Mateus 14.13-21 – 10º Domingo Após Pentecostes – 02/08/2026
02/08/2026 – 10º Domingo Após Pentecostes
Prédica: Mateus 14.13-21
Leituras bíblicas: Salmo 145.8-9,15-21; Isaías 55.1-5; Romanos 9.1-5
Pastor Ivo Schoenherr – Cuiabá – MT
LITURGIA DE ABERTURA
ACOLHIDA
Bom dia / Boa noite. Sejam todos e todas bem-vindos aqui nesta casa de Deus. Hoje celebramos o Décimo Domingo após Pentecostes. Ele tem como lema uma palavra de Jesus: “Jesus diz: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e o meu Pai o amará, e viveremos para ele e faremos nele morada.” O Deus Amor está presente aqui conosco neste momento especial de culto aqui neste templo. Mas Deus quer fazer morada também em nossos corações. Vamos acolhê-lo com alegria, ouvir e guardar a sua palavra.
Temos visitantes? (Após apresentação). Sejam todos bem-vindos.
CANTO DE ENTRADA
O povo de Deus – Livro de Canto da IECLB – Nº 580.
Ou: Nº ____________________________________________________
SAUDAÇÃO
Celebramos este culto:
Em nome de Deus, Criador, Provedor generoso;
Em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, compassivo;
Em nome do Espírito Santo, pelo qual Deus derramou o seu amor em nossos corações.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
CANTOS DE INVOCAÇÃO
Onde reina amor – Livro de Cantos da IECLB nº 004
Ou: Nº ____________________________________________________
CONFISSÃO DE PECADOS
Motivação: “Quem tenta esconder os seus pecados não terá sucesso na vida, mas Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona.” Esse texto de Provérbios 28.13 nos testemunha a respeito de uma experiencia do povo de Deus. Não adianta esconder os pecados de Deus. Deus nos conhece. Ele é onisciente. Ele sabe tudo. Por isso, somos chamados para confiar na misericórdia de Deus que perdoa. Vamos, pois, confessar os nossos pecados com sinceridade, humildade e fé que Deus ouvirá a nossa confissão e em Cristo nos perdoará os nossos pecados. Num primeiro momento vamos fazer a nossa confissão pessoal silenciosa.
Momento para confissão pessoal dos pecados
Momento de confissão comunitária com o canto: Se sofrimento te causei, Senhor – Livro de Cantos da IECLB nº 036
ABSOLVIÇÃO
Assim nos lembra o apostolo Paulo na sua carta aos Efésios 2.4-5: “4Mas a misericórdia de Deus é muito grande, e o seu amor por nós é tanto, 5que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo. Pela graça de Deus vocês são salvos. Confiantes na misericórdia e graça de Deus em Jesus Cristo, anunciamos a todos que confessaram os seus pecados com sinceridade, humildade e fé, o perdão dos pecados nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. (+) Amém.
KYRIE
Motivação: O Salmo 130.1-2 nos ensina que podemos clamar a Deus nos momentos difíceis da nossa vida e como também clamar pelo sofrimento de tantas outras pessoas. O salmista ora dizendo: Ó Senhor Deus, eu te chamei quando estava em profundo desespero. Escuta o meu grito, ó Senhor! Ouve o meu pedido de socorro.
Já Jonas nos dá a certeza de que Deus ouve o nosso clamor nos atende. Ele diz em seu livro 2.2: “Ó Senhor Deus, na minha aflição clamei por socorro, e tu me respondeste; do fundo do mundo dos mortos, gritei pedindo socorro, e tu ouviste a minha voz.
Motivos para clamor: Assim clamemos por paz no mundo, especialmente, na Palestina, em Israel, Irã e Ucrânia e em muitos outros países; clamamos pela superação de qualquer forma de sofrimento; lembramos dos atingidos pelos terremotos na Venezuela e pelas enchentes no Rio Grande do Sul; clamamos por compreensão, diálogo e respeito mútuo entre povos e pessoas; clamamos para que as pessoas aceitem o teu Senhorio.
CANTO: Pelas dores deste mundo – Livro de Cantos da IECLB nº 056
GLORIA
Motivação: Salmo 145.8-9,15-21.
CANTO: Louvado sejas, Pai e Deus – Livro de Cantos da IECLB nº 603
ORAÇÃO DO DIA
Querido a amado Deus. Queremos agora nos alimentar da tua palavra. Abra os nossos corações para que a tua palavra encontre terra fértil e produza bons frutos. Ajuda-nos a entender mensagem do amor de Deus. Ajuda-nos a amar a Deus, ao próximo e a toda a criação de Deus. Que o teu Santo Espírito esteja conosco. Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
(Antes da leitura bíblica acolhê-la com um canto)
CANTO: – A tua Palavra é semente – Hinos do Povo de Deus – nº 380.
