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O sentido da ascensão para Jesus e para nós

 

Proclamar Libertação – Volume 43
Prédica: Atos 1.1-11
Leituras: Salmo 93 e Mateus 28.16-20
Autoria: Eldo Krüger
Data Litúrgica: Ascensão do Senhor
Data da Pregação: 30 de maio de 2019

 

1. Introdução

O texto de Atos 1.1-11 já foi objeto de estudo em cinco volumes de Proclamar Libertação: v. 20, p. 155-160; v. 26, p. 182-190; v. 29, p. 161-167; v. 32, p. 162-168; v. 38, p. 195-199.

Salmo 93 – O salmo é um hino dedicado à realeza do Senhor. Segundo o testemunho do salmista, desde a eternidade e por dias sem fim, Deus reina como Senhor, está revestido de majestade e de grandioso poder. Não há nada acima de Deus nem mais poderoso do que ele. Sua força é maior e mais poderosa do que as divindades (mitológicas) e as forças do caos, a fúria do oceano e as ondas do mar. Como consequência, ele espera que o santifiquemos, confiemos nele e em suas leis, pois são fiéis e eficazes.

Mateus 28.16-20 – O evangelista Mateus conclui seu livro apresentando um resumo substancial da sua “cristologia e eclesiologia”. Diz que depois da ressurreição de Jesus os discípulos retornam à Galileia, gesto simbólico que indica recomeço. Lá, Jesus faz uso da sua plena autoridade divina e ordena aos discípulos que façam novos discípulos de todas as nações. Diz que eles devem ser batizados com a invocação trinitária e envolvidos no discipulado cristão para aprender a viver de acordo com seus ensinamentos. Promete acompanhar os discípulos e ajudá-los a executar a missão recebida.

Atos 1.1-11 – O texto fala sobre a ascensão de Jesus e a missão da igreja. A ascensão é a grande evidência que revela a messianidade, a glorificação, a entronização plena de Jesus e a aprovação final de Deus à sua missão terrena. Com a ascensão Jesus completa sua obra terrestre e começa seu ministério e o senhorio universal como mediador entre Deus e os seres humanos (Hb 9.24). A continuidade e a ampliação da missão de Jesus na terra, doravante, serão através do Espírito Santo e da missão da igreja.

 

2. Exegese

Estrutura do texto – Os versículos 1-5 apresentam um resumo do ministério de Jesus e do conteúdo do evangelho. Os versículos 6-11 relatam a ascensão de Jesus e o mandato missionário da igreja.

V. 1 – Num breve prólogo, Lucas esclarece ao seu amigo Teófilo, a quem dedica sua obra e torna seu nome memorável, que o livro de Atos é a  continuação do primeiro volume que escreveu, que foi o Evangelho de Lucas. O nome Teófilo significa “amigo de Deus”. Ele provavelmente deve ter ocupado algum ofício de destaque no governo romano, já que Lucas o chama de “Vossa Excelência” (Lc 1.3). Pode-se dizer que “as duas obras constituem o mais completo registro histórico de como se desenvolveu o cristianismo e de como ele ultrapassou o judaísmo em grau e importância” (Champlin, 2002).

Ao interligar os dois livros, Lucas confirma que a igreja estava firmemente ligada e fundamentada no ministério de Jesus, suas obras e ensinamentos. Havia unidade entre a história de Jesus e da igreja. Os dois livros eram dignos de toda credibilidade, pois foram escritos com base numa profunda e ampla investigação (Lc 1.1-4). Uma atitude que mostra a consciência e a responsabilidade do escritor em fazer um relato fidedigno sobre Jesus, o começo e a expansão do cristianismo. No livro de Atos, Lucas relata o que Jesus continuou a fazer e ensinar por meio das atividades das suas testemunhas.

V. 2 – Lucas diz que no primeiro livro escreveu sobre Jesus e sua missão até o dia em que ele anunciou a grande comissão, a vinda do Espírito Santo e foi elevado ao céu (Lc 24.36-53; Mc 16.14-20; Mt 28.16-20). A vinda do Espírito e a ascensão aconteceram só depois que Jesus tomou todas as providências com os discípulos para garantir a continuidade da sua obra de redenção da humanidade. Só então voltou para o lugar (posição) onde estava antes de se tornar carne (Fp 2.5-11).

