Com o tema “Lutero 2017 – 500 anos de Reforma”, foi lançada no dia 21 de setembro a Década da Reforma, em Wittenberg, na Alemanha, no mesmo templo em que Lutero pregou as 95 teses, no ano de 1517.
A iniciativa propõe confrontar as teses do reformador com perguntas da atualidade. “A concepção luterana de que a graça de Deus é um presente à humanidade pode também ser uma força existencial”, disse na ocasião o presidente da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD), bispo Wolfgang Huber.
Responsável pela homilia no culto de abertura da Década, Huber destacou que a pregação de Lutero sobre a liberdade do cristão é tremendamente atual. Por isso, sugeriu que a Década da Reforma deve ser uma “Década da Liberdade”.
O presidente da Federação Luterana Mundial, bispo Mark Hanson, que preside a Igreja Evangélica Luterana da América, afirmou: “Nós fizemos história. O que começou na Alemanha há quase 500 anos abrange, hoje, uma comunidade de 68 milhões de luteranos no mundo.”
“Os católicos também podem tirar lições do reformador protestante, disse o Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a união dos Cristãos, em uma entrevista para o Frankfurter Allgemeine Zeitung. Ele encorajou a leitura dos comentários de Lutero sobre a Bíblia e seus hinos “cheios de poder espiritual.”
Nos próximos 10 anos, serão realizados vários eventos – palestras, seminários, mostras, exposições e celebrações – em diversas cidades alemãs que tiveram a presença do Reformador.
Já em setembro, em Wittenberg, foi inaugurado o Jardim de Lutero. Igrejas de todo o mundo estão sendo encorajadas a adotar uma das 500 árvores plantadas ali ou mesmo a plantar uma árvore, denotando sua ligação com o lugar do nascimento da Reforma. “A IECLB está planejando a sua participação na campanha, tanto no Jardim de Lutero, na Alemanha, quando em termos de Brasil”, confirmou o pastor presidente da IECLB, Walter Altmann.
De acordo com a EKD, decidiu-se pelo início das comemorações no mês de setembro por uma questão histórica: foi quando Lutero chegou em Wittenberg pela primeira vez, em 1508, como monge agostiniano, para lecionar na recém-fundada universidade local.