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Reunidas na Casa Matriz de Diaconisas, 58 mulheres dos sínodos da IECLB, trouxeram histórias de mulheres que marcaram suas vidas, num exercício não muito frequente para as participantes. Embora a tradição oral tenha seu lugar, importância e valor, as participantes foram incentivadas a pesquisar e a registrar, na forma escrita, um pouco da vida de mulheres que fizeram a diferença nas suas famílias e nas suas comunidades.

As mulheres perceberam as dificuldades que a maioria tem em contar sua própria história, seus sonhos e suas realizações, como se não fosse próprio ou adequado. Mas, de acordo com Zenaide, de Itapema/SC: “Não podemos ter dificuldades em contar nossa própria história.”

Nos pequenos grupos foram compartilhadas histórias de vidas de mulheres através de relatos trazidos pelas participantes. Aspectos que chamaram a atenção nas histórias: força, coragem, testemunho, submissão, garra, subversão, fé, alegria, ânimo, resiliência, solidariedade. Conforme Zenaide, “a partir de cada história contada, nos fortalecemos e buscamos nosso espaço na sociedade.”

Surge também a constatação que a maioria das histórias não tem um final feliz, semelhante a contos de fadas, embora alguns relatos trouxessem exemplos de superação e resiliência. Da mesma forma, nem todas as mulheres que marcaram vidas, o foram de forma positiva e sim, pelo que não se deve perpetuar.

Ouvir e coletar histórias de mulheres são os primeiros passos deste processo considerando que “ainda estamos engatinhando neste conceito, pois vemos que a submissão e medo das mulheres, muitas vezes se sobrepõe a sua vontade de ser atuantes. Este Fórum é um incentivo para podermos multiplicar, crescer e começar a mudar esta história” de acordo com a avaliação das mulheres da Comunidade da Cruz, de Curitiba/PR.

Após o trabalho com grupos, a estudante de Teologia, Ketlin Lais Schuchardt, trouxe a história de Katharina von Bora, como mulher e reformadora. Na sequencia a Coordenação do Fórum apresentou um pouco sobre seu trabalho e o que se sonha neste espaço de partilha, bem como uma proposta de renovação da liderança.

E à noite, na programação social, Paulo Roberto Vargas declamou de uma poesia composta por Joseti Gomes “Da sina destas mulheres”, a seguir a invernada juvenil do CTG M’Bororé se apresentou mostrando um pouco da tradição gaucha com três danças tradicionais. Ao final os jovens convidaram as mulheres para participar de algumas danças o que encerrou os trabalhos deste dia num clima de muita alegria e descontração.

Rosane Philippsen
p/ Coordenação do Fórum de Reflexão da Mulher Luterana.