Conforme Lucas, a ascensão completou (não interrompeu) o ministério terrestre de Jesus e explica a sua ausência corporal visível no mundo. A ascensão não foi plenamente compreensível e acessível aos sentidos humanos. Também não foi algo novo e inédito, pois tem antecedentes bíblicos (Enoque – Gn 5.24; Elias – 2Rs 2.1-13). Segundo os evangelistas, a ressurreição é a glorificação ou exaltação de Jesus para sentar-se à direita de Deus. E isso se concretizou de forma plena com a ascensão (Mt 26.64; Jo 14.2-3).

V. 3 – Depois de Jesus morrer na cruz e ressuscitar da morte, durante quarenta dias apareceu vivo corporalmente em várias ocasiões, com muitas provas e evidências incontestáveis e infalíveis (1Co 15.1-8). Passou um tempo com os discípulos falando sobre assuntos relacionados ao reino de Deus, tema central de sua pregação e ensino (Lc 4.43). A informação sobre os quarenta dias não aparece nos evangelhos, somente em Atos. Não indica somente o tempo real entre a ressurreição e a ascensão, mas é um número simbólico que aparece muitas vezes na Bíblia e tem o sentido de provação, disciplina e preparação (Gn 7.12; Êx 24.18; 1Rs 19.8; Jn 3.4; Mt 4.2; e outros). Podemos dizer que Jesus usou esse tempo de quarenta dias para preparar e instruir seus discípulos, para reforçar seus ensinamentos e abrir o seu entendimento a respeito da sua missão e da missão que confiou a eles (Lc 24.45).

Como evidência e prova material de que sua ressurreição foi real, Jesus mostrou as marcas da crucificação que carregava no corpo, e comeu com os discípulos (Lc 24.13-43), um sinal visível de que Jesus ressuscitou no corpo, de que a matéria/natureza humana foi glorificada.

V. 4 – Durante uma refeição com os discípulos, momentos sempre muito marcantes e significativos no ministério de Jesus, ele ordenou que não se ausentassem de Jerusalém antes de receber o Espírito Santo (Lc 12.12; 24.49; Is 32.1-5; Jl 2.28-32). A razão disso é que os discípulos só conseguem dar continuidade à missão de Jesus por meio do Espírito (Jo 14.16-20,26; 15.26-27).

Para Lucas, Jerusalém tem grande importância na história da salvação, pois é lá que se deu o grande acontecimento da salvação da humanidade. Jerusalém é o lugar onde ocorreram a morte e a ressurreição de Jesus, o lugar da rejeição e da glorificação de Jesus, o berço e ponto de partida da igreja e de sua missão no mundo em nome de Jesus.

V. 5 – A promessa do envio do Espírito Santo, anunciada pelos profetas do Antigo Testamento, reiterada pelo próprio Jesus, é confirmada e reforçada pelo testemunho do profeta João Batista. Lucas esclarece que João Batista pregou o batismo do arrependimento e batizou as pessoas com/em água (Lc 3.1-22), mas disse que Jesus (Messias), que foi batizado nas águas e no Espírito, batizaria as pessoas com/em o Espírito Santo. Lucas não disse quando isso aconteceria, e esse fato provocou dúvidas e expectativas.

É importante destacar que Lucas dá bastante ênfase ao poder e à ação do Espírito Santo na pessoa e no ministério de Jesus (Lc 2.27; 4.1,14,18; 11.13-14) e dentro da igreja cristã. O Espírito Santo é fundamental e imprescindível na atuação de Cristo e da igreja e na concretização da salvação divina na vida das pessoas.

V. 6 – Os discípulos e outros seguidores e seguidoras estavam reunidos com Jesus (Lc 24.49), provavelmente no monte das Oliveiras. Como Jesus havia ressuscitado dentre os mortos e anunciado a vinda do Espírito Santo, os discípulos pensaram que havia chegado o momento de Deus estabelecer definitivamente o seu pleno domínio e o seu reino, de forma literal e visível, e por isso perguntaram a Jesus: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Os discípulos ainda acreditavam que a missão principal do Messias era ser o protagonista da libertação e restauração política de Israel. Aliás, essa era a esperança de Israel, uma esperança política de que através do Messias e deles, Deus estabeleceria o seu reino e governo sobre todo o mundo e realizaria plenamente a sua vontade tanto na terra como no céu. Pode-se dizer que essa expectativa revela que os discípulos ainda não haviam compreendido a verdadeira natureza da missão universal de Jesus e do reino de Deus.

