Fomos batizados pelo mesmo Espírito para formar um só corpo (1Co. 12.13). Gosto muito deste texto do apóstolo Paulo. Sua comparação ajuda a compreender a dinâmica da Igreja de Cristo – muitas partes, todas importantes, e, ainda assim, um só corpo. Não perder a visão do todo e ter clareza do seu papel específico neste todo que é o corpo de Cristo é um grande desafio.
Em nome do trabalho em equipe, muitas vezes nos metemos em tudo e acabamos não fazendo a parte que é específica e de nossa responsabilidade. Outra comparação que tenho usado freqüentemente é a de um time de futebol. Vários jogadores ou jogadoras com um objetivo só, contudo, cada um fazendo a sua parte de forma coordenada, apoiando- se, passando a bola com o objetivo de fazer o gol. É claro que para isto tudofuncionar é necessário treinamento, boa comunicação, estratégia e clareza da tarefa que vamos realizar.
Na Secretaria Geral, nos ressentimos em muitos momentos desta falta de clareza. Quem realiza determinada tarefa e quem não realiza esta mesma tarefa? Para quem passo a bola? Tivemos a experiência de um mesmo assunto ter sido respondido por duas pessoas. Quando a resposta é a mesma, tudo bem, mas já pensou se as respostas são completamente diferentes? Além disso, ficamos duplicando tarefas e gastando um tempo precioso que poderia ter sido investido em outra demanda.
Diante desta situação, buscamos assessoria em uma empresa especializada que está nos ajudando no processo de implantação de um plano de gestão de pessoas. O primeiro passo consistiu em estruturar o perfil do cargo, isto é, esclarecer quais são as responsabilidades e as atividades que a pessoa que ocupa determinado cargo deverá executar na instituição. Outra tarefa importante foi definir que habilidades e atitudes a pessoa que exerce o cargo precisa ter para desempenhar bem esta tarefa e, por fim, identificar que conhecimento técnico, que formação é necessária para exercer esta função.
O segundo passo dado foi reunir-se com cada colaborador e colaboradora da Secretaria Geral e passar cada item do seu mapa de competências, para esclarecer o que a instituição espera de quem está exercendo determinada função. Atualmente, estamos num processo de avaliação de todos os colaboradores e colaboradoras da Secretaria Geral visando à integração e à valorização de todos, analisando o que cada um está fazendo e a importância que esta tarefa tem para o todo.
Além disto, esta também é uma oportunidade para criar possibilidades de desenvolvimento de potencialidades, oferecendo condições para que os colaboradores consigam superar seus limites. É claro que todo esse processo não acontece sem dificuldades e resistências, afinal todos somos humanos, temos nossa subjetividade, mas o objetivo final de todo esse esforço enquanto Secretaria Geral, consciente do seu lugar dentro da estrutura organizacional da IECLB, no corpo de Cristo, é servir bem, é cuidar bem do bem da IECLB!
P. Dr. Nestor Friedrich
Secretário Geral da IECLB
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Gestão e competências
No processo de gestão de pessoas, quatro competências comportamentais – habilidades e atitudes – foram consideradas fundamentais e colocadas como um desafio a ser alcançado por todos que trabalham na Secretaria Geral:
– Comunicação: demonstrar dar atenção às pessoas, entendendo e analisando outros pontos de vista de forma empática. Saber transmitir idéias de forma clara, objetiva e estruturada, respeitando a realidade do receptor e certificando-se do entendimento da mensagem recebida.
– Trabalho em Equipe: disponibilidade de se integrar e compartilhar com outras pessoas a realização de responsabilidades e a conquista de objetivos, mantendo a postura profissional, participativa e colaborativa.
– Planejamento: capacidade de identificar necessidades, preparar e executar projetos, planos ou programas, seguindo roteiros ou métodos determinados, distribuindo adequadamente o tempo e as tarefas, bem como estabelecendo prioridades, metas tangíveis, mensuráveis dentro de critérios de desempenho.
– Orientação para Resultados: comprometimento na realização de resultados positivos para a Igreja em termos de qualidade e outros aspectos relevantes à sua atividade, adaptando-se às mudanças de qualquer natureza em seu ambiente de trabalho.