Isaías 40.1-11 – 2° Domingo de Advento – 06/12/2026
06/12/2026 – 2° Domingo de Advento
Prédica: Isaías 40.1-11
Leituras bíblicas: Salmo 85.1-2,8-13 * 2 Pedro 3.8-15a * Marcos 1.1-8
Cor litúrgica: violeta ou azul
“O profeta Isaías diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. E toda a humanidade verá a salvação de Deus” – Lucas 3.4, 6.
LITURGIA DE ABERTURA
ACOLHIDA
Bem-vindo/Bem-vinda ao Encontro com Nosso Deus – Pai – Filho e Espírito Santo.
Ele não nos deixa sem palavra, sem socorro, sem consolo e sem Sua presença! Cantemos a este Deus tão presente.
CANTO DE ENTRADA
Reunidos aqui – 28 LCI
SAUDAÇÃO
Com alegria por termos sidos encontrados por Deus nos reunimos em nome de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
CANTOS DE INVOCAÇÃO
Seu nome é maravilhoso – 164 LCI
CONFISSÃO DE PECADOS
Querido Deus. Tu tens derramado graça sobre nós. O Senhor sabe por onde caminhamos e envia Sua Palavra para nos alcançar. O Senhor tem oferecido consolo e lugar de descanso em meio da realidade árida e seca que muitas vezes escolhemos. Perdão quando negligenciamos, diminuímos e ignoramos sua oferta de consolo e descanso. Perdão por buscarmos consolo em outros lugares que não em sua presença. Tem misericórdia de nós e perdoe-nos ajude-nos a buscarmos em Ti a saciedade de nossos corações. Pelo nome de Teu filho Jesus, oramos!
ANÚNCIO DO PERDÃO
“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.8-9). Como ministro/a chamado/a e ordenado/a pela Igreja de Jesus Cristo, declaro a vocês o perdão de todos os seus pecados, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Creia e confie em Sua Palavra. Amém.
KYRIE
Tantas palavras e tantos caminhos. Tantas propostas e tanta dor. Queremos Senhor seu caminho e seu guiar.
GLÓRIA IN EXCELSIS
Pela misericórdia e bondade de Deus cantemos-lhe glória (526 – LCI)
ORAÇÃO DO DIA
Obrigado, Pai Celeste, porque tu conheces o nosso coração ferido e necessitado de amor, cuidado e reconhecimento. Permite que Palavra nos revele a Sua presença entre nós. Dá-nos ouvidos para ouvir que Tu estás falando conosco onde nós estamos. É o que te pedimos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor e único Salvador. Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
LEITURAS BÍBLICAS
Salmo 85.1-2, 8-13 * 2 Pedro 3.8-15a * Marcos 1.1-8
PRÉDICA
Isaías 40.1-11
CÂNTICO INTERMEDIÁRIO
Oh vem, oh vem Emanuel / vem resgatar o Teu Israel / que chora solitário a sua dor / até que venha o seu Redentor/ Alegra-te e exulta em teu Deus/ o Emanuel já vem, oh Israel/ Oh vinde Soberano das nações / reordenar a Tua criação / do mundo vem retirar o mal/ conduzir-nos ao caminho da Paz Alegra-te e exulta em teu Deus/ o Emanuel já vem, oh Israel (2x) Refrão Exulta, mais uma vez, Exulta! / Pra nós nasceu o Senhor/ do mundo o Salvador/ Coragem! Minh’alma, tem coragem! / Ele vem em teu favor/ o Santo, o Redentor!
(https://youtu.be/qODD3yC263U?si=UYv-rxH-YkPa98Ng)
PREGAÇÃO
Tendo como pano de fundo profético o “Primeiro Evangelho de Isaías” e como pano de fundo a experiência do povo no exílio, a mensagem do profeta é que, apesar e em meio à miséria humana, o Senhor continua sendo o Deus que fala e age. O poder do Senhor é inimaginável e se revela em cuidado e ternura.