V. 7 – A resposta que Jesus deu não confirmou suas expectativas messiânicas sobre o estabelecimento do reino de Deus e a restauração política do reinado de Israel como nação livre e soberana. Jesus disse que não compete a ninguém conhecer tempos ou épocas que são de total exclusividade, domínio e autoridade de Deus. O tempo da atuação de Deus e do cumprimento dos seus planos é de exclusiva competência, domínio e controle dele, e por isso Jesus se nega a predizer datas (Mt 24.36-37; Mc 13.32). E mais… Os eventos dos últimos dias, o futuro e o desfecho da história do Messias, e o estabelecimento pleno e definitivo do reino de Deus (nova ordem social) pertencem a ele, Criador e Senhor do universo e da história. É segredo de Deus. Não há lugar para previsões e especulações humanas calculistas e apocalípticas.

. 8 – Segundo Jesus, o tempo que havia chegado era outro – o de cumprir a grande comissão, também narrada nos evangelhos. O reino de Deus  deveria ser levado a efeito através dos discípulos, no poder do Espírito Santo. No livro de Atos, Lucas diz que isso começou a acontecer desde quando os discípulos foram revestidos do Espírito Santo no Pentecostes (At 2.1-41). A partir de então começaram a testemunhar e pregar sobre Cristo e o reino de Deus (At 8.12; 19.8; 20.25; 28.23), iniciando por Jerusalém, o centro e o berço do mundo judaico-cristão, e expandindo-se sem limites por todo o mundo – aos lugares mais próximos (Judeia), aos lugares semipagãos e/ou sincretistas (Samaria) e aos lugares pagãos (até os confins do mundo (Is 48.20; 49.6; 62.11).

É instrutivo destacar que a missão confiada aos discípulos e também a todos os seguidores e seguidoras (não só um grupo seleto de pessoas instruídas) de Jesus só se tornou possível e eficaz mediante o recebimento e o agir do Espírito Santo, que capacitou as testemunhas de Jesus com o poder de Deus (Jo 15.26-27). E isso tem sido assim até hoje. O livro de Atos relata como a missão de âmbito universal se concretizou na história. Confirma que entre Jesus e o Espírito Santo há uma unidade de ensino e ação.

V. 9 – A partir desse versículo Lucas fala como foi a despedida de Jesus. Assim que Jesus ordenou aos discípulos que dessem continuidade à sua missão como suas testemunhas, ele foi elevado às alturas para junto de Deus (1Pe 3.22). Foi um evento incomum, inusitado e visível aos olhos. Uma visão e experiência de fé marcante e inesquecível! Todas as pessoas que estavam com Jesus, incluindo os anjos, testemunharam o momento exato desse acontecimento milagroso. Viram Jesus subir até ser encoberto pelas nuvens – sinal sobrenatural e simbólico da manifestação de Deus e de sua glória celeste, sinal de que Jesus foi exaltado e entronizado à destra de Deus. Essa é a mensagem que fica.

Podemos dizer que a ascensão de Jesus, evento narrado em detalhes somente em Atos, dá início a uma nova era, a era do Espírito. É através do Espírito que Jesus vai continuar presente e agindo no mundo. A ascensão é a grande evidência e confirmação da messianidade (Jo 14.20) e da glorificação e entronização plena de Jesus. É o selo da aprovação final de Deus à sua missão salvadora na terra. É a confirmação de que Jesus completou sua missão terrestre e começou seu senhorio e ministério real como Cristo em âmbito mundial. Ou seja, a ascensão não significa que Cristo se ausentou por completo do mundo, e sim que ele não está mais preso ao tempo e ao espaço. A partir da ascensão ele está em todos os lugares ao mesmo tempo, acessível a todas as pessoas em todos os tempos e lugares. Especialmente lá onde a sua Palavra é pregada e vivenciada, como dizia Lutero.

