No seu cotidiano, qual é a expressão da fé?
Vejo a fé acontecendo nos trabalhos comunitários, que são desenvolvidos com harmonia, disposição e vontade, quando dedicamos parte do nosso tempo a Deus, para frequentar os cultos, estudar a Bíblia e ajudar os grupos da Comunidade, e quando as iniciativas da Comunidade são reconhecidas a ponto de não haver dificuldades em convidar pessoas para participar das ações comunitárias.
Na IECLB, qual é a sua trajetória?
A minha caminhada na IECLB iniciou na infância, participando do Culto infantil e do Ensino confirmatório. Quando fixei residência em Restinga Seca, tive a oportunidade de estar próximo da Comunidade, onde, no final da década de 80, fomos convidados, a minha esposa e eu, a integrar um grupo de festeiros. Depois, fiz parte da Diretoria da Comunidade de Restinga Seca como Secretário e Conselheiro Fiscal por vários mandatos. Atualmente, sou Vice-Tesoureiro. Também participei da Diretoria da Paróquia São Miguel como Secretário, Conselheiro Fiscal, Vice-Presidente (cargo atual) e Presidente por dois mandatos consecutivos. Neste período, ainda representei várias vezes a Paróquia e a Comunidade junto ao Sínodo, como Delegado.
De que forma a sua profissão auxilia nas atividades da Igreja?
Como Técnico Agrícola, trabalho na área fumageira. Restinga Seca tem agricultura e pecuária muito diversificadas, o que facilita o contato com os membros, que, em grande parte, residem e trabalham no interior, o que me faz retornar às minhas origens, onde se produzia quase todo o sustento. Moro na cidade há 25 anos, por isso conheço boa parte dos habitantes, e trabalho no interior, o que oportuniza conhecer onde a maioria dos nossos membros reside, auxiliando o desempenho da minha função junto ao Presbitério.
Qual é a sua motivação para participar das atividades da IECLB?
Para os trabalhos da Igreja, sempre tive e tenho disposição, sendo a atividade que ocupa o meu tempo de folga. A minha motivação é ajudar todos os seguimentos da Paróquia a desenvolverem as suas atividades e crescerem em número e qualidade (jovens, OASE, Casais, Danças, etc.). O meu trabalho pode ser visto como uma forma de fazer com que o processo religioso da IECLB se encaminhe de uma forma harmoniosa, sempre evitando atritos, aceitando sugestões e críticas que venham para somar no engrandecimento da Paróquia e da IECLB como um todo. Na vida, o importante não é ganhar um enorme salário ou ter grandes lucros, que permitam comprar muitos bens e exibi-los aos mais humildes, causando ainda mais desilusão, mas ter o suficiente para a família viver dignamente e, principalmente, cuidar da nossa riqueza interior.