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A cada dia, os versículos bíblicos são ilustrados por uma fotografia capturada em diferentes biomas brasileiros. Além disso, trazemos informações, reflexões e textos para fortalecer o compromisso com a preservação da Criação de Deus.

Foto: Valdir Hobus

Local da foto: Mato Grosso
Presente em quase todo o Brasil. Mede cerca de 9,7 cm de comprimento. Comum no sub-bosque de florestas altas, capoeiras e florestas de várzea.
A expressão “tesoura” vem do formato de sua cauda bifurcada, enquanto “verde” e “barriga-violeta” fazem referência às cores exuberantes da plumagem do macho.
Ao Senhor pertence a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam. (Salmo 24.1)
Transformações ambientais sempre fizeram parte da história do planeta: o aquecimento ou resfriamento do globo conforme sua distância do Sol, o movimento dos continentes, o surgimento e o desaparecimento de mares, e até mesmo mudanças nas espécies vegetais e animais que habitam a Terra — incluindo a nossa própria espécie. No entanto, cada ciclo dessas transformações naturais sempre levou milhares, senão milhões, de anos para acontecer. O que, então, diferencia o momento atual, e por que isso merece nossa preocupação?
Especialmente no que concerne ao clima, a mudança climática atual é chamada de “antropogênica” — isto é, gerada pelo ser humano. Os estudos do clima indicam que a temperatura terrestre passou a aumentar substancialmente, em um ritmo muito mais acelerado do que os milhares ou milhões de anos em que essa mudança costumava ocorrer, sendo agora proporcional à atividade humana e à queima de combustíveis para o nosso uso.
Essa virada remete ao final do século XVIII, quando a Revolução Industrial passou a utilizar a queima de carvão e, posteriormente, de petróleo e gás para geração de energia. Apesar de serem reconhecíveis os amplos avanços que essa revolução trouxe para o bem-estar humano, tem-se no fenômeno da industrialização o início da crise climática que enfrentamos hoje.
O Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2023) afirma, com 95% de confiança, que o aquecimento observado desde meados do século XX é resultado direto das atividades humanas, sobretudo pela emissão de gases de efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis, da agropecuária intensiva e da mudança no uso do solo.
Este mesmo relatório confirma o que já se torna visível: o aquecimento global está se intensificando e atingindo limites críticos. Já passamos dos 1,5 °C de aquecimento global em determinados períodos e, segundo o documento State of the Global Climate 2024, da Organização Meteorológica Mundial (WMO, 2025), com temperaturas globais médias 1,55 °C superiores aos níveis pré-industriais (1850–1900), o ano de 2024 configurou-se como o mais quente desde o início das medições modernas.
* Texto extraído do Caderno de Estudos do Tema do Ano, página 32.

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O Pastor e fotógrafo Valdir Hobus é reconhecido por sua especialização em fotografia de vida selvagem e paisagem.
Ele residiu por mais de uma década na região norte do Mato Grosso, período em que documentou a rica biodiversidade dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado.
Com uma prática fotográfica que revela os encantos da natureza, seu trabalho é laureado em prestigiados concursos de fotografia nacionais e internacionais