PAMI
Plano de Ação Missionária da IECLB
a caminho da implementação do Planejamento Estratégico Participativo nas Comunidades

Na edição de setembro do Jorev Luterano, informamos que o Grupo Assessor em Planejamento Estratégico Participativo do PAMI realizou o Seminário de Capacitação em 18 e 19 de agosto, estando efetivamente preparado para apoiar os Sínodos.
Na reunião da Presidência da IECLB com os Pastores e Presidentes Sinodais, realizada no período de 15 a 19 de setembro, na Casa Matriz das Diaconisas, em São Leopoldo/RS, foi apresentado o Roteiro para Planejamento Comunitário do PAMI 2008-2012.
Nesta oportunidade, também aproveitamos para reavaliar, em conjunto, a caminhada de cada Sínodo no planejamento de encontros para a sensibilização de seus Obreiros e das lideranças dos Conselhos Sinodais para o planejamento estratégico em nível comunitário e para identificar pessoas com perfil para serem capacitadas para assessorar as Comunidades na implementação dos seus planejamentos.
Como sugestão de um perfil básico para a escolha destas pessoas, destacamos alguns aspectos:
– ser luterano com sensibilidade para a vida comunitária, suas necessidades, seus problemas e suas possibilidades;- ter vontade de promover crescimento e desenvolvimento a partir de inovações na vida eclesiástica;
– ter capacidade de compreender que sua ajuda às Comunidades e Paróquias é um Ministério útil e agradável a Deus;
– ter conhecimento de planejamento e, preferencialmente, já ter experiência na condução do assunto;
– ser aberto ao diálogo, flexível e ter condições de moderar sem interferir, manipular e impor;
– ter disponibilidade de tempo e vontade de ajudar as Comunidades do Sínodo a implementar o Planejamento Estratégico Participativo, bem como estar entusiasmado com a proposta do PAMI 2008-2012: Missão de Deus – Nossa Paixão.
Os Sínodos vêm dedicando, em diversos momentos, tempo para reflexão e discussão sobre os desafios que o PAMI estabelece para o período 2008-2012, para todas as lideranças da Igreja, especialmente seus Obreiros e Presbíteros nas nossas Paróquias e Comunidades.
O Roteiro para Planejamento é fundamental para capacitar novos Assessores, colocando em suas mãos um instrumento que leva em consideração, além da técnica necessária, a importância indispensável da espiritualidade para dar suporte e orientação às lideranças comunitárias na implementação do planejamento.
Os oito passos que compõem o Roteiro de Planejamento podem ser trabalhados da seguinte forma:
– em diferentes encontros realizados em intervalos maiores (um encontro por semana, por exemplo);
– em um único encontro intensivo de dois a três dias, como num retiro;
– em um misto de ambos, fazendo alguns passos do planejamento de forma intensiva e outras com um intervalo de tempo entre um encontro e outro.
Como sabemos, o Concílio da Igreja realizado em Estrela/RS, em outubro de 2008, aprovou uma matriz de planejamento comum, com base na qual cada Comunidade poderá elaborar o seu próprio plano de ação.
O Roteiro para Planejamento oferece uma metodologia para que cada Comunidade faça a relação entre o seu contexto específico e as suas necessidades com missão, visão, objetivo geral e alguns objetivos específicos do PAMI já delineados e assumidos por todas as instâncias da IECLB como um traço de unidade e compromisso. Estes objetivos específicos são as quatro dimensões – Evangelização, Comunhão, Diaconia e Liturgia, bem como os três eixos transversais – Educação Cristã, Sustentabilidade e Comunicação.
Se os leitores do Jorev, membros das nossas Comunidades, observarem as matérias das páginas centrais que escrevemos em agosto e setembro e as que foram escritas nas edições de março a junho deste ano, notarão que existe um ponto comum em todas elas, demonstrando a importância do Planejamento Estratégico, seus desafios e como poderemos implementá-lo em nossas Comunidades. Solicitamos ler ou reler estas matérias. Caso não tenham acesso ao Jorev impresso, solicitamos acessar o site do Jorev Luterano (www.jorevluterano.com.br).