(Depois do canto anunciar as leituras e efetuá-las)
1ª LEITURA BÍBLICA: Isaías 55.1-5
2ª LEITURA BÍBLICA: Romanos 9.1-5
CANTO DE PREPARAÇÃO PARA A PREGAÇÃO: Momento Novo– Livro de Cantos da IECLB – nº 605
PREGAÇÃO: Mateus 14.13-21
Queridos amigos e amigas em Cristo!
Uma das maiores preocupações da humanidade ao longo de sua história sempre foi a questão da alimentação. Sempre houve pessoas passando fome. Em algumas épocas havia mais famintos e subnutridos, em outras épocas menos famintos e menos subnutridos. Ou também podemos dizer que há regiões no mundo onde as pessoas passam mais necessidades e tem mais famintos. E há regiões onde há mais pessoas bem alimentadas e nutridas. Uma alimentação digna para todos no planeta continua sendo um sonho a ser concretizado, uma missão a ser realizada por nós cristãos.
Mas é papel das religiões do mundo e, no nosso caso da igreja cristã, ocupar-se com essa questão? É papel da igreja preocupar-se e tentar resolver a questão da fome no mundo? Isso não é papel da ONU? Sem dúvida nenhuma é papel dos estados, governos e órgãos internacionais a responsabilidade de promover condições para que todos tenham acesso a uma alimentação e nutrição digna. Mas não só.
O que afinal, Jesus nos diz a respeito disso? Qual o seu ensinamento a respeito dessa questão?
Para refletir sobre isso vamos buscar ajuda num texto do evangelho de Mateus 14.13-21, que é o evangelho para esse domingo. Ouçamos a leitura do evangelho.
- Ao saber o que havia acontecido, Jesus saiu dali num barco e foi sozinho para um lugar deserto. Mas as multidões souberam onde ele estava, vieram dos seus povoados e o seguiram por terra. 14. Quando Jesus saiu do barco e viu aquela grande multidão, ficou com muita pena deles e curou os doentes que estavam ali. 15. De tardinha, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: — Já é tarde, e este lugar é deserto. Mande essa gente embora, a fim de que vão aos povoados e comprem alguma coisa para comer. 16. Mas Jesus respondeu: — Eles não precisam ir embora. Deem vocês mesmos comida a eles. 17. Eles disseram: — Só temos aqui cinco pães e dois peixes. 18— Pois tragam para mim! — disse Jesus. 19. Então mandou o povo sentar-se na grama. Depois pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus. Partiu os pães, entregou-os aos discípulos, e estes distribuíram ao povo. 20. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. 21. Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
Os evangelhos nos relatam que Jesus andou de aldeia em aldeia e de cidade em cidade e ensinou o povo a respeito do Reino de Deus e curou muitas pessoas. Multidões se reuniram ao redor dele para ouvir os seus ensinamentos e para receber a sua cura. Sem dúvida nenhuma, Jesus os ensinou a respeito do amor. Falou do amor de Deus. Falou do amor a Deus e do amor ao próximo. O principal mandamento que Jesus ensinou e continua valendo até hoje, diz: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Assim como Jesus ensinou o amor assim também praticou o amor. Por isso, ele curou os doentes e lhes deu de comer para que todos tivessem uma vida digna.
Conforme o relato do Evangelho de Mateus 14.13-21 Jesus certo dia estava ensinando o povo e curando pessoas quando começou a terminar o dia. Os seus discípulos então ficaram preocupados com o que as pessoas iriam comer. E levaram essa preocupação a Jesus. Não podemos dizer que os discípulos fossem pessoas indiferentes. Sim, eles em parte entenderam a mensagem de Jesus que o amor se concretiza na preocupação com as necessidades do próximo. Mas, qual foi a proposta dos discípulos para resolver a questão?
Sim eles estão preocupados com o que as pessoas vão comer. Mas apresentam uma proposta individualista. Dizem para Jesus: Já é tarde, e este lugar é deserto. Mande essa gente embora, a fim de que vão aos povoados e comprem alguma coisa para comer. Que cada um resolva a sua situação. No nosso mundo de hoje muitas pessoas ainda pensam assim. O sustento é reponsabilidade de cada um, de cada família, dos pais.