V. 10 – Enquanto os discípulos estavam olhando atentamente para o céu até Jesus desaparecer, dois mensageiros (anjos) de Deus, vestidos de branco (resplandecem a Luz de Deus – 1Jo 1.5), apareceram subitamente e se colocaram junto deles nesse momento crucial e decisivo. Isso já havia acontecido por ocasião do anúncio e do nascimento de Jesus (Lc 1.26-38; 2.8-20), em sua agonia no jardim do Getsêmani (Lc 22.43), depois da ressurreição, quando as mulheres foram ao túmulo (Lc 24.1-12). Agora, quando Jesus é elevado ao céu para junto de Deus, a cena se repete. Os dois anjos estão ali como enviados de Deus e como testemunhas e intérpretes da sua ascensão. Eles reafirmam a presença de Deus, confortam e orientam os discípulos. Anunciam que Jesus voltará e que um dia irão se reencontrar com ele. Assim, a despedida não se torna tão difícil.

V. 11 – Os anjos perguntam: Homens galileus, por que estão olhando para o céu? Essa pergunta tem um questionamento implícito aos discípulos. E por quê? Talvez porque os discípulos quisessem eternizar aquele momento extraordinário, tal como aconteceu quando estavam com Jesus no monte da transfiguração (Lc 9.28-36). Estavam tão impactados que ficaram imobilizados. Mais preocupados com o “milagre” do que com a missão, algo que acontece muito hoje em dia. Não queriam se despedir e ir embora. Queriam que Jesus continuasse com eles.

Os anjos fizeram uma importante revelação. Contaram que a despedida de Jesus não era definitiva. Anunciaram que Jesus voltaria do mesmo modo como o viram subir (Mt 24.30-31). Não disseram quando isso aconteceria. Mas a notícia da volta certamente encheu todos de alegria e esperança e os animou a voltar seu olhar para a terra e dar continuidade à missão de Jesus como suas testemunhas até ele voltar. É importante ressaltar que a volta de Jesus também faz parte do evangelho e do anúncio do reino de Deus (Mt 25.31-46).

O texto indicado pela igreja é para ser refletido no dia da ascensão de Jesus. A ascensão é um acontecimento divino que tem um sentido grandioso para Jesus e para nós. O dia da ascensão (quarenta dias após a Páscoa) foi fixado no ano de 370 d.C., pelo Concílio de Niceia.

O sentido da ascensão para Jesus Cristo – A ascensão, um acontecimento transcendente anunciado por Jesus (Mt 26.64; Jo 14.2-3), dá início a uma nova era e revela verdades sobre a sua pessoa (“ele e o Pai são um” – Jo 14.20) e a sua missão como Filho de Deus e como Messias. Revela que Jesus (histórico) concluiu (não interrompeu) de forma plena e perfeita a missão terrena que recebeu. Revela e testemunha que Jesus teve aprovação final de Deus e foi honrado por ele, como verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Em decorrência disso, ele se tornou o Cristo escatológico. Como confessamos no Credo Apostólico, “subiu aos céus e está sentado à direita de Deus, Pai todo-poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos”.

Essa volta para junto de Deus testemunha e confirma a messianidade, a glorificação e a entronização de Jesus como Messias. Deus o tornou Cristo e Senhor (At 2.33,36); o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.9-11). Em outras palavras, a partir da ascensão Jesus está com Deus, acima de tudo e de todos. O mundo está aos seus pés (Ef 1.20-23). No entanto, Jesus não usa seu poder para dominar, mas para servir e salvar. Por isso é digno e justo que o adoremos e glorifiquemos com nosso louvor.

A entronização de Jesus não significa que ele se ausentou por completo do mundo. Significa que sua presença e missão no mundo não estão mais limitadas ao tempo e ao espaço. A partir da ascensão, sua presença e a continuidade da sua missão acontecem de forma diferente, por meio do Espírito Santo e da igreja (Mt 18.20), por meio da proclamação da Palavra e da celebração dos sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor.

O sentido da ascensão de Jesus para nós – Com a ascensão, Jesus deixou de estar corporalmente presente no mundo, mas pelo Espírito Santo ele passou a estar presente em todos os tempos e lugares. O que isso significa? Que a partir da ascensão Jesus se tornou acessível a todas as pessoas, em todos os tempos e lugares. Que a graça de Deus passou a ter um alcance universal e está disponível a toda a humanidade. Que há esperança de salvação eterna para todos.

