P. Hervig Bühler, 51 anos, natural de Santo Antônio da Patrulha, hoje município de Caraá Central/RS, é casado com a Pastora Cristiane Érica Petry, com quem tem duas filhas: Lídia e Raquel
No seu dia-a-dia, qual é o espaço da fé?
Entendo o meu deitar e o meu levantar como presente de Deus, na certeza de que Ele está comigo no meu descanso e no meu trabalho. Nesta plena confiança, estou nas mãos de Deus e sigo em frente, errando e acertando, mas pedindo que Ele me dê clareza naquilo que é da minha responsabilidade. É ‘pela graça de Deus que sou o que sou’, com entusiasmo, fé e muita esperança.
De que maneira aconteceu a sua opção pelo Pastorado?
Desde a minha infância, meus pais estavam bastante envolvidos na vida da Comunidade. Devido à falta de recursos financeiros, pois meus pais eram pequenos Agricultores com oito filhos, surgiu a aportunidade de estudar em São Leopoldo/RS, no então Instituto Pré-Teológico. Em 1981, ingressei na Faculdade de Teologia. Acredito que a convivência, desde a infância, com a minha Comunidade, as pessoas da família, o Culto Infantil, a Juventude Evangélica e os Estudantes de Teologia foi me apontando para o Pastorado, que já completa 22 anos.
Como avalia a sua atuação na Área Missionária?
Residimos em Linha Nova desde 2001, sendo meu vínculo com a IECLB por meio de um Termo de Voluntário assinado com a Paróquia Evangélica de Linha Nova e o Sínodo Nordeste Gaúcho. Em março, assumi, em turno parcial, o Projeto Missionário Veranópolis, que abrange também os municípios de Vila Flores, Nova Prata, Nova Bassano, Fagundes Varela, Cotiporã, Serafina Correia e Paraí. Fiquei feliz com o convite, pois, como Pastor, posso colocar meu Ministério a serviço da IECLB, contribuindo com a minha caminhada e experiência nesta realidade nova, diferente e de muita responsabilibade.
Quais são as atividades neste Projeto?
Devido à característica e à concepçãodo projeto, estabelecemos três atividades bem específicas: 1ª) Visitação: por meio da visitação, busco nomes de pessoas, famílias, endereços de possíveis ‘luteranos’ que desejam participar da vida comunitária como IELCB. 2ª) Celebrações: após visitar as famílias, fica o convite para os cultos, os quais acontecem duas vezes ao mês. 3ª) Formação: com o propósito de formar lideranças e fortalecer o testemunho evangélico luterano, procuro formar grupos de estudos bíblicos, culto infantil e grupos de apoio. Enfim, procuro criativamente motivos e possibilidades de nos reunir para estudar e planejar qual a melhor maneira de fazer missão, multiplicando a nossa paixão pela Missão de Deus.
Comente sobre os dasafios de ser IECLB na sua localidade.
A primeira costatação que fiz é que não podemos ‘perder’ mais membros. A ausência da IECLB nesta região fez com que muitas pessoas buscassem assistência espiritual em outras confissões religiosas. A segunda constatação é de que não podemos nos designar por evangélicos, pois é pejorativo e de ‘ameaça’ devido ao proselitismo. O termo luterano, além de ser melhor aceito, tem mais respeito e admiração. Diante destas constatações, o grande desafio é fortalecer e intensificar o nosso testemunho evangélico luterano, com nossa confessionalidade, história e tradição ecumênica.