O nosso propósito nestas matérias é deixar claro que, por melhor que seja o instrumental à disposição da Comunidade, para elaborar o seu Planejamento Estratégico é essencial a participação dos líderes dos diversos grupos da Comunidade representados nos Presbitérios da mesma. A assessoria externa em planejamento é importante, sem dúvida, pois é um facilitador do processo de planejamento. Quem conhece as necessidades da Comunidade, no entanto, é a sua Diretoria, o seu Obreiro e os seus representantes dos diversos grupos que compõem o Presbitério.
O último Concílio da Igreja estabeleceu meta para os Sínodos e, nesse sentido, é importante transcrever parte das diretrizes para a implementação do PAMI (Resolução 093), divulgadas pelo Conselho da Igreja para cumprimento da determinação conciliar.
Art. 4º. Caberá aos Sínodos, com a assistência do Coordenador designado pela Presidência, planejar e coordenar a ação missionária a ser implementada pelas Comunidades na área de sua abrangência, mediante estabelecimento pelo seu Conselho Sinodal, de cronograma, para que, até o fim do ano de 2012, pelo menos 1/3 (um terço) das Comunidades do Sínodo tenham estabelecido e estejam executando seus Planos de Ação Missionária.
Sabemos também do importante papel que os Conselhos Paroquiais exercerão no atingimento desta meta, especialmente naquelas Paróquias que contam com mais de uma Comunidade. O Conselho da Igreja, na Resolução referida, estabelece no seu Art. 5º: Caberá às Paróquias, em obediência às diretrizes e cronograma estabelecidos pelo Sínodo, a coordenação da ação missionária das suas Comunidades, bem como a supervisão da sua execução.
Outro aspecto enfatizado no encontro com os Presidentes e Pastores Sinodais foi a necessidade da melhoria da coleta de dados e de informações gerenciais para planejamento comunitário, paroquial, sinodal e da própria IECLB como um todo. Foram apresentados os novos formulários que serão implantados a partir de 2010, conforme determina a resolução do Conselho da Igreja, com instruções para o preenchimento eletrônico, visando a melhorar os controles e evitando retrabalho para as Paróquias e para os Sínodos. Essa nova sistemática possibilitará uma melhoria na análise dos dados estatísticos e da gestão em todos os níveis da Igreja.
Oito passos do roteiro de Planejamento Estratégico
1º passo
Refletindo sobre a identidade como Comunidade
Refletir sobre a identidade da Comunidade com base na percepção que cada participante tem sobre que Comunidade somos, que Comunidade os outros dizem que somos e que Comunidade queremos, podemos e somos desafiados a ser.
2º passo
Relacionando a nossa identidade como Comunidade às diretrizes do PAMI
3º passo
Conhecendo as forças e as fraquezas da Comunidade e as oportunidades e ameaças relacionadas à missão
4º passo
Interpretando os dados e estabelecendo prioridades
5º passo
Elaborando as ações estratégicas
Elaborar as ações estratégicas da Comunidade tendo por base o diagnóstico e os elementos da matriz de planejamento do PAMI.
6º passo
Definindo atividades, prazos, responsabilidades e recursos
Definir as atividades, os prazos, as responsabilidades e os recursos para operacionalizar as ações estratégicas da Comunidade.
7º passo
Avaliando e definindo modos de monitoramento do plano
Definir os indicadores de avaliação e de monitoramento do plano.
8º passo
Celebrando
Apresentar o plano operacional à Comunidade e celebrar em ação de graças o trabalho realizado, intercedendo em favor dos seus frutos para a Comunidade.

Gaúcho de Nonoai, Miltom de Oliveira, formado em Ciências Contábeis e com especialização nas áreas de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, trabalhou durante 33 anos na empresa mineira de construção pesada Mendes Junior, onde coordenou as áreas de administração, desenvolvimento de recursos humanos e relações sindicais. Mais tarde, foi Superintendente de Planejamento e Gestão de Pessoas para o Brasil e exterior. Na IECLB, como Presbítero da Comunidade Luterana de Belo Horizonte/MG, exerceu vários cargos, tendo sido Presidente da mesma. Atualmente, é o representante no Conselho Sinodal do Sínodo Sudeste, do qual já foi Presidente, e representante licenciado do Sínodo Sudeste junto ao Conselho da Igreja para ocupar o cargo de Coordenador do Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI).