Na minha infância, ouvia minha avó e minha mãe falarem sobre minha bisavó, que sofrera um acidente em sua juventude. Ela estava trabalhando na lavoura e, por uma fatalidade, perdera seu braço direito. Mesmo assim, casou, criou oito filhos (entre eles, minha avó materna) e, ao lado do meu bisavô, seguiu a vida trabalhando em casa e na lavoura.
Histórias de mulheres trabalhadoras que deixam seus diferentes ‘desenhos’ na ‘tela da vida’ me cativam. Lendo a Bíblia, há várias mulheres com histórias de comprometimento em favor da vida, como Febe (Rm 16.1), Dorcas, que praticava ações de bondade e caridade (At 9.36-39) e uma Maria que muito ‘trabalhou por vós’ (Rm 16.6). São muitas as Martas, Madalenas, Saras, Rebecas, Déboras, que, por meio da multiplicidade profissional, continuam contribuindo para a história da mulher na humanidade.
A história tem comprovado que as mulheres vêm ultrapassando barreiras e que filhos, marido, responsabilidades domésticas e preconceitos relacionados ao gênero feminino e a outras dificuldades não são empecilhos ao destaque profissional.
As mulheres estão conquistando importantes vagas no mercado de trabalho. No entanto, estatísticas comprovam que recebem 64% do salário masculino desempenhando a mesma função. Homens e mulheres não precisam ser rivais profissionalmente, mas, sim, parceiros, tornando a sociedade mais justa e igualitária. Nossos filhos, netos e bisnetos precisam viver com dignidade e nós temos a responsabilidade e o comprometimento de continuar dando o exemplo de que as mulheres vêm buscando o seu espaço na sociedade desde os primórdios da humanidade.
Para refletir, leia Atos 9.36-39
Diaconisa Tatiana Plautz
Fonte: Jornal Evangélico Luterano, no.704, março, 2008