O Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI) tem como um dos seus eixos transversais a Comunicação. Os impulsos para a Comunicação estão presentes em todas as áreas do Sínodo Vale do Itajaí. Apesar de ser um desafio constante, principalmente pelo rápido desenvolvimento da tecnologia, a área da Comunicação tem conseguido novos horizontes e experimentado novas experiências. Neste sentido, a Comunicação se coloca a serviço da Igreja, se tornando um fator cultural, favorecendo o processo de formação de opinião e fortalecendo a divulgação dos nossos valores. A Comunicação ajuda na integração de Setores de Trabalho, Comunidades e membros.
A ação pode ser mediada de diferentes modos. Um deles é quando o Sínodo utiliza os meios de comunicação para divulgar as ações, os objetivos missionários, o nosso modo de interação, os nossos valores, dando visibilidade para o ‘ser luterano’ na sociedade. Desta forma, oficialmente, no Sínodo, temos o Jornal O Caminho, a Rádio Antena 1, o Portal Luteranos, as Redes Sociais, as comunicações por e-mail, os flyers e folders, as peças audiovisuais institucionais, as mensagens do Pastor Sinodal, as campanhas e o relacionamento com a mídia.
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“Por que não usar os mecanismos da Comunicação para chamar a atenção e envolver as pessoas com a nossa causa?”, questionou o Jornalista Tobias Mathies, Assessor de Comunicação do Sínodo Vale do Itajaí |
A outra forma acontece quando as Comunidades utilizam as suas próprias ferramentas para se comunicar com seus membros, abrindo um canal de contato, estreitando laços e edificando novas possibilidades. Cada vez mais, Comunidades buscam novas formas de se relacionar e de estabelecer contato com os seus membros. As ferramentas de comunicação estão mais democráticas e pretendem chegar mais longe.
As religiosidades midiáticas buscam, ao contrário, ‘contagiar’, ou seja, estabelecer uma adesão a produtos sem compromisso institucional. Tanto a comunicação comunitária como a comunicação midiática devem fazer parte das estratégias de ação missionária. Ao reconhecer essas duas dimensões da comunicação para a proposição de estratégias missionárias, estamos levando em conta que uma e outra se inter-relacionam. Por exemplo, vai adiantar muito pouco, em termos de ação missionária, realizar uma grande campanha publicitária na cidade sobre a nossa Comunidade se a nossa ação comunicativa de acolhimento for um fracasso. Por outro lado, ainda que tenhamos uma Comunidade acolhedora, de nada adianta se as pessoas não souberem que ela existe, se não puderem encontrá-la no mapa ou na Internet (PAMI).
Pensar estrategicamente a Comunicação em todos os seus sentidos é estabelecer o percurso da Comunidade para o público que pretendemos alcançar e do público para a Comunidade, garantindo que, ao final do percurso, as pessoas desejem voltar e se vincular à nossa Igreja.
Nós temos um ótimo ‘produto’, oferecemos um excelente ‘serviço’. Somos uma Igreja de ‘conteúdo’ e que tem muito a oferecer! Nos falta, às vezes, saber como vendê-lo. Se vivemos em um mundo tão dinâmico, por que não usar os mecanismos da Comunicação para chamar a atenção e envolver as pessoas com a nossa causa?