Uma visita inédita marcou a Comunidade de Brüderthal, em Guaramirim, nesse 15 de janeiro de 2026. Os Irmãos Morávios, o dinamarquês Jörgen Böytler e o norte-americano Justin Rabbach, conheceram o local em que uma comunidade moraviana foi fundada a 06 de julho de 1886. Lideranças locais organizaram a acolhida no templo e no salão comunitário, com cânticos, danças folclóricas e confraternização.
Sob a liderança do Pastor Wilhelm Gottfried Lange, uma comunidade inteira migrou de Volínia, Rússia, para o Brasil. Anteriormente, haviam saído da Boêmia. O local em que se estabeleceram no Brasil passou a ser chamado de Brüderthal – ou Vale dos Irmãos. Ali buscaram vivenciar seu modo de vida e de fé.
A Igreja da Morávia, ou Unitas Fratrum, ou Irmãos Boêmios, ou Irmandade de Herrnhut remonta a 1457. É uma Igreja Protestante anterior à reforma luterana, advinda do reformador João Huss, queimado em Constança, em 1415.
Conforme consta nos registros históricos, a migração ocorreu em razão de “perseguição religiosa”. Eram associados à Comunidade dos Irmãos de Herrnhut (Herrnhuter Brüdergemeinde). Desde 1731, essa Irmandade organiza Die Losungen, ou seja, as Senhas Diárias em uso em nossa Igreja.
Ainda no final do século XIX, em razão de todo isolamento geográfico da época e adversidades, essa comunidade passou ser atendida pelo Pastor Otto Kuhr. Com isso, a ênfase passou a ser de confessionalidade luterana. Entretanto, a Comunidade mantém sua referência como Comunidade do Brüderthal (denominação moraviana), sendo que, inclusive, o bairro perpetua esse nome.
“Interessante é que num dos vitrais da Comunidade de Brüderthal está a figura de um cordeiro, símbolo identificador da Igreja Moraviana pelo mundo. Descendentes dos “imigrantes originais” ainda na atualidade integram a Comunidade de Brüderthal”, afirma o Pastor Sinodal Dr. Claudir Burmann, que acompanhou a programação.