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Amadas irmãs, amados irmãos, amada Igreja de Cristo!

Me achego para meditar com vocês na palavra de Deus expressa na segunda carta de Pedro 3.13, lema do mês de novembro; “Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.”.

Somos povo que espera, novos céus e nova terra. Esperar não é muito do nosso feitio, não é! A gente quer tudo para ontem. Eu, pessoalmente, cresci ouvindo dos meus pais: “Filho, os pombos não vêm do céu assados”.  A exortação lembra que os pombos, “pão nosso de cada dia”, vem do céu, mas que precisam ser colhidos e preparados.

Segundo a promessa de Deus, esperamos por um novo espaço vivencial e relacional, no qual habita a justiça. Sim, vivemos no tempo de espera. Todavia, esperar não é sinônimo de sentar na sala climatizada de braços cruzados. A esperança Cristã por esse dia não é passiva, e cada pessoa é chamada a viver o seu dom como cooperadora para que a promessa se realize.

A nossa esperança está em Deus, no qual confiamos e cremos que nos salvou por graça, mediante a fé em Jesus. Portanto, sem a angústia de ter que fazer para a salvação ter, já agora, buscamos, um mundo com justiça para toda a criação e as criaturas de Deus. Esperar segundo a promessa de Deus, inicialmente, é voltar-se para Ele, mudar de vida, de pensamento e de atitude, e, em ato continuo, por gratidão e amor, buscar e comprometer-se por vida digna e paz.

Assim sendo, é tempo oportuno de levantar a vista para analisar a conjuntura em que estamos e, se for o caso de encontrarmos situações e posturas diferentes das defendidas e praticadas por Jesus Cristo é preciso caminhar na contramão da prática de injustiças e violências em que estamos.

Que Deus abençoe nosso ser e praticar a fé em Cristo, enquanto esperamos a consumação da nova terra e dos novos céus nos quais habita a justiça, segundo a promessa de Deus.

P. Mauri Magedanz – Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em São Leopoldo