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Especial Senhas Diárias

CUIDAR DA CRIAÇÃO DE DEUS

Durante o mês de setembro, as Senhas Diárias nos convidam a contemplar a diversidade da Criação de Deus.

A cada dia, os versículos bíblicos são ilustrados por uma fotografia capturada em diferentes biomas brasileiros. Além disso, trazemos informações, reflexões e textos para fortalecer o compromisso com a preservação da Criação de Deus.

Pavãozinho do Pará

Foto: Valdir Hobus

Senhas Diárias 07/09/2026 – Pavãozinho do Pará

Senhas Diárias 06/09/2026

Cogumelos

Local da foto: Mata atlântica – Rio Grande do sul

Pequeno cogumelo de aproximadamente 1cm captado com lente macro.

A luz é de uma lanterna, para destacar a cor e as formas, já que no chão da floresta é muito escuro.

PARA REFLETIR

Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores (Apocalipse 7.3)

O selo de Deus

No versículo Apocalipse 7.3 também surge outra imagem importante: o selo de Deus. O selo nas testas daquelas e daqueles que servem a Deus é sinal de identidade, de proteção — e também de missão, de propósito.

O selo distingue as pessoas que pertencem ao Cordeiro daquelas que se conformam ao sistema idolátrico. Receber o selo divino é ser vocacionado a viver de forma coerente com a fé —incluindo a forma como tratamos a Criação.

Em um país como o Brasil, em que 80% das pessoas se declaram cristãs, qual é o impacto dessa multidão quando se trata do cuidado com a Criação? Ou observamos, na sociedade brasileira, uma fé desvirtuada que acentua a destruição e a degradação da Criação?

Cuidar da Criação é um ato de fé

Cuidar da Criação não é uma moda ou apenas uma causa ambiental. É um ato de fé. É reconhecer que a Terra pertence a Deus (Salmo 24.1) e que somos apenas suas “cuidadoras” e seus “cuidadores” (Gênesis 2.15).

O Apocalipse termina com a visão de um mundo restaurado. Essa esperança nos motiva a agir agora, cuidando da Criação como um sinal do Reino de Deus que está por vir.

Conseguimos ouvir o grito da natureza?

Apocalipse 7.3 é o grito de um anjo que interrompe um ciclo de destruição que está em andamento. O sexto selo mostra o mundo em colapso — terremotos, queda de estrelas, desespero dos reis e poderosos. Mas, antes que o sétimo selo seja aberto, há uma pausa. Ela é um chamado para reflexão, para conversão, para o “cair em si”.

Os primeiros dois ciclos de pragas (Apocalipse 6 8.2; 8.2-11.19) são parciais. Qual seu sentido? Apocalipse 9.20-24 dá a resposta: são oportunidades para uma mudança de rumo, mas — e aí vem o trágico — elas e eles “não se arrependeram das obras de suas mãos” (9.20). Resistimos! Não queremos encarar a crise ambiental com todo o sofrimento que ela gera na vida das pessoas! O terceiro ciclo (Apocalipse 15.5-16.21) inicia com uma afirmação dura: “se consumou a cólera de Deus” (Apocalipse 15.1). Aqui culmina o juízo de Deus sobre a história humana. Daí a importância dessa pausa.

Conseguimos ouvir a natureza, que sofre hoje, que grita e clama? Conseguimos ouvir que precisamos cuidar e não danificar, proteger e não explorar? Ter esperança ativa, esperançar, não desesperar?

* Texto extraído do Caderno de Estudos do tema do Ano, página 11.

Conheça o Tema do Ano da IECLB e encontre materiais que inspiram o cuidado com a Criação de Deus.

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Sobre o autor da foto

O Pastor e fotógrafo Valdir Hobus é reconhecido por sua especialização em fotografia de vida selvagem e paisagem. 

Ele residiu por mais de uma década na região norte do Mato Grosso, período em que documentou a rica biodiversidade dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado.

Com uma prática fotográfica que revela os encantos da natureza, seu trabalho é laureado em prestigiados concursos de fotografia nacionais e internacionais