O carinho e o respeito pela natureza, no Brasil, estão simbolizados pelo dia 21 de setembro*, escolhido como o Dia da Árvore, data que prenuncia a chegada da Primavera, no dia 23, estação em que a natureza se mostra em todo o seu colorido esplendor (*observar que, em algumas regiões do Brasil, as datas diferem).
Durante a sua vida, entre outras atividades, a árvore protege a terra com a sua sombra e as suas raízes, evapora água, participando do ciclo hidrológico e mantendo o ar úmido, produz oxigênio, protege solos, rios e as nascentes, preserva a vida silvestre, algumas fornecem frutos valiosos para a nossa alimentação, além de produtos para a Medicina e a indústria, isso tudo sem esquecer a incrível beleza das flores. As florestas plantadas pelo homem (reflorestamentos) devolvem a ele serviços e bens, como madeira, celulose/papel e carvão para as caldeiras, mas o equilíbrio tem que ser mantido com a preservação das matas nativas e a proteção dos mananciais, onde a flora e a fauna encontram ambientes diversificados.
A preocupação com o meio ambiente também está presente no Tema do Ano da IECLB: Paz na Criação de Deus – Esperança e Compromisso, e no Lema, Glória a Deus e paz na terra (Lucas 2.14). A peça principal de divulgação do Tema traz, como elemento principal, a árvore, representando a vida, a terra e tudo o que nela existe e se comunicando tanto com as pessoas do meio rural quanto do meio urbano. Essa natureza machucada quer se recompor. Zelando pela criação, rendemos glória a Deus e contribuímos para a paz na Criação.
Entre as várias iniciativas realizadas na nossa Igreja para conscientizar os membros a respeito dos cuidados com a natureza, destacamos a ação da Paróquia da Paz, em Joinville/SC, que, no dia 12 de junho, Pentecostes, em culto festivo, lembrando o nosso compromisso com o ser cristão no mundo em que vivemos, distribuiu aos seus membros mais de 300 mudas de árvores nativas da região, que foram doadas pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), por meio do projeto Adote uma Árvore.
Mudas de pitanga, ingá feijão, palmito e palmeira foram levadas pelos membros da Igreja, no compromisso não apenas de plantar uma árvore, mas cuidar dela e, assim, ajudar na preservação da Criação de Deus. Junto com as mudas, foram distribuídos funis, que servem para juntar restos de óleo e gordura em garrafas pet, e uma caixa para depósito de pilhas. Informações sobre pontos de coleta do óleo e das pilhas recolhidas, bem como a respeito da forma de plantio e cultivo das mudas doadas, estavam nas partes internas da caixa.
A proposta nasceu na 14ª Assembleia Sinodal do Sínodo Norte Catarinense, cuja Mensagem destacava O Tema proposto pela IECLB não deveria ser somente para um ano, mas estar sempre em nossas vidas. Estamos consumindo como se as dádivas da mãe terra nunca terminassem. Temos concebido a natureza como uma reserva de recursos ilimitados que estão aí para satisfazer os nossos desejos. Já podemos observar os impactos das intervenções da humanidade na natureza: desmatamento, poluição, aquecimento global, deslizamentos, enchentes, etc. Diante desta realidade, como pessoas cristãs, não podemos ser apenas expectadores. Somos motivados por Deus a cultivar e guardar a sua Criação. Este cuidado é uma confissão de fé no Deus criador e mantenedor da vida.