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Depois de quase dois anos fechada, a centenária igreja da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana da Paz, em Porto Alegre, reabriu no dia 29 de março. O Culto de Reconsagração marcou o reinício das atividades no templo, que foi destruído pelas enchentes de maio de 2024 e reconstruído com a ajuda da comunidade.

A reabertura foi marcada por reencontros, emoção e agradecimentos. Fiéis voltaram a ocupar o espaço histórico após um longo processo de restauração. Ao som dos sinos, a igreja voltou a receber fiéis para assistir ao culto ministrado pelo pastor local, Carlos Emidio Grill Lacerda, pelo pastor sinodal Carlos Eduardo Müller Bock e pelo secretário de Ação Comunitária da IECLB, pastor Olmiro Ribeiro Júnior. O culto ainda contou com a participação do Coral da Paz, Vozes do Salvador e Coral de Trombones.

A Igreja da Paz foi atingida por duas grandes enchentes em Porto Alegre: em 1941 e em maio de 2024. Na mais recente, a água arrancou a porta principal, destruiu o altar e comprometeu toda a parte interna do templo.

Construída a partir de 1915 e concluída em 1927, a igreja é considerada patrimônio histórico e religioso da capital gaúcha. Após um trabalho intenso de reconstrução, o espaço foi restaurado mantendo características originais, como os bancos de madeira, o altar e os vitrais.

Cerca de R$ 400 mil foram arrecadados com doações de fiéis e apoiadores para a reconstrução. O presidente, Eduardo Saueressig, relembrou o impacto da enchente. “Foi um choque ver o barro tomando conta, tudo revirado, mofo. Aquela sensação de ‘e agora?'”, relatou.

Segundo ele, a comunidade se mobilizou para restaurar o espaço. “A gente fez almoços para angariar fundos, fomos atrás de parceiros da nossa comunidade que nos ajudaram com dinheiro, com cedência de equipamentos e compra de materiais. Foi esse o desafio e o maior é que não queríamos só substituir coisas, a gente queria restaurar, porque isso aqui tem cem anos”, explicou.

 

Matéria publicada originalmente em G1/RS
Edição do texto: Édson Luís Schaeffer/Comunicação Sínodo Rio dos Sinos