Na IECLB, qual é a sua trajetória?
Desde a adolescência, participei das atividades do grupo de jovens, fui colaboradora no culto infantil, Orientadora do Ensino Confirmatório e Secretária da Comunidade. Depois de casada, quando mudamos para a Bahia, a necessidade de nos unirmos e ajudarmos uns aos outros fez com que eu assumisse a frente para organizar um grupo de OASE, algumas atividades na Comunidade e ministrar Ensino Confirmatório. A residência pastoral, se-
de da Paróquia, era em Barreiras e o Pastor nos visitava três vezes por ano. Éramos apenas quatro famílias no início (hoje, somos 20 membros),mas o espírito cristão nos unia e deixava fortes. Não havia escola reconhecida, mas ensinei as crianças, que, aos poucos, vinham em maior número, com a chegada de novas famílias. Esta luta foi válida, pois, hoje, passados 17 anos, temos uma escola com 150 alunos, com Ensino Fundamental e Médio.
Como se deu a construção do templo em Colonização Panambi?
A Comunidade existe desde 1993, ainda que não oficialmente, mas, desde os primeiros moradores, nos reuníamos e realizávamos os cultos, inicialmente nas casas, depois na escola. O começo foi muito difícil, masprocurávamos nos apoiar mutuamente nos momentos tristes e difíceis. Mais tarde, quando o Pastor passou a nos visitar com maior frequência, fomos amadurecendo a ideia da construção do nosso templo. Durante alguns anos, juntamos os recursos das nossas festas anuais. Em 2010, o nosso templo foi inaugurado. Sempre estive junto em todas as atividades e, hoje, com alegria, temos, no nosso templo, cultos mensais, encontros da OASE e muita fé para continuarmos como IECLB na Bahia.
Qual é o balanço que faz desta caminhada de fé?
Tudo o que realizei, consegui devido à grande fé que me acompanha. Com três filhos pequenos, as atividades de uma propriedade rural, escola e outras preocupações, à noite pedia a Deus que me desse forças para continuar no outro dia. Tudo foi feito com amor e hoje estamos bem estruturados. Então, valeu a pena o esforço! O mais importante, no entanto, é estarmos unidos e os filhos nos agradecem, pois lutamos muito para dar a eles condições de estudar e, inclusive, conhecer a realidade de outros países. Outra grande bênção foi a vinda do netinho, João, que mudou a nossa vida.