No dia de 23 julho de 2010, comemoramos 40 anos de presença luterana na Amazônia. Hoje, somos 8 mil pessoas batizadas em 88 Comunidades e 59 Pontos de Pregação espraiados em cinco Estados amazônicos. Analisando a nossa caminhada como Igreja, pelos olhos da missão, descobrimos que somos iguais à castanheira, a rainha da floresta, que merece este título, pois é filha legítima da Amazônia. Sempre retilínea, alteia a sua copa, qual vasta cabeleira solta, acima de todas as demais árvores, chegando facilmente aos 60 metros de altura por 4 metros de diâmetro.
| *** | A IECLB na Amazônia é a Igreja em busca da luz de Cristo em
meio à ‘mata fechada de dificuldades’ | *** |
Então, lá no alto, a ramada cobre-se de botões que abrem as suas pétalas de um amarelo suave, atraindo as mamangavas para a polinização. Fecundada, começa a formação dos ouriços tendo o formato de uma bola de 22 cm de circunferência, cada qual contendo de 12 a 20 amêndoas. Os ouriços caem e são roídos pelas cutias, que, sempre muito gulosas, vão abrindo covas onde escondem as amêndoas. Contudo, nem sempre elas voltam e, esquecidas, as amêndoas germinam por toda a parte.
Escolhemos a castanheira como símbolo do Sínodo da Amazônia por termos muito em comum. A Amazônia é o nosso chão, Igreja na mais esplendorosa, riquíssima e misteriosa floresta do planeta, Igreja semeada por migrantes em busca de comida, Igreja polinizada por irmãos e irmãs do Brasil e do mundo, Igreja em busca da luz de Cri
sto em meio à ´mata fechada de dificuldades´.
Graças à mata fechada, ao sol o ano todo, à cutia esfomeada e às abelhas operárias, a castanheira é a rainha da floresta. Graças às dificuldades, à luz de Cristo, à necessidade dos migrantes, ao empenho de dons e talentos de todas as pessoas que congregam nas Comunidades e ao apoio dos parceiros na missão de Deus no Norte, o Sínodo da Amazônia é a IECLB na Amazônia.
Acompanhe alguns testemunhos do Sínodo da Amazônia (que polinizarão mais corações e mentes para a causa do Senhor Jesus Cristo na IECLB, na Amazônia e na terra) nesta edição do Jorev Luterano.
Mauri Magedanz
Pastor Sinodal |