Como foi o início da sua trajetória no Ministério Pastoral?
Sempre participei da vida da Comunidade. Iniciei no Culto Infantil e fiz parte do grupo dos jovens. Como o meu pai era Organista da Comunidade, frequentei os cultos e também aprendi a cantar os hinos. Foi despertada a vocação. A minha mãe era a cozinheira dos encontros nas Comunidades, o que levou a um contato maior na vida comunitária. Cursei o Ensino Médio na ADL (então Fundação Diacônica Luterana – FDL), onde me dediquei à musica. Em 1981, formado como Técnico em Contabilidade, ingressei no curso de Teologia na Faculdades EST (então FacTeol), em São Leopoldo/RS. Sem o canto, a Comunidade não vive, por isso continuei me dedicando à música, animando as meditações na capela da faculdade e participando do Coral do Morro. Ingressei no pastorado em agosto de 1988, na Paróquia de Nova Gonçalves/RS, onde já tenho uma bela história de 22 anos de convivência e experiências.
Há peculiaridades em ser Pastor na área rural?
Na Paróquia, além dos cultos, acontecem reuniões dos grupos de jovens, Culto Infantil, Ensino Confirmatório, Coral, grupos de flauta, seminário de Presbíteros, programas de rádio, dança sênior, festa paroquial da colheita, campeonato de integração (leigos e jovens) e noite cultural. É muito bom viver com mais liberdade. Todos conhecem uns aos outros, convivem e procuram se ajudar. A atividade da Igreja ocupa espaço importante na vida das pessoas, que se organizam em ‘mutirões’ para ajudar nas necessidades da Paróquia e da Comunidade. Também temos mais contato e respeito pela natureza. É importante incentivar as pessoas a assumirem as suas responsabilidades com a preservação da criação de Deus, já que a sobrevivência da humanidade depende das mudanças pelas quais passará a Terra. O deserto verde (acácia/eucalipto) preocupa.
Qual é a importância do Culto Infantil na Paróquia?
Sem o Culto Infantil, a Comunidade se torna muito pobre. É lá que conseguimos dar os primeiros passos do ‘ser Igreja e crescer na Igreja’. Na Paróquia, incentivamos muito este trabalho e contamos com a ajuda das incansáveis Orientadoras. Planejamos em conjunto algumas atividades, principalmente o encontro paroquial das crianças do Culto Infantil. Também participamos do Seminário Sinodal de Orientadoras do Culto Infantil, no qual atuo como Pastor Orientador.
Quais são as maiores alegrias no Ministério Pastoral?
Ser Pastor é poder conviver com a Boa Nova do Evangelho, animar e dar razão da esperança, abrir novos caminhos, alertar sobre possíveis perigos, compartilhar e crescer junto na fé, na gratidão, na alegria e consolar na dor, nos sofrimentos e nas perdas. O povo ainda continua com esperança apesar de todas as dificuldades a serem enfrentadas. Fico alegre quando o planejado alcança êxito e o povo reconhece a importância disso para a vida pessoal e comunitária.