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A cada dia, os versículos bíblicos são ilustrados por uma fotografia capturada em diferentes biomas brasileiros. Além disso, trazemos informações, reflexões e textos para fortalecer o compromisso com a preservação da Criação de Deus.

Foto: Valdir Hobus

Local da foto: Mata Atlântica
O Quero-quero (Vanellus chilensis) é uma ave muito conhecida no Brasil, facilmente reconhecida pelo seu canto forte e insistente, que deu origem ao seu nome popular.
Vive principalmente em campos, pastagens e áreas abertas, sendo também comum em parques e jardins. Alimenta-se de insetos e outros pequenos animais encontrados no solo.
Muito atento ao que acontece ao redor, o quero-quero defende seu território com coragem, especialmente quando há ovos ou filhotes por perto. Ao perceber uma ameaça, emite gritos de alerta e pode realizar voos rasantes para afastar quem se aproxima.
“No começo Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1.1). Esta é a primeira frase da Bíblia e também a base para a formulação da declaração de fé no Deus criador, conforme o primeiro artigo do Credo Apostólico.
A confissão bíblica da criação pressupõe que temos a nossa origem na terra do campo (Gênesis 2.7). A palavra hebraica “Adam”, que designa os seres humanos (Gênesis 1.26), tem o significado de “criatura da terra”.
Como criaturas, temos um vínculo com toda a criação, especialmente com a terra. Se nós somos apenas uma parte da criação, então não podemos dispor dos recursos naturais de acordo com nossa vontade e interesse. Pelo contrário, a confissão de fé nos compromete a cuidar da criação assim como Deus cuidaria dela. Infelizmente, esta exigência tem sido bastante ignorada.
Mais do que nunca, a criação geme e sente dores (Romanos 8.22). Poluição, desmatamento, desperdício, consumo exagerado são alguns exemplos de agressão à criação. Assumir o compromisso com a preservação não é somente uma questão de sobrevivência humana no planeta, mas uma expressão da vivência da nossa fé.
No Antigo Testamento, a criação era um tema pertencente ao âmbito do louvor a Deus.
Quem louva o Criador sabe que recebeu de Deus o sopro da vida e que de Deus provém o sustento. Reconhece fazer parte da sua criação e assume a responsabilidade de cuidar e preservar.
Quem louva o Criador enxerga na outra pessoa um semelhante. Admite a igualdade irrestrita que provém do fato de que cada ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus.
Quem louva o Criador compreende que faz parte do mundo, mas que o mundo não lhe pertence.
Quem louva o Criador percebe que, no fundo, apenas peregrina por esta terra. Já houve quem antecedesse e haverá quem sobrevirá.
Quem louva o Criador não pensa apenas em garantir sua jornada. Os recursos disponíveis precisam ser partilhados com cada caminhante.
Quem louva o Criador se compromete em garantir as condições para que peregrinas e peregrinos do presente e do futuro possam desfrutar da hospitalidade e dos frutos da terra.
(Emilio Voigt)

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O Pastor e fotógrafo Valdir Hobus é reconhecido por sua especialização em fotografia de vida selvagem e paisagem.
Ele residiu por mais de uma década na região norte do Mato Grosso, período em que documentou a rica biodiversidade dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado.
Com uma prática fotográfica que revela os encantos da natureza, seu trabalho é laureado em prestigiados concursos de fotografia nacionais e internacionais