Todas as pessoas podem ter acesso a Jesus e à salvação por meio do conhecimento do seu testemunho, registrado nos evangelhos (Palavra) e através do dom da fé. E para termos esse dom Deus concede o Espírito Santo, isso já a partir do batismo. Desde então, Deus permanentemente continua nos revestindo do seu Espírito. Uma ação divina fundamental que alimenta, desenvolve e mantém viva a nossa fé e nos capacita a viver de forma cristã.

Esse revestimento do poder de Deus também nos capacita a ser e dar testemunho de Cristo, e não há limites para isso. Através do Espírito, Cristo nos envolve e compromete ativamente em dar continuidade e ampliar a sua missão na terra, em colocar sinais do reino de Deus no mundo. E isso até quando ele voltar e estabelecer o reino de Deus de forma completa, plena e definitiva. Até lá temos uma tarefa missionária que precisa ser cumprida (sacerdócio geral dos crentes). Isso é um privilégio, uma responsabilidade e um serviço.

Por fim, assim como a ressurreição de Jesus é a garantia de que Deus irá nos ressuscitar e dar vida eterna (Rm 6.4-10), a ascensão é garantia de que o nosso fim último é estar com Jesus, junto de Deus (Jo 14.2-3; Ef 2.6). Esta é a nossa fé e esperança. Viver com Deus eternamente no seu reino celestial. Viver a graça da salvação de forma plena, definitiva e eterna. Mas enquanto esse dia não chega, precisamos continuar fundamentando e inspirando a nossa vida em Jesus e seguindo-o por fé (1Co 3.18; 2Co 5.6-7), sempre nos colocando a serviço da sua missão.

 

4. Imagens para a prédica

– Começar a prédica falando como é a experiência de se despedir de alguém importante que marcou nossa vida e que talvez não vamos ver mais.

– A importância do testemunho dos evangelhos sobre Jesus e sua missão (obras, ensinamentos, morte e ressurreição) e o quanto esse testemunho dá sustentação segura à fé cristã e à missão da igreja.

– A importância das promessas de Deus, especialmente a promessa do envio do Espírito Santo, e o sentido que a vinda do Espírito tem para a nossa vida e para a vida e missão da igreja.

– As expectativas que existem em relação à vinda do reino de Deus e seu completo, pleno e definitivo estabelecimento no mundo.

– O Espírito Santo concede “o poder de Deus” para o testemunho.

– A missão da igreja através de todos os cristãos, seu desdobramento e alcance no mundo.

– O sentido da ascensão para Jesus ressuscitado e para a humanidade.
– A promessa e esperança pela volta de Jesus.

 

5. Subsídios litúrgicos

(Liturgia de culto da Palavra – sugestão de hinos do Livro de Canto da
IECLB)

Canto de entrada: nº 15, 454, 455, 520.

Motivação para a acolhida no culto: Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus (Cl 3.1-3).

Saudação e invocação do Trino Deus: canto nº 3.

Oração de confissão de pecados: canto nº 40.

Anúncio do perdão dos pecados: E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12).

Kyrie eleison: canto nº 31, 56.

Motivação para o Gloria in excelsis (adoração e louvor): Deus ressuscitou Cristo dentre os mortos e o fez sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo o nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à Igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas (Ef 1.20-23).

Canto: nº 74, 71, 111, 167 (opção: nº 44 e 132 do Hinário Novo Cântico – Publicações Encontro), 183, 202, 219, 173.

Motivação para a confissão de fé: Deus exaltou Jesus sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.9-11).

Oferta: Canto durante o recolhimento da oferta – nº 582, 584, 588. Canto na hora da oferta ser levada ao altar – nº 473.

Motivação para a oração geral da igreja: E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada um das vossas necessidades  (Fp 3.19).

Canto final: nº 73, 285, 363.

Sugestão: Entregar na saída do culto o folheto intitulado “Ascensão Tempo de celebrar” (Literatura evangelística da IECLB)

 

Bibliografia

MARSHALL, I. Howard. Atos dos Apóstolos: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova; Mundo Cristão, 1982.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2002. v. 3.

 

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Proclamar libertação é uma coleção que existe desde 1976 como fruto do testemunho e da colaboração ecumênica. Cada volume traz estudos e reflexões sobre passagens bíblicas. O trabalho exegético, a meditação e os subsídios litúrgicos são auxílios para a preparação do culto, de estudos bíblicos e de outras celebrações. Publicado pela Editora Sinodal, com apoio da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

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