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Caros Membros e Amigos da Paróquia Vila Campo Grande – Diadema!

Neste domingo com nome latim Estomihi (= esteja comigo) o tempo da paixão já joga sua sombra. O lema da semana mostra isto onde Jesus prepara seus discípulos para o que há de vir. Porque etodos sabiam que ir para Jerusalém seria algo perigoso e de desfecho incerto. A atitude de Jesus é de ir em direção ao perigo de olho aberto porque compreende este caminho como inevitável.

Hoje em dia este fim de semana é marcado pelo carnaval. Mas este nas suas origens é semelhante no seu significado com a atitude de Jesus. É um prenúncio que virão tempos mais duros e que por isso se justifica festejar uma última vez antes do sofrimento. Neste sentido está permeado por um conteúdo religioso. Em nossos tempo temos a tentação de burlar este sentido quando queremo sque o carnaval dure para sempre. Tem lugar onde começa um mês antes e ninguém sabe dizer quando termina… É a tentativa de pular o sofrimento, a cruz. Humanamente é compreensível, mas não deixa de ser ingênuo.

O cristianismo nunca prometeu uma vida sem sofrimento. Mas está longe de ser fatalista, pois promete o que me parece decisivo neste assunto: a superação do sofrimento e um desfecho final positivo. Sabendo que este transformam-se em dores de parto o que de outra forma seria prenúncio do final fatal. E se o final é positivo, vale a pena lutar para diminuir o sofrimento no mundo. Nem tudo é um carnaval, mas dá para melhorar sim para quem confia em Deus.

Saudações

P. Guilherme Nordmann


AGENDA: veja também www.facebook.com/capeladecristo

   
Domingo,
02/03/2014
Domingo

Estomihi

10:30 h: Culto com Santa Ceia  (P. Luís Mello)
 
12:00 h: Ensaio do Coral
Quinta,
06/03/2014
14:30 h: Reunião do grupo da OASE
Sábado,
08/03/2014
9-11 h: Ensino Confirmatório

16:00 h: Grupo de Artesanato – „As Curiosas“
Domingo,
09/03/2014
1º Domingo
na Paixão

10:30 h: (P. Guilherme + Equipe de Liturgia)Culto
Dia Mundial de Oração: “Egito – Mananciais no Deserto”

12:00 h: Ensaio de Coral

 


 

Luz da Semana – Para nossa reflexão

 
Quaresma
 
 

No princípio era a beleza das videiras e dos parreirais
que se entrelaçavam e se espalhavam pelo paraíso
Em consagradas liturgias o Criador chamava suas criaturas
para celebrar a dádiva da vida
em ceias-sempre-santas-tantas-quantas
E viu Deus que era bom…

Mas, em algum momento de tormento
desinventaram a arte de amar:
Os cains tornaram bélico o que antes era belo
Para uns muitos “a ordem” para uns poucos “o progresso”
As torres de Babel, em inferno, transformaram o céu
Mudaram em pães amargos o que antes era doce ao paladar
A terra produziu espinhos e cardos.
Diz-se que jamais o mundo foi o mesmo.
Houve trevas sobre a face do abismo…

Acontece
que poetas, profetas e cantadores em prece
gritaram na vez dos sem-voz,
salmodiaram sonhos-em-sorrisos,
perscrutaram-promessas-de-um-porvir-promissor.
“As crianças brincarão com os velhos na praça
Aqueles com sua inocência, estes com sua experiência!
Todos celebrindando a paz dos parreirais…”

E, de fato,
Mais tarde quando a história, então grávida, deu à luz,
O Amor se fez carne e habitou entre nós cheia de graça e bondade.
Grandes coisas se viu, boas novas se ouviu!!!
“É chegado o novo tempo, é chegado o novo dia!
bem-vindos todos à farta mesa da Eucaristia”.
O pão se multiplicou em sinais de solidariedade,
o vinho se transubstanciou em alegria…

Depois destas coisas eu vi um novo céu e uma nova terra.
Não havia mais as garras da guerra
nem as feias-faces-da-fome
mas, na comunhão da Paz-com-páscoa
havia pão em cada mão e vinho em cada copo.
Enquanto os anjos cantavam Aleluia ao vencedor da cruz
apressei-me na prece, e, em sua memŕoia brindei:

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!!!

Carlos Alberto Rodrigues Alves