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Divisão entre Igreja Ocidental e Oriental

O cristianismo se espalhou por regiões que tinham aspectos culturais, sociais e políticos diferentes. A diversidade dos contextos influenciou a reflexão dos conteúdos da fé, a forma de organização das comunidades, os ministérios e os ritos litúrgicos. No cerne do cristianismo está a confissão de que Jesus Cristo é o Senhor. Com esta declaração, as pessoas cristãs se diferenciavam daquelas que não eram cristãs. Mas havia diferentes compreensões a respeito de Jesus Cristo e da maneira de viver a fé. O cristianismo teve pensamentos e vertentes diferentes desde o seu nascimento. 

No século IV, o Império Romano foi dividido em duas partes: oriental e ocidental. Esta divisão política ajudou a aprofundar as diferenças e as divergências religiosas. Na parte ocidental, o Papa de Roma era considerado a autoridade máxima da igreja. Na parte oriental, a autoridade era exercida pelos Patriarcas de Alexandria e Constantinopla. Com a anexação de Alexandria ao Império Muçulmano, restou Constantinopla como centro cristão no Oriente.

Jesus tinha origem divina e humana? O Espírito Santo procede somente do Pai, ou procede do Pai e do Filho? Deve ser usado pão fermentado ou não fermentado na eucaristia? Os santos podem ser venerados? O celibato para padres deve ser obrigatório? O papa de Roma tem primazia jurídica, teológica e pastoral sobre todo o cristianismo? Estes são alguns exemplos de diferenças e embates entre as vertentes ocidental e oriental do cristianismo.

As diferenças teológicas, mas também as disputas de poder, geraram muitos conflitos. Em 1054, surgiu a primeira grande divisão no cristianismo. De um lado, ficou a igreja ocidental (Católica Romana) e, de outro, a igreja oriental (Ortodoxa).