A manhã deste sábado de Concílio iniciou com culto sob o tema “Redes que nos unem na Missão”. Assim como as celebrações, também neste culto houve uso de símbolos que levaram à reflexão, adoração e oração.
“Nenhuma rede nasce pronta”, foram as primeiras palavras do culto. A rede é tecida fio a fio, ponto a ponto. Cada nó importa e cada fio tem seu lugar. Assim também nós: somos diferentes, mas cada pessoa importa para Deus. Somos como fios soltos, porém unidos por Deus.
Durante a confissão de pecados, a comunidade reconheceu aquilo que enfraquece os laços de comunhão, aquilo que rompe as redes de serviço e missão. E, na absolvição, recebeu a certeza de Deus renova e fortalece os laços.
Há uma diversidade de redes: redes de pesca, de descanso, de esporte, de proteção, de balanço, da natureza, do mundo digital. E a comunidade rendeu graças a Deus por tantas redes de amor, cuidado, comunhão e missão que há na IECLB.
Vale a pena lançar as redes?
A pregação, conduzida pelo Pastor Odair Braun, Pastor 1º Vice-Presidente da IECLB, foi baseada no Evangelho de João 21.1-7. O texto conta que alguns discípulos de Jesus passaram a noite pescando, mas nada pegaram. Quantas vezes vivemos essa experiência em nossas comunidades?, pergunta o P. Odair. Há momentos em que agimos e os resultados não vêm. Ficamos igual aos pescadores daquela noite, cansados. Vale a pena lançar as redes?, questiona novamente o pregador.
Joguem a rede e vocês acharão
No texto bíblico, Jesus se aproxima e diz para os discípulos jogarem a rede novamente. Então se segue uma experiência que transforma uma noite de rede vazia em uma manhã de rede abundante. Da mesma forma, o Pastor Odair aponta para algumas experiências que mostram que vale a pena perseverar. Onde havia dúvidas, desarticulação, dificuldades, redes foram lançadas e novos sinais de vitalidade comunitária surgiram.
Joguem a rede com confiança
Os discípulos jogaram a rede com confiança, seguindo a orientação de Jesus. Aqui está o centro da nossa fé. O mandato de Cristo se sobrepõe à experiência humana. Não importa quantas tentativas frustradas já vivemos. Não importa quantas vezes nossas estratégias falharam. A palavra de Jesus importa, porque ela tem a promessa de vida. E quando Ele diz “joguem a rede”, é preciso seguir mesmo quando a lógica humana diz que é perda de tempo, quando o desânimo quer convencer que é inútil tentar.
Os discípulos puxaram a rede em conjunto. A pesca não se cumpre no isolamento ou individualismo. Assim também é na Igreja. A rede cheia exige trabalho em equipe e união entre ministras, ministros, lideranças, conselhos, sínodos, paróquias e comunidades. Quando trabalhamos em unidade e ouvimos a voz de Jesus, experimentamos a abundância da graça de Deus.
Tudo passa pela obediência
Nossa jornada tem este movimento: iniciamos com menos peixes do que gostaríamos, menos frutos do que esperávamos, mais cansaço do que planejávamos. Passamos pelo mandato: a palavra de Cristo nos chama a lançar as redes.
Tudo passa pela obediência que não se explica pela lógica, mas se justifica pela fé. Isso leva à unidade: puxamos a rede em conjunto, trabalhamos e reconhecemos que a obra é comunitária. E chegamos à abundância: a rede cheia, a provisão que surpreende.
Não importa quantas vezes já tentamos. A obediência e a fidelidade a Cristo é o caminho. A unidade é a força, e a abundância é a promessa e a certeza.