Flávia Rodrigues Barbosa, 33 anos, mineira de Unai, é casada com Rubens Rodrigues de Sousa e mãe de Paula Eduarda e Roberta Kauane. Formada em Pedagogia pela Faculdade do Noroeste de Minas e pósgraduada em Supervisão Escolar e Gestão de Pessoas pelo Instituto Prominas, está há quatro anos atuando como Diretora Executiva da Instituição Luterana em Paracatu (LUPA), Sínodo Brasil Central
Qual é a sua trajetória na IECLB?
Iniciei na Instituição Luterana como voluntária, desenvolvendo diversas atividades em conjunto com a Igreja Luterana. Fiz parte da Diretoria da LUPA e, em seguida, fui contratada como Professora de Educação Infantil. Trabalhei durante cinco anos com a turma do maternal no período vespertino. No período matutino, comecei a trabalhar na LUPA administrativamente durante dois anos até ser convidada a trabalhar como Diretora Executiva da Instituição.
Como Diretora da LUPA, quais são as suas responsabilidades?
É um grande desafio, porém é muito gratificante. A LUPA, que tem como objetivo geral a
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Entrega de certificados do curso
Alimentação Alternativa |
assistência social por meio de ações integradas de educação, saúde e geração de renda, surgiu por iniciativa da Comunidade Luterana em Paracatu, que buscou fazer alguma diferença frente às dificuldades enfrentadas pela população do Bairro Bela Vista, onde se localiza a sede da Comunidade. As frentes de ação da LUPA são: o convênio de saúde, com 900 famílias cadastradas, o grupo de ocupação e geração de renda, com 10 famílias, a horta comunitária, com cinco famílias, e o Centro de Educação Infantil, que atende, em média, 90 crianças de 3 a 6 anos.
De que forma a LUPA participa da vida do cidadão?
O Centro de Educação Infantil existe hoje como fruto de muita dedicação e esforço de parceiros, círculo de amigos da Comunidade Luterana daAlemanha e Comunidade Luterana de Paracatu. A preocupação é oferecer uma educação de qualidade, tendo em vista a formação do ser humano como um todo. A preocupação é oferecer um espaço em que as criançaspossam se desenvolver e reconhecer como cidadãs, com capacidades e
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| Horta comunitária |
potencialidades. Na perspectiva de atender integralmente as crianças que frequentam a escola, buscamos envolver os pais não só na escola, mas em outras atividades, como a horta comunitária, os cursos de artesanato ou outros cursos oferecidos (pintura artística em vidros, alimentação alternativa, pintura em tela, alemão, violão, flauta, grupo de canto, corte e costura, etc). Temos em execução o projeto ‘transformando vidas pelo corte e costura’. São cinco mulheres que trabalham na reciclagem de roupas usadas, fazem tapetes e estão iniciando uma pequena confecção de peças íntimas infantis. Essas mulheres também confeccionam fantasias para as crianças da escola.
Quais são as prioridades no seu trabalho?
Desenvolver atividades em conjunto LUPA – Igreja Luterana é algo que está dando certo dentro dos grupos. O importante é criar condiçõespara que surjam atividades conjuntas que facilitem o
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Pintura artística em vidros
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conhecimento mútuo e, na medida em que essa cooperação se realiza, nos aproximem do nosso objetivo primordial que é sermos solidários. Nosso maior desafio é sempre o inicio de um novo ano. Contudo, é sinal que conseguimos vencer mais um, que conseguimos superar os problemas financeiros e proporcionar oportunidades de formação e transformação da realidade de muitas famílias. No entanto, não conseguimos fazer isso sozinhos. Da mesma forma que as crianças precisam das nossas mãos para trilhar um caminho diferente, nós precisamos dar as mãos e unir nossas forças para sermos solidários com quem precisa de nosso apoio. São muitos os sonhos e projetos que buscamos alcançar. Esperamos que Deus possa acompanhar e orientar nossos passos na realização da construção de vida digna para todos e da propagação da Palavra de Deus por obras de amor.
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Projeto ‘Transformando vidas pelo
corte e costura’ |
O que pensa sobre a importância do ecumenismo nas relações, afinal é católica e trabalha em uma instituição luterana?
Para qualquer ser humano, viver só faz sentido quando o cotidiano e a fé se encontram e se tornam concretos nas nossas ações. Como discípula de Jesus, tenho convicção que o amor que toca as pessoas é uma espiritualidade que só pode ser testemunhada no cotidiano de todos nós. Juntos, somos capazes de aprender a pensar e praticar a fé sendo solidários às necessidades do próximo. A formação cristã é necessária em todos os níveis e em todos os momentos das nossas vidas. A dimensão ecumênica é importante na formação dos que trabalham em prol da solidariedade. Devemos nos preocupar com os irmãos. O amor deve estar na raiz de todas as ações humanas, por isso, além do conhecimento mútuo, são necessários também a estima e o afeto verdadeiro, que surgem espontaneamente.