FÉ na música
Com música, o Evangelho vai mais longe!
Egon Bonow, 58 anos, natural de Pelotas/RS, Engenheiro Industrial Mecânico e Comerciante, casado com Liane Dallmann Bonow e pai de Everton e Roberto, é membro na Comunidade Martim Lutero, pertencente à Paróquia Três Vendas/RS, no Sínodo Sul-Rio-Grandense “Em nada ponho a minha fé senão na graça de Jesus, no sacrifício remidor, no sangue do meu Redentor, assim expresso a minha fé, lembrando sempre o primeiro verso do hino 161 do HPD1”.
É como Músico com ênfase em gaita (acordeon) que Egon dedica todo o tempo possível à fé “A formação na área da Música tem sido útil nas ações da Igreja. Sempre gostei de participar de corais e acompanhar os hinos nos cultos, mas pensava que a música poderia servir como instrumento de fé, louvor e evangelização não somente dentro da Igreja. Em 2003, formamos o grupo ‘Pequenos Cantores de Cristo’, cujo objetivo está resumido no quinto verso do hino 11 do nosso cancioneiro Vou cantar em festas, Igrejas e prisões,/ Esta Boa Nova, em todas canções,/ E de casa em casa, asilos e hospitais,/ Vou cantar pra todos, Deus Tu és demais! É o que fazemos, em média, 120 vezes por ano”.
Atualmente na Coordenação Sinodal de Música Sacra, que lhe possibilitou participar no Conselho Nacional da Música, e um dos Coordenadores do grupo ‘Pequenos Cantores de Cristo’, Egon, que iniciou a sua trajetória na IECLB no Culto Infantil, passando pelo Ensino Confirmatório, JE, grupo de casais, estudos bíblicos e coral, já ocupou os cargos de Presidente do grupo da Juventude, Conselheiro no Presbitério da Comunidade e no grupo de casais e Coordenador do Culto Infantil.
Egon conta que é por meio da música que expressa, divulga e pratica a fé de maneira concreta onde Deus o envia “A importância da música na Igreja é imensurável. Toda a Bíblia, em especial os Salmos, hinos, livros e palavras de Lutero e de outros cristãos antigos e da atualidade confirmam. Com música, o Evangelho vai mais longe!”.
Entre os grandes temas do Sínodo Sul Rio-Grandense, Egon destaca a formação contínua de Ministros e lideranças por meio de Seminários “Os desafios são proclamar a Palavra, vivenciar o Evangelho e a doutrina luterana em uma região na qual pessoas desesperadas aceitam a primeira oferta de consolo e orientação de religiões cuja pregação varia conforme a conveniência e a ganância. O nosso desafio é chegar a tempo”.
O que poderia melhorar na nossa Igreja? “A seara é grande, os trabalhadores são poucos e faltam recursos financeiros, mas existem bons projetos e a ação missionária precisa continuar, não somente a missão externa, mas também a interna, principalmente entre os jovens. É necessário conquistá-los e seguir evangelizando-os. A música sacra é um bom caminho”, indica Egon Bonow, cujo sonho para a IECLB é que todas as Comunidades tenham animação musical.
Partilha e celebração
Se a IECLB fosse mais missionária, teria os recursos necessários
Maria Goeritz, 44 anos, gaúcha de Pelotas, Agricultora, é membro na Comunidade Gratidão, pertencente à Paróquia Santa Maria do Sul/RS, no Sínodo Sul Rio-Grandense “A fé faz parte da minha vida. Nos momentos tristes e difíceis, por meio da fé em Deus, refazemos as nossas forças de tal forma que conseguimos superar o nosso fracasso. Nos momentos alegres, a fé é alento e partilha, celebração e vida”.
Na sua profissão, a Agricultora revela que o espaço para a fé é a sua vivência do Evangelho, as leituras dos devocionários da Igreja e a constante participação nos cultos e demais atividades eclesiásticas.
Nascida em uma família luterana, Maria cresceu desenvolvendo os seus dons, tendo passado, inclusive, um ano na Casa Matriz de Diaconisas. Na IECLB, a Presbítera, que já foi Vice-Presidente da Comunidade e Vice-Secretária da Paróquia, hoje é Secretária da Comunidade, Secretária do Conselho da JE Paroquial, Orientadora do Culto Infantil e Ensino Confirmatório, representante da Paróquia no Conselho Sinodal, apoia o trabalho da OASE da Comunidade, faz parte da equipe responsável por programas radiofônicos na Paróquia e participa dos grupos de música ‘Os Tordilhos’ e ‘Musicanto’.
“Música é alegria! Tenho o dom de tocar e cantar e isso me faz feliz. ‘Os Tordilhos’ é um grupo tradicionalista que faz cultos crioulos e apresenta músicas gauchescas. É impressionante a aceitação e o entusiasmo com que as pessoas participam desta forma inovadora de levar o Evangelho. O grupo ‘Musicanto’ toca todos os estilos de música em cultos, celebrações e eventos. Esses encontros começam e terminam com uma mensagem cristã de fortalecimento na vida de fé, esperança e amor. Fazemos missão por meio da música e as pessoas saem maravilhadas”, comemora Maria.
Como grandes temas do Sínodo Sul Rio-Grandense, Maria elege a missão e a evangelização “A missão é de Deus, mas ela é a nossa paixão. O Tema e o Lema do Ano são oportunidades de realizar a missão e propagar o Evangelho em meio ao cotidiano de cada pessoa”. O desafio de ser IECLB na região é olhar a realidade do pequeno Agricultor, ouvir os seus clamores e viabilizar que o Sínodo possa ter representantes desta realidade para contribuir com o desempenho da missão.
O que poderia melhorar na nossa Igreja? “Ser mais missionária! As Assembleias e os Concílios ocupam mais tempo discutindo e definindo leis e finanças que planejando a missão e a evangelização. Se a IECLB fosse mais missionária, teria os recursos necessários e as pessoas viveriam de maneira mais fiel”, acredita Maria Goeritz, que sonha com a IECLB sendo uma Igreja de Jesus Cristo para todos Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.