O Sínodo Norte Catarinense, formado por 34 Paróquias, 113 Comunidades e mais de 62 mil famílias-membro, cuja ênfase missionária está na visitação a Obreiros e Comunidades, motivação e formação de lideranças, criação de pastorais (urbana, da saúde, empresarial e da família), criação de grupos multidiciplinares para prevenir crises nos Ministérios e no incentivo das Comunidades a desempenhar seu papel a partir de Atos 2, está representado nesta Editoria por nossa gente luterana Sidney Schlossmacher e Gôndulla Müller
Salvação em Cristo
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Sidney Schlossmacher, 48 anos, natural de Blumenau/SC, Médico especialista em Otorrinolarin- gologia, casado há 20 anos com Mirian e pai de três filhos: Lucas, Davi e Rafael, é membro da IECLB na Comunidade de Rio Negro/ Mafra, Sínodo Norte Catarinense.
Na vida cotidiana, Sidney afirma que não há como ser cristão apenas dentro da Igreja “A fé conduz a ser marido mais amoroso, pai mais participativo e profissional mais responsável. Busco de todo o coração tornar isto realidade na minha vida, reconhecendo a absoluta dependência do agir do Espírito de Deus para isto acontecer”.
Sidney conta que tem o coração grato à IECLB, pois foi por meio dela que o Senhor revelou o Seu mais precioso presente, a salvação em Cristo “Desde a infância, tive a oportunidade de conhecer na Escola Dominical/ Culto Infantil o amor de Deus. Durante o Ensino Confirmatório, fui apresentado à necessidade de uma decisão consciente e firme ao sim do Batismo e recordo que durante um retiro tomei esta decisão”.
***É um privilégio poder testemunhar o amor de Cristo***
Na juventude, Sidney assumiu a função de Professor de Escola Dominical e liderança no trabalho de jovens. Após a faculdade, retornou à Comunidade, participando no Presbitério como Secretário e Presidente da Comunidade. Sua identificação pessoal no Ministério é o trabalho com adolescentes e jovens, por isso ocupa uma das Diretorias do Ministério Acampamento Moriah, um trabalho dentro da Comunidade com acampamentos, palestras, estudos bíblicos, trabalho social em escolas de periferias e, hoje, também alcançando os pais destes alunos.
A atividade profissional também é um espaço para o Dr. Sidney praticar a sua fé “Como Médico cristão, ou melhor, cristão Médico, tenho a oportunidade de testemunhar a minha fé pelo modo de atender cada paciente, da responsa- bilidade de ver cada um como meu próximo, o que não é nada fácil, pois a Medicina exige um comprometimento muito grande e este envolvimento, com todas as limitações que temos como seres humanos, muitas vezes torna- se um fardo difícil de ser carregado. Por outro lado, é um privilegio poder testemunhar o amor de Cristo, uma das maiores responsabilidades que temos como ‘leigos’: usar a nossa profissão e os nossos dons como instrumentos para levar o Evan- gelho”.
Para o Presbítero, o grande tema não apenas do Sínodo Norte Catarinense, mas de toda IECLB é Missão de Deus-Nossa Paixão, que acredita ser fundamental para a realidade da nossa Igreja, tanto local como nacional. Já o desafio está no fato de sermos uma Igreja em processo de envelhecimento. “Precisamos ser uma Igreja que cativa es- sa geração de ado- lescentes e jovens, mas sem jamais ceder nos fundamentos da fé cristã”, acredita Sidney.
O sonho de Sidney Schlossmacher é uma Igreja firmada nos fundamentos da fé cristã “A Igreja luterana tem uma base sólida, mas, com equilíbrio, pode também contemporizar-se à realidade do nosso tempo. Ver uma Igreja cada vez mais apaixonada por Deus e Sua missão talvez seja meu maior sonho”.
Igreja celebrativa
Gôndulla Müller. 66 anos, nascida em Ibirubá/RS, Artista Plástica e Dirigente de Dança Sênior, é casada com Irineu Arthur Müller há 47 anos, mãe de duas filhas, Sandra e Ângela, e avó de três netos, Bruno, Pedro e Luiza. Luterana de berço, é membro na Comunidade de Rio Negrinho, per- tencente à Paróquia Bom Pastor/SC.
No cotidiano, a fé se faz presente na vida de Gôndulla desde o momento em que acorda e não apenas representada pela leitura de um texto bíblico ou de uma reflexão, mas refletida em todas as atividades do dia “A fé perpassa todo o corpo e todo o nosso jeito de ser”.
Gôndulla iniciou a sua caminhada na IECLB com a OASE, em 1980, ocupando alguns cargos ‘timidamente’, como ela diz. Em 1995, como Presidente, teve a oportunidade de se aprofundar nas questões da Comunidade. Então, novos caminhos se abriram e a Presbítera ocupou os cargos de Secretária da Paróquia, Coordenadora Paroquial da OASE e Secretária da OASE. Atualmente, é Presidente da Comunidade, faz parte do Conselho Municipal do Idoso como Presidente, sendo Conselheira representando a OASE, e também é Conselheira representante da OASE no Conselho Municipal da AssistênciaSocial.
“No Conselho Sinodal do Idoso participo há oito anos como Conselheira, o que me deu a oportunidade de fazer parte de Seminários para o Idoso, adquirindo conhecimento para o trabalho mais direto com os grupos da terceira idade, como na minha atividade na qualidade de Dirigente de Dança Sênior, em que coordeno quatro grupos de dança. Como tenho contato com pessoas diferentes, de vários contextos religiosos, isso facilita o exercício das atividades comunitárias. A fé me impulsiona para o trabalho e também para o voluntariado”, declara.
Como Presidente da Comunidade de Rio Negrinho, Gôndulla tem a preocupação que a identidade luterana seja vivenciada em todas as atividades, tais como comunhão do Presbitério, reuniões mensais, acompanhamento da situação financeira, eventuais promoções e toda a programação que envolve a vida comunitária.
***A fé perpassa todo o corpo e todo o nosso jeito de ser***
A Presbítera conta que os grandes temas atuais do Sínodo Norte Catarinense são Missão e Formação e o desafio é basicamente viver avida comunitária na sua integralidade, não apenas como membro inscrito, ou seja, viver e ser luterano. “O que me move é essa Igreja celebrativa, essa abertura para que me sinta livre para expressar e exercer a minha fé, independente do local por onde eu caminhe. Nesse sentido, meu sonho é que a nossa Igreja seja celebrativa e que tenha toda essa abertura plenamente, sem alguns preconceitos e assuntos burocráticos que ainda existem. Sonho também que a nossa Igreja Luterana também seja um espaço terapêutico”, finaliza.