Olímpio de Sant’Ana compartilhou aspectos de
sua vivência de décadas no combate ao racismo No último painel do Simpósio Abrindo as Portas da Igreja, o presidente da Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo (Cenacora), reverendo Olímpio de Sant’Ana, expôs aspectos de sua vivência de décadas no combate ao racismo, o que já o levou a atuar no Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Genebra, Suíça. Apresentou aspectos da Cartilha Justiça Transformadora do CMI, que serviu de base para trabalhos em grupos.
A Cartilha trata de muitos assuntos ligados ao racismo e para facilitar sua utilização, os temas estão separados em seções.
Seção 1: Reafirma que o racismo é pecaminoso. Procura criar uma percepção pessoal e institucional deste fato, com base na reflexão bíblica e teológica… Seção 2: Justiça transformadora, um compromisso radical com a superação do racismo, define conceitos e abordagens essenciais para superar o racismo… Ela encoraja as igrejas a enfrentarem o problema e a se tornarem comunidades de justiça transformadora, além de esboçar passos para se construir tais comunidades. Esta seção também sugere estratégias para as igrejas revisarem sua história e missão. Seção 3: Oferece algumas estratégias para ajudar as igrejas a superarem o racismo. Seção 4: Destaca possíveis frutos da justiça racial e étnica, apresentando alguns exemplos.
A maioria das seções apresenta referências bíblicas, questões, exemplos, sugestões para trabalho em grupo bem como propostas concretas para maior envolvimento com os problemas. Um glossário e uma seleção de subsídios acompanham esta Cartilha, voltada para as igrejas, suas comunidades e seus membros.
As quatro seções da cartilha serviram de base para um amplo trabalho em grupos, aos quais coube indicar propostas para o que pode ser feito em conjunto.
Entre as sugestões indicadas estão:
Aprender a trabalhar com os irmãos indígenas, unir a luta indígena e a negra, trabalhar na perspectiva da unificação das lutas indígenas e quilombolas…, promover diálogo entre os diferentes grupos da IECLB para fortalecer ações e projetos dentro dos grupos de trabalho nas comunidades, aprender a trabalhar com poucos recursos, numa cooperação voluntária e solidária, fortalecimento das redes de cooperação com os diferentes grupos de militância, respeitar as diferenças de cosmovisão dos povos negros e indígenas e buscar ajuda na formulação e organização de projetos para quilombolas e indígenas.
Do trabalho em grupos surgiram propostas para ações conjuntas
(Texto e fotos: Ingelore S. Koch)