Durante os primeiros anos de casamento, Helena e Marcos tinham um costume: todos os domingos, depois do almoço, caminhavam até uma praça e sentavam-se no mesmo banco. Ali, conversavam sobre os planos, riam de coisas pequenas e imaginavam como seria o futuro.
Com o passar do tempo, a rotina tomou conta. Marcos passou a trabalhar cada vez mais; Helena envolveu-se com outras responsabilidades. Quando ela sugeria a caminhada, ele respondia: “Qualquer dia desses. Agora temos coisas mais importantes para resolver.” Helena sentia falta daquele tempo, mas também começou a desistir de convidá-lo.
Certa manhã, ao organizar uma gaveta, Marcos encontrou um papel antigo. Era uma lista que os dois haviam escrito no início do casamento: “Coisas que não queremos perder com o tempo”. No topo, estava anotado: “Continuar sendo amigos e conversar sem olhar para o relógio”. Ele ficou incomodado ao perceber que tinham protegido tantas obrigações e deixado desprotegido justamente aquilo que os unia.
Naquele domingo, Marcos chamou Helena para ir à praça. Ela aceitou, embora com certa desconfiança. Ao chegarem, ele tirou do bolso o papel dobrado e leu a lista em voz alta. Helena sorriu, mas logo ficou séria: “Eu achei que você nem lembrava mais.” Marcos respondeu: “Eu também achei que lembrar era suficiente!”
Sentaram-se no banco e, pela primeira vez em muito tempo, conversaram sobre o que sentiam — não apenas sobre o que precisavam fazer. Combinaram reservar um tempo semanal para estarem juntos, sem celular e sem agenda.
O final inesperado veio quando Helena se levantou para ir embora e apontou para uma pequena placa presa ao banco. Marcos nunca tinha reparado nela. A placa dizia: “Este banco foi doado por um casal que se sentava aqui todos os domingos durante 52 anos”. Helena segurou a mão dele e disse: “Talvez a gente não precise inventar um grande segredo para durar. Talvez precise apenas voltar, domingo após domingo.”
Estimados leitores e estimadas leitoras, Deus nos dá tantas bênçãos em nossas vidas. Temos tanta gente que caminha ao nosso lado: nossa comunidade de fé, nossas amizades, nossas famílias e amizades queridas. Como tem sido nossa relação com essas pessoas? Temos lhes dado a devida atenção?
E para com Deus? Temos sentado nos bancos da sua casa para conversar com Ele? Temos ido ao Culto? Espero que sim! Espero que a rotina e os afazeres não nos afastem das bênçãos que Deus nos deu na vida. Espero que a correria do dia a dia não nos afaste do próprio Deus.
E para que isso não aconteça, há uma receita bem simples: convide sempre Deus para estar contigo e aceite sempre os convites que Ele te fizer para estar com Ele. Diga sim para ir a um Culto, ajudar numa atividade da igreja, assumir alguma liderança ou servir de qualquer forma com teus dons e capacidades. Não diga que não podes, não diga que não vais. Diga que sim! E VERÁS A VIDA FLORESCER. Deus seja contigo. Amém.
P. Jeferson Rusch
Paróquia Evangélica na Feliz