O Sínodo Brasil Central, formado por 13 Paróquias, 19 Comunidades, 5 Áreas Missionárias, 26 Pontos de Pregação e 500 famílias-membro, cuja ênfase missionária é Fé, Gratidão e Compromisso, Formação de Lideranças e Crescimento das Comunidades, está representado nesta Editoria por nossa gente luterana Harry Lausmann e Edy Pauvels.
Igreja ‘no Brasil’
Harry Jorge Lausmann, 48 anos, natural de Giruá/RS, Engenheiro Agrônomo, casado com Cleonice Maria e pai de Aline e Ricardo, é membro da IECLB na Comunidade com funções paroquiais de Cristalina/GO, Sínodo Brasil Central. Luterano de berço, Harry acredita que a fé, sendo a certeza de coisas que não vemos nem ouvimos, funciona também como um referencial a ser obedecido “É pela fé que temos a certeza que vale a pena ser honesto, mesmo num mundo dominado pela corrupção, pela falta de ética e dirigido por governantes inescrupulosos”.
A caminhada de Harry na IECLB vem desde muito jovem com cargos na JE local e na Diretoria da JE do então Distrito Eclesiástico Brasil Central. Na Comunidade, já ocupou funções de Secretário, Tesoureiro e Presidente. No Sínodo Brasil Central, foi Presidente e Tesoureiro. Atualmente, o Presbítero é Vice- Tesoureiro na Comunidade, Tesoureiro Sinodal, Vice-Presidente naAssembleia Sinodal e representante do Sínodo no Concílio da Igreja.
***É pela fé que temos a certeza que vale a pena ser honesto***
Engenheiro Agrônomo, Harry entende que a fé ocupa 100% do espaço no seu trabalho “É pela fé que podemos ver no próximo um colega ou um amigo e não um ‘concorrente que precisa ser derrotado’, como o mundo tantas vezes quer nos ensinar”. Além deAgrônomo, Harry é Técnico em Contabilidade e iniciou uma pós-graduação em Administração Rural “Esta formação tem sido muito importante no desempenho das minhas atividades na Igreja. Embora os objetivos da Igreja sejam exclusivos, quanto à necessidade de estratégias de planejamento e gerenciamento seguem os mesmos princípios administrativos das demais empresas”.
Para Harry, o grande tema no Sínodo Brasil Central é ser IECLB também no Sínodo Brasil Central, por essência um campo missionário. Já os desafios de ser IECLB na região do Sínodo Brasil Central se dividem em dois aspectos: o material e o humano, ou seja, a falta de dinheiro para a manutenção das Comunidades e suas estruturas, inclusive Paróquias e Sínodo, e, além da baixíssima membresia, a falta de Obreiros vocacionados para o trabalho na Igreja.
Mesmo com as dificuldades, é com alegria que o Tesoureiro Sinodal desempenha as suas atividades na IECLB “Sou motivado pela Palavra de Deus. Entendo que o ide e fazei discípulos não se aplica somente à pregação da Palavra, mas a todas as atividades e serviços que dão suporte à pregação, por isso coloco-me à disposição da Igreja com meus dons e talentos para que a obra missionária da IECLB possa ser levada a bom termo”.
Nesse sentido, o sonho de Harry para a IECLB é que um dia ela possa ser uma Igreja ‘no Brasil’ “Gostaria muito de ver a minha Igreja ser missionária, uma Igreja que vai ao encontro das pessoas carentes da Palavra de Deus. Sei que muitas iniciativas já foram tomadas, mas ainda falta a conscientização de cada membro sobre o seu papel no plano de Deus. Meu sonho é ver a IECLB presente em todo Brasil”.
Amo a minha IECLB
Edy Pauvels, 60 anos, gaúcha de São José do Centro, distrito de Não-Me- Toque, é mãe de Eliane Cristina e Edson Cristiano. Na IECLB, Edy faz parte da Comunidade e Paróquia de Formosa/ GO, no Sínodo Brasil Central. “A minha fé vem do meu crer em Deus, no confiar. Sou otimista, direta e não faço rodeios. Agradeço a Deus todos os dias por estar viva, pois sei que Ele é forte quando estou fraca”, declara.
Luterana a partir do casamento, a atuação de Edy na Igreja começou na OASE, em 1966, ocupando o cargo de Tesoureira. O início foi ‘tímido’, como ela conta, mas ‘continuei e nunca mais parei, graças a Deus’, pois gosta de ajudar e trabalhar sem medida para a nossa Igreja. Como participava ativamente das atividades na IECLB, Edy foi convidada a fazer parte do Presbitério e aceitou o cargo de Secretária, em seguida, Tesoureira, no qual permaneceu por 12 anos, e participou do Conselho Fiscal da Comunidade. Na OASE Sinodal, foi Tesoureira e 2ª Vice- Presidente.
Atualmente, Edy é Presidente da Associação dos Grupos da OASE do Sínodo Brasil Central e Secretária da OASE local, além de fazer parte do Conselho Fiscal doSínodo. “Quando assumi a Presidência da Associação da OASE, senti que os grupos estavam um pouco dispersos e desmotivados. Minha prioridade foi fazer o corpo a corpo sentindo a real necessidade de cada grupo, motivando e animando a continuar o trabalho. Foram três anos de intensas visitas que agradeço muito ao Pastor Sinodal e aos demais integrantes do Conselho Sinodal por terem me dado a oportunidade de acompanhá-los”, relata.
Para Edy, os temas relevantes do Sínodo Brasil Central andam conjuntamente com os desafios: a questão financeira, as grandes distâncias, as condições das estradas, a situação de conflitos entre membros e Obreiros e, no momento, a falta de Obreiros “Temos várias Comunidades sem Obreiro. Isso desestrutura as Comunidades e dispersa os membros”.
***Inovar sim, mas sem perder as origens e a identidade luterana***
A motivação para a Presidente da Associação dos Grupos da OASE do Sínodo Brasil Central participar das atividades ligadas à IECLB é acreditar na Igreja! “Se estou nela é porque amo a minha IECLB. Troco de Comunidade, mas não de Igreja. Espero que tenhamos, em breve,Obreiros em todas as Comunidades do nosso Sínodo e que estes tenham vocação e humildade para resgatar os membros, pois devemos inovar sim, mas sem perder as origens e a identidade luterana. Inovar sim! Mudar não!”
O sonho de Edy para a IECLB é que a nossa Igreja faça mais Seminários com Oficinas nas Comunidades, como trabalho com crianças e jovens, que atraiam para o futuro, inclusive para Obreiros e, além disso, a Presbítera deseja uma Igreja ‘mais família’.