Subsídios para a pregação
1) As lembranças (memórias) nos acompanham por toda a vida. Sejam elas boas ou más. Na infância tomam lugar em nossas mentes e corações.
Que lembrança tenho eu, do meu pai? Oração, orientação, pessoa honesta, ativa na comunidade de fé, bom pai… Que imagem seu pai deixa no seu coração?
De meu pai carrego na memória a lembrança de um homem integro justo, reservado, trabalhador. Fez o que estava ao seu alcance para auxiliar na caminhada e a encaminhar seus filhos e suas filhas.
2) Hoje, é dia dos pais. Por isso, o foco desta liturgia volta-se para eles. As memórias podem ser de pessoas, mas também podem ser de lugares, de situações vivenciadas, de cores, de cheiros, de sabores… O P. Clovis Lindner, em sua página no facebook, escreveu, certa vez, sobre a memória que tinha da sua casa de infância. O texto pode nos inspirar para resgatarmos a memória que temos da nossa infância, da casa de quando éramos crianças, das relações vividas com as pessoas que moraram ou moram conosco. Que as palavras, do P. Clóvis e do poeta a quem ele se refere, nos inspirem a buscar em nossa memória as experiências vividas, de forma especial na relação pais e filhos/filhas.
A VELHA CASA
Quem disse que eu me mudei? Não importa que a tenham demolido. A gente continua morando na velha casa em que nasceu. Esta frase de Mário Quintana é perfeita para descrever esta velha casa. Nela, moraram meus avós maternos e minha mãe ali viveu sua