Em que momento descobriu a sua vocação para o pastorado?
Sendo os meus pais, Gerhardt e Minna, zeladores da Comunidade de Lontras/SC, sempre tive vida ativa na
Comunidade. O despertar para o pastorado aconteceu na adolescência, com a intensa participação nos trabalhos da JE. Cursei a Faculdade de Teologia, em São Leopoldo/RS, de 1976 a 1981. Exerci o Ministério Pastoral em Palmitos/SC, depois em Marques de Souza/RS, Erval Seco/RS e Chapecó/SC, somando 30 anos de Ministério. Com grande satisfação, desde 2009, estou no Nordeste, na Bahia, especificamente no Campo Ministerial formado pelas Comunidades de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, pelos Pontos de Pregação de Colonização Panambi, Bela Vista, Cascudeiro, Bom Jesus da Lapa, Formosa do Rio Preto, na Bahia, além de Dianópolis/TO e Posse/GO.
Como se dá o seu trabalho voltado para missão?
Sempre procurei trabalhar com alegria, perseverança e otimismo, anunciando a Palavra de Deus, cativando pessoas para a vida, que é o grande presente de Deus. A distância geográfica traz dificuldades, mas tudo é superado quando se tem amor pela missão e o firme propósito de unir-se na fé e na comunhão. Cativar as pessoas para a vida de fé e amor à Igreja de Cristo é desafio e objetivo constante. Estradas ruins, distâncias, diferenças culturais, origem de Comunidades de tradições diferentes não podem ser motivos para impedir a vida comunitária. A afirmação todos somos diferentes, mas, em Cristo, somos um só corpo pode ser realidade nas Comunidades da Paróquia Martim Lutero.
Quais são as maiores dificuldades encontradas na região?
O crescimento da presença evangélico luterana na Bahia é um constante desafio. É bonito ver pessoas animadas, famílias unidas no estudo da Palavra, nas celebrações, nos cultos e, especialmente, quando constroem a sua Igreja e contribuem, com alegria, dons e engajamento missionário, desejando crescer na fé e também em número de membros. Dou graças a Deus que, nesta realidade, longe da sede da Igreja, distante de Comunidades grandes e, às vezes, até desassistidos, os membros perseveram na fé, na edificação da Comunidade e no ser IECLB.
No papel de Pastor Vice-Sinodal, quais são os seus objetivos?
No Sínodo Brasil Central, me sinto corresponsável pelas ações desenvolvidas nos campos ministeriais existentes no Sínodo. Procuro colaborar, buscando o diálogo e a participação de todos, além de zelar pela realização das metas da IECLB e pelo cumprimento dos documentos normativos.
Fazer parte das discussões dos temas norteadores do Sínodo e da IECLB é desejo constante, pois acredito que este seja o único meio para sermos Igreja cristã, inserida na realidade. O nosso maior desafio é a sustentabilidade, que passa pelo crescimento das Comunidades e pelo contribuir com alegria.