Embora certamente não desprovido de palavras de esperança, Isaías (capítulos 1-39) confronta constantemente o povo com sua idolatria e a prática persistente de depositar sua confiança suprema naquilo que não é o Senhor, fazendo-os ver o mundo de dentro para fora e de cabeça para baixo:
“Ai de vós que chamais ao mal bem e ao bem mal, que fazeis das trevas luz e da luz trevas, que fazeis do amargo doce e do doce amargo! Ai de vós que sois sábios aos vossos próprios olhos e prudentes em vosso próprio conceito!… pois rejeitastes a instrução do Senhor dos Exércitos e desprezastes a palavra do Santo de Israel.” (Isaías 5.20-21, 24b)
Dentro da estrutura teológica de Isaías, essa idolatria causa todo tipo de dor e sofrimento, atingindo seu ápice no Dia do Senhor, um momento escatológico em que o julgamento do Senhor será abrangente:
“Naquele dia, o Senhor castigará o exército dos céus nos céus e os reis da terra na terra. Eles serão reunidos como prisioneiros numa cova; serão encerrados numa prisão e, depois de muitos dias, receberão a pena.” (Isaías 24.21-22)
Esta imagem retrata uma destruição completa no céu e na terra, e uma ruptura entre Deus, seu povo e a criação.
Essas palavras, citadas anteriormente em Isaías, também não são vazias. As expectativas do julgamento do Senhor são condizentes com a experiência do povo agora exilado. Com Judá, Jerusalém e o Templo em ruínas, o povo foi levado para a Babilônia — expulso de sua casa, a Terra Prometida. Como clama o salmista:
“Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião.” (Salmo 137.1)
Boas notícias!
O profeta Isaías devia estar bastante cansado de dar más notícias às pessoas. Cerca de 95% de Isaías 1-39 é composto de más notícias, com mínimos vislumbres de esperança surgindo aqui e ali. Então, posso imaginá-lo respirando fundo, talvez tomando um gole de água reconfortante, enquanto vira a página de seu manuscrito metafórico de sermão para o capítulo 40. Aqui temos: “Consolo, consolo!”
O texto hebraico original não tinha negrito, itálico ou emojis, então o autor usou a repetição regularmente com o mesmo propósito. “CONFORTO” em letras maiúsculas, iluminado em um letreiro, com um súbito crescendo de música jubilosa ao fundo. Na tradução grega, “conforto” aqui é “parakaleo”, uma palavra frequentemente usada no Novo Testamento para significar a obra do Espírito Santo. Uma rajada de vento em um lugar estagnado e úmido. Uma chama de luz na escuridão. Uma explosão de energia para os fracos. Uma fonte em um deserto árido. Eis, enfim, algo novo.
Condições de jogo niveladas
Embora os versículos 3 e 4, em português, soem como ordens — preparar, endireitar, levantar, abaixar, nivelar —, na verdade são instruções passivas divinas. Deus está fazendo essas coisas e somos convidados a ajudar. Ainda que nossa “ajuda” seja mais parecida com a de uma criança de dois anos “ajudando” a assar e decorar biscoitos de Natal. Ou seja, a “ajuda” não é lá muito útil. Contudo, o convite e a atividade compartilhada são o que mais importam tanto para a criança quanto para os pais.
E o que Deus está fazendo aqui? Ao rebaixar as montanhas e elevar os vales, Deus cria um campo de jogo nivelado. Antes de nos preocuparmos com a possibilidade de Deus ter algo contra a diversidade geográfica, lembremos do nosso contexto literário. Trata-se de poesia a serviço do discurso profético. O que importa para Deus aqui é a justiça. Um campo de jogo nivelado significa que, quando Cristo retornar, aqueles que estão em lugares altos não o verão primeiro, e aqueles que estão nos vales não estarão em desvantagem. Juntos, toda a humanidade verá a glória de Deus.
Espere, isso é uma boa notícia?
Os versículos 7 e 8 parecem, pelo menos à primeira vista, ser presságios um tanto sombrios de algo que não seja alegria. Deus quer que o profeta lembre ao povo que eles são mortais e finitos.
A verdade é que muitos de nós não queremos ouvir que somos “do tamanho humano”. E a verdade também é que esta é a notícia mais gentil, generosa e graciosa que poderíamos receber. Viver como se isso fosse verdade provavelmente nos tornará sábios. Como João Calvino escreveu nas frases iniciais de As Institutas da Religião Cristã, “A verdadeira sabedoria consiste nisto: no conhecimento de Deus e no conhecimento de si mesmo”.
