Raulino Schütze, 44 anos, natural de Timbó/SC, Assessor Parlamentar, é casado com Aneti Neci e pai de Aline Daiane. Na Comunidade de Trindade, é atual Presidente e Conselheiro, atendendo 35 famílias na sua área. Na Paróquia de Timbó, faz parte do Presbitério, na função de Vogal, é representante no Conselho Sinodal, está à frente da organização do Grupo da Legião Evangélica Luterana-Núcleo de Timbó e representa o Grupo 7 nas lideranças do trabalho do Reencontro. No Sínodo Vale do Itajaí, é o atual Vice-Presidente e representante do Sínodo na Fundação do Lar Rodeio 12.
Até o momento, quais foram as suas atividades ligadas à Igreja?
Ela iniciou em 1994 com a perda do meu pai e do emprego, sendo que o amparo veio do Pastor Günter Boebel e a entrada na família Reencontro. Na Comunidade Trindade, fui Vogal, Conselheiro, Presidente e participei do Conselho Fiscal. Na Paróquia de Timbó, fui representante no Conselho Paroquial, Vice-Presidente e Secretário Executivo. No Sínodo Vale do Itajaí, fui membro e, atualmente, sou Vice-Presidente do Conselho Sinodal.
Quais são as suas responsabilidades e os seus principais objetivos como Vice- Presidente do Conselho Sinodal do Sínodo Vale do Itajaí?
Minha responsabilidade principal é representar o Sínodo em diversos eventos na ausência da Presidência e meu objetivo é participar ativamente nas decisões e atividades do Sínodo.
Há projetos especiais sendo desenvolvidos na Comunidade de Trindade?
Sim, como, por exemplo, incentivar todas as famílias (membros) distantes das atividades da Comunidade a voltar a participar, pelo menos, em uma das diversas ações ou eventos oferecidos a toda Comunidade. Também vejo com muita preocupação a falta de espaço para atividades com adolescentes, o que os deixa disponíveis para seguirem caminhos menos recomendados. Com o
mundo cada vez mais globalizado e o indivíduo cada vez mais isolado, faltam aquelas pessoas que estarão preparadas para atender estas pessoas sozinhas no seu individual, por isso outra ação importante é oferecer para crianças e adolescentes atividades dentro da Comunidade que atendam aos desejos do jovem, mas sempre com base em um convívio fraterno.
Como IECLB, quais são as maiores dificuldades encontradas na região?
Disponibilidade de pessoas que queiram auxiliar na propagação do Evangelho em suas diversas maneiras de execução. Para lidar com este problema, em nível de Sínodo, estamos oferecendo diversos cursos, palestras e formação de novas lideranças. No que se refere à Paróquia percebe-se que o trabalho do Reencontro está conseguindo trazer novas lideranças.
Qual é a importância de participar do Presbitério da IECLB?
Podermos dividir o fardo daquelas pessoas voluntárias que se dedicam, possibilitando a implantação de novas frentes de trabalho que, hoje, ainda estão deficitárias. Na certeza da existência de um Ser Superior do qual podemos ter amparo e proteção, toda a minha dedicação para a Igreja é apenas um sinal da gratidão pelas coisas que recebo diariamente de Deus por meio de Jesus Cristo.
O que poderia destacar na dinâmica de funcionamento do Presbitério?
Entendo que, apesar das diversas dificuldades encontradas, a estrutura da IECLB é a mais democrática possível, formato este que não se encontra nas demais religiões, por isso tento ser útil para o bem da própria IECLB, mas principalmente para o próximo. Nesse sentido, meu maior aprendizado ao trabalhar no Presbitério é sentir a gratidão expressa pelas pessoas que, de uma ou outra forma, foram auxiliadas.