P. Fábio Bernardo Rucks, 30 anos, natural de Três de Maio/RS, é casado com Luciana Paul Rucks. Em 1996, ingressou na Faculdade de Teologia, em São Leopoldo/ RS, e, há quatro anos, assumiu o seu primeiro campo de atividade ministerial como Pastor na Paróquia Evangélica de Rolante/RS.
Como descobriu a sua vocação?
Foi uma construção que iniciou com as histórias bíblicas que eram narradas pela minha avó e meus pais, passa pela participação no Culto Infantil, Ensino Confirmatório, JE e cultos. Após um curso de formação de Presbíteros, me senti motivado a ingressar na faculdade de Teologia, onde confirmei a minha vocação para o pastorado.
Quais são as suas atividades na Paróquia de Rolante e no Sínodo Nordeste Gaúcho?
A Paróquia é constituída por sete Comunidades, tem 2.100 membros batizados e, além de mim, tem como Obreira a Diácona Luciana Rucks. Dedicamos atenção especial aos cultos, com liturgias e músicas envolventes. Em termos de atividades com grupos, o esforço volta-se a crianças, adolescentes e jovens, famílias, terceira idade, diaconia e música. Também sou Coordenador Pastoral da Juventude Evangélica do Sínodo, em conjunto com o P. Alex Baumbach.
Qual é o seu interesse no trabalho com jovens?
Carrego comigo uma preocupação bastante grande em relação ao trabalho com jovens. Existem sintomas, aqui, na Paróquia, que imagino existirem também em outras Comunidades da IECLB, mostrando que precisamos dar uma atenção bastante especial a essa área: ausência dos jovens nos cultos e demais programações dasComunidades e dificuldade de integrar recém-confirmados.
Como é a sua atuação junto aos jovens?
Ao iniciar o trabalho na Paróquia, uma das primeiras providências foi conscientizar as lideranças sobre a importância de investir no trabalho com jovens. Motivamos os jovens a participar dos grupos, que já são quatro. Ao lado dos encontros mensais, passamos a organizar atividades que envolvemas dimensões da espiritualidade, formação na fé, vida, lazer, integração e amizade, como Retiros e Acampamentos de jovens em nível paroquial. Nesse sentido, as programações que acontecem em nível sinodal, como Oficinas e Congressos, têm um papel fundamental. Também motivamos lideranças adultas com um espírito jovem a apoiar o trabalho especialmente na parte organizacional. Para agregar novos jovens, investimos em um aprendizado mais dinâmico e que valoriza a convivência grupal e comunitária no Ensino Confirmatório.
A IECLB investe adequadamente no seu ‘futuro’, nos jovens?
Os jovens não podem ser vistos como o futuro da IECLB. A Igreja precisa da jovialidade, energia, motivação e participação dos jovens no presente. Os jovens não têm participado como deveriam nas Comunidades, mas devemos nos perguntar se recebem a abertura suficiente para se sentirem integrados. Precisamos aprender a olhar para os jovens, detectar como eles são e, a partir dessa realidade, fazer investimentos. Isso é bem mais difícil que acusálos de não participar, mas é um trabalho que vale a pena e a garantia de que, no futuro, as Comunidades continuarão existindo. As maiores necessidades de investimento da Igreja estão na elaboração de bons materiais voltados à dinamização dessa atividade e na formação de lideranças para a coordenação do trabalho.
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A educação do jovem para a fé e para a vida
Infelizmente, a educação cristã está sendo delegada somente à Igreja. Para muitas crianças, o primeiro momento para a formação na fé acontece somente no Ensino Confirmatório. Precisamos conscientizar os pais sobre a necessidade de instruírem seus filhos na fé antes disso, mas também precisamos oferecer subsídios aos pais para que possam contribuir nessa formação. Não raras vezes ouvimos sobre a negligência dos jovens com relação a Deus e à Igreja, mas pergunto será que os jovens não são apenas um retrato, talvez em proporções maiores, daquilo que também os adultos fazem? É por isso que a Igreja precisa procurar meios para fortalecer cada vez mais a fé e a vivência espiritual dos seus membros.
Nesse sentido, aproveito para deixar algumas mensagens. Às lideranças comunitárias da nossa Igreja: invistam tempo e dinheiro no trabalho com jovens. Pais: instruam-se na fé e motivem seus filhos à participação na vida comunitária. Sejam exemplos. Jovens: participem ativamente na sua Comunidade. Se ainda não existe trabalho com jovens, procurem se mobilizar para que se torne viável.
Talvez nós devêssemos ter a ousadia de não só pensar o trabalho com jovens como grupos. Qualquer ação que tenha como objetivo envolver o jovem na Comunidade é um ‘trabalho com jovens’ e pode ser realizada pelas Comunidades, por isso coloco o meu e-mail à disposição: ieclbrolante@terra.com.br.
Que Deus abençoe cada jovem e cada pessoa que se envolve nesse trabalho.