Deus não se ofende ao descobrir que nossa capacidade é limitada. Deus não se zanga com nossa finitude. Deus não se surpreende com nossa mortalidade. Na verdade, a boa notícia que esperamos celebrar no Natal é que existe Alguém que se limitou, se fez finito e assumiu nossa mortalidade para que, por meio Dele, pudéssemos viver para sempre. Este é Aquele a quem o profeta anuncia no versículo 8: “A Palavra do nosso Deus permanece para sempre”. É quase como se o profeta tivesse avançado na história para o primeiro capítulo do Evangelho de João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito”. Quando temos tamanho humano, permitimos que Deus tenha tamanho divino. Embora, é claro, o mais extraordinário que celebramos nesta época seja que Deus se tornou humano por um tempo!
Este Deus de tamanho divino vem com poder, governando e distribuindo recompensa e retribuição. Este Deus de tamanho divino tornou-se um Deus de tamanho humano na pessoa de Jesus Cristo. Durante sua vida e ministério terrenos, Jesus proclamou-se o Bom Pastor, cumprindo, em outras palavras, a profecia do versículo 11.
“Ele cuida do seu rebanho como um pastor:
Ele reúne os cordeiros em seus braços.
e os guarda junto ao coração;
Ele guia com gentileza aqueles que têm filhos pequenos.”
Quando temos tamanho humano, na verdade temos tamanho de ovelha e, portanto, vivemos em segurança e ternura no conforto de nosso Deus. Essa é, de fato, a melhor notícia.
Ilustração
A internet está repleta de vídeos de soldados voltando para casa e surpreendendo seus entes queridos. Quando uma tropa ou regimento inteiro retorna junto, as festividades são um pouco mais formais. Os soldados ficam em posição de sentido sob o comando de seu oficial superior. Frequentemente em um campo aberto, os soldados observam a multidão sem virar o pescoço ou quebrar a formação. Eles escutam seus entes queridos gritando seus nomes, ansiosos para se juntarem aos abraços calorosos que os aguardam. Mas eles esperam com toda a disciplina de soldados treinados. Esperam ouvir seu comandante dar a última ordem: “Dispensados!” Esses vídeos são populares porque a avalanche de emoções deixa o espectador com uma sensação de alegria contida, fruto da felicidade genuína das famílias reunidas.
Quando Isaías transmite a mensagem de Deus, de que o profeta deve proclamar a Jerusalém: “O vosso árduo serviço terminou”, uma tradução literal para “árduo serviço” é “serviço militar”. Em outras palavras, o profeta deve anunciar uma última ordem ao povo de Deus: “Dispensados!”. Mas também é um desafio para o pregador: será que pregamos as boas novas de Jesus Cristo com esse nível de expectativa de alegria, júbilo, reencontro e restauração? Será que conseguiríamos?
Tanto Calvino quanto Lutero interpretaram este capítulo como o Evangelho em sua essência, com Calvino afirmando ousadamente que “esta passagem compreende todo o Evangelho em poucas palavras”.
Como Igreja que saiamos a consolar o povo que necessita ser consolado.
HINO
Louvor cantar de coração – 501 LCI
CONFISSÃO DE FÉ
Na comunhão com as pessoas que creem no trino Deus, confessemos nossa fé com as palavras do Credo Apostólico.
Todos: Creio em Deus…
CANTO PÓS CONFISSÃO
(proceder motivação e o recolhimento das ofertas)
Deus tem sido misericordioso conosco e não nos tem deixado faltar nada. Neste momento queremos agradecê-lo com aquilo que Ele nos deu.
Vamos recolher as ofertas que tem como destino ____________________________________ .
Rogamos que Deus abençoe dádivas e doadores. Cantamos para recolher as ofertas o hino: ENE – nº 42 – Cristo vive, e nós também
ORAÇÃO DE INTERCESSÃO
Motivos de Oração:
1. Aniversariantes
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PAI NOSSO
Pai nosso …
LITURGIA DE DESPEDIDA
AVISOS
Próximo Culto: ___/___/______ às ___:___ h.
Oferta último Culto: R$ _________ destinada para …
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BÊNÇÃO
Que o amor do Pai;
Que a ternura do Filho;
E a presença do Espírito Santo;
Alegrem o seu coração;
Tragam paz a sua alma,
Fortaleçam a sua fé,
Consolem os seus dias, para te fazer consolador de outros;
Neste dia e durante toda a semana. E assim te abençoe: Deus Pai, Filho e Espírito Santo! Amém!
ENVIO
Vá na certeza de que Deus é confiável e assim como consola você; você pode consolar outros.
CANTO FINAL
Vede que grande amor – 168 LCI