de programações artísticas e culturais, que ficaram prejudicadas, sem contar o desconforto dos conciliares e convidados.
Como foi a experiência para a Comunidade de Estrela?
Foi fantástica pela alegria e pelo orgulho em poder sediar o evento e pela afirmação de unidade que reina entre os membros da nossa Comunidade, que, em ocasiões como esta, mostram o seu valor como membros.
No papel de Presidente, como foi a experiência?
Para mim, a experiência também foi muito boa, com um sentimento de honra em ter sido o
Presidente da Comunidade de Estrela no ano em que esta sediou o XXVI Concílio da IECLB, mas também um sentimento de orgulho em ser o Presidente de uma Comunidade que possui membros que não medem esforços em momentos nos quais são chamados para prestarem serviço de forma voluntária, sem exigir nada em troca.
Qual é o sentimento que fica pós-Concílio?
O sentimento de dever cumprido para com o exigido em um evento da magnitude de um Concílio, mas também um sentimento de vazio e saudade pelo que o evento representou para todos nós. Posso até afirmar que a nossa Comunidade está preparada para receber um próximo Concílio.
O que o XXVI Concílio deixou para Estrela?
O XXVI Concílio deixou uma marca muito grande em nossa Comunidade, Paróquia e também para o município de Estrela. Será um evento que ficará registrado na nossa história. Recebemos o órgão máximo da IECLB, seus Delegados e convidados de diversos países e que nos deram a oportunidade de mostrar um povo acolhedor, simpático, trabalhador e alegre e uma cidade atraente, com suas potencialidades e tradições. Estamos muito felizes e agradecidos.