Em março, a Nem Tão Doce Lar proporcionou muitos momentos de reflexão, partilha, debate e formação. A iniciativa leva a espaços públicos a representação de uma típica casa de família que se adapta às especificidades de cada contexto. Neste espaço simbólico, acontecem dinâmicas e visitas guiadas para despertar o olhar sobre as realidades da violência doméstica e de gênero em suas diversas formas.
Nem Tão Doce Lar no Rio Grande do Sul e em São Paulo
No dia 11, durante o encontro do Grupo Gestor da Rede de Diaconia, aconteceu um momento de formação com o tema “Justiça de Gênero – uma vida sem violência é um direito humano”. A assessoria foi realizada pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD) e a Coordenação de Gênero, Gerações e Etnias da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Na ocasião, o grupo também conheceu o vídeo institucional da Nem Tão Doce Lar.
No dia 17, aconteceram duas oficinas de formação de equipes na Associação Beneficente Evangélica da Floresta Imperial (ABEFI), em Novo Hamburgo/RS. E, nos dias seguintes, a casa-exposição da Nem Tão Doce Lar ficou aberta à visitação no mesmo local.
Já no dia 25, foi realizada uma oficina de formação nas dependências da Paróquia Luterana do ABCD, em Santo André/SP. O evento aconteceu com articulação e organização do Centro Social Heliodor Hesse. A oficina contou com a participação de 51 pessoas que integram a rede de proteção no município e na região. Foram mais de 110 visitantes à casa-exposição, entre os dias 26 e 27, com destaque para o grupo da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE).
Em 28 de março, nas dependências da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade (IEAB), aconteceu um cine debate sobre o filme “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner”. O momento foi oportuno para reanimar lideranças religiosas a planejarem uma caminhada conjunta em temas desafiadores para as comunidades religiosas no campo do enfrentamento aos fundamentalismos e defesa de direitos das mulheres em situação de violência dentro e fora das igrejas.
Vida sem violência é um direito humano
Nas formações, trabalhou-se especialmente o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e suas implicações para as organizações da sociedade, escolas e rede de proteção. O pacto se organiza em três eixos: Prevenção primária, Proteção às mulheres em situação de violência, e Responsabilização e combate à impunidade. O tema das masculinidades positivas e a adesão dos homens ao pacto também ganhou centralidade no debate nas oficinas.
O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é um marco da luta histórica das mulheres por equidade, direitos, respeito e justiça. Apesar das conquistas ao longo do tempo, ainda há muito o que fazer e transformar. Por isso, mulheres continuam lutando pela superação da violência de gênero, contra a desigualdade salarial, pela derrubada das muralhas impostas no mercado de trabalho e na política, pela ocupação dos espaços de liderança e pelo fim da cultura de propagação de ódio às mulheres.
O Mês de Luta das Mulheres é um convite para repensar as estruturas que têm marcado os corpos e as vidas das mulheres. Reafirmar que uma vida sem violência é um direito humano, contribui para a denúncia da violência como uma grave violação dos direitos humanos das mulheres e meninas, afirmando que todas as pessoas têm o direito de viver em paz e em segurança.
+ Confira a matéria completa no site da FLD
Conheça o vídeo institucional da Nem Tão Doce Lar