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Quando Jesus Cristo nasceu, o Império Romano dominava sobre a Terra de Israel. Após a ressurreição de Jesus, a fé cristã se expandiu por diferentes regiões do Império.


Jesus Cristo era judeu. Nasceu e morreu judeu. Tal como Jesus, os primeiros grupos cristãos estavam inseridos no judaísmo. Com o tempo, não foi possível conciliar as diferenças, e a cristandade trilhou seu caminho de forma independente.

O povo judeu havia conquistado o direito de seguir a sua fé, e estava dispensado do culto ao imperador. O cristianismo, por seu lado, não era considerado uma religião lícita pelo Império Romano. Pessoas cristãs não participavam do culto ao imperador e evitavam certas associações civis. A negação do culto imperial provocou prisões, torturas e execuções.

Na época do imperador Nero (por volta do ano 60 d.C.), muitas pessoas cristãs foram crucificadas, jogadas às feras ou transformadas em tochas vivas. Sob o imperador Domiciano (81-96 d.C.) houve perseguição a grupos cristãos na Ásia Menor. A intensidade da perseguição variava de acordo com a região e com os governantes. Havia períodos de calmaria e épocas de muito sofrimento.


Por vários séculos, o cristianismo subsistiu como minoria às margens da sociedade. Mesmo em períodos de não perseguição, as comunidades cristãs viviam em vulnerabilidade e sob ameaça. A situação mudou em 311 d.C., quando o imperador Galério publicou um edito de tolerância, que pôs fim às perseguições. Dois anos depois, em 313 d.C., um acordo entre os imperadores Constantino e Licínio permitiu o livre exercício de qualquer religião no Império Romano. Agora, cada pessoa poderia escolher e seguir livremente sua crença.