Mas, qual foi a contraproposta de Jesus? Mas Jesus respondeu: — Eles não precisam ir embora. Deem vocês mesmos comida a eles. Chama os discípulos para resolver a questão. A partir disso, fica claro que nós como cristãos também temos responsabilidade na questão “do pão de cada dia” para todos.
Mas qual foi a reação dos discípulos? Eles disseram: — Só temos aqui cinco pães e dois peixes. Aparentemente não tem o suficiente para todos. Mas Jesus pede aos discípulos para que ajuntem toda a comida que tem. Os discípulos o fazem.
Então Jesus encaminha uma solução. Pois tragam para mim! — disse Jesus. Então mandou o povo sentar-se na grama. Depois pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus. Partiu os pães, entregou-os aos discípulos, e estes distribuíram ao povo. A solução encaminhada por Jesus se baseia no tripé: oração de gratidão, partilha e distribuição. Jesus nos ensina a sermos gratos pelo que nós temos, repartir com os mais necessitados e distribuir a comida para todos.
Há também um significado simbólico nos números que aparecem no texto. Cinco pães e dois peixes perfazem uma totalidade. O número sete para as pessoas da época de Jesus representava um número total. Podemos entender assim Tragam toda a comida. Tudo o que tem. Agradeçam a Deus. Repartam a comida. Terá o suficiente para todos. Diz o texto que ainda sobraram doze cestos de comida. O número doze igualmente era um número para o povo de Deus que representava a totalidade. Ainda sobrou muita comida. Quando somos grato a Deus, estamos dispostos a repartir com os necessitados mesmo nos parecendo pouco o que nós temos.
Muitos interpretam o acontecimento como uma multiplicação dos alimentos. Mas a palavra “multiplicar” não se encontra no texto. Somente as palavras “partir e distribuir”. O verdadeiro milagre está na disposição das pessoas para repartir e distribuir a comida. O texto nos ensina que somente a verdadeira gratidão a Deus nos dispõe para a partilha e para a distribuição daquilo que nós recebemos de Deus.
O evangelho de Jesus nos desafia para colocarmos em prática a gratidão a Deus através da partilha e distribuição de alimentos. O que nós, como pessoas, famílias e comunidades estamos fazendo? Há pessoas e famílias que participam de ações de distribuição de alimentos. Há também comunidades que realizam ações de diaconais organizadas para repartir um pouco daquilo que nós recebemos de Deus. Que bom que o fazem. Mas também somos chamados para nos engajar em políticas públicas para uma distribuição mais justa de recursos para todas as pessoas. Que Deus toque os nossos corações para realizar este milagre em nós, o milagre da gratidão e partilha. Amém.
CONFISSÃO DE FÉ
Creio em Deus Pai…
HINO
Na mesa do amor – Hinos do Povo de Deus – nº 419
AVISOS
Próximo Culto: ___/___/______ às ___:___ h.
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Destino da oferta: Sinodal para Atualização Teológica.
CANTO PÓS MOTIVAÇÃO DA OFERTA (proceder motivação e o recolhimento das ofertas)
Barnabé – Livro de Cantos da IECLB – nº 563.
ORAÇÃO DE INTERCESSÃO
Motivos de Oração:
1. Aniversariantes
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Amado e querido Deus, nosso Pai em Jesus Cristo!
Obrigado porque nos acolheste neste encontro de hoje. Obrigado porque nos concedes todos os dias o pão de cada dia. Obrigado por nossa família e nosso trabalho.
Ajuda-nos a acolher tudo que nos dás como fruto da tua providência. Ajuda-nos a compreender que deste os recursos naturais e nossas capacidades para o benefício de todos. Ajuda-nos a olhar para o nosso lado e perceber as necessidades de outras pessoas. Que a nossa gratidão a ti resulta em partilha das tuas dádivas com todos. Queres através de nós realizar o teu projeto de um novo céu e uma nova terra. Olha por todos os doentes. Inspira-nos a oferecer a nossa solidariedade e apoio aos doentes. Anima médicos e enfermeiras. Cuida dos angustiados. Desamparados e desesperados. Que sejamos os teus abraços e as tuas palavras de amor.
Nós te agradecemos e pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador que nos ensinou a orar….
PAI NOSSO
LITURGIA DE DESPEDIDA
BÊNÇÃO
Sacerdotal (Números 6.24-26)
ENVIO
Celebrante: Vão na paz e no amor de Deus. Sirvam sempre com alegria e com amor.
Comunidade: Demos graças a Deus.
CANTO FINAL
Os que confiam no Senhor – Livro de Cantos da IECLB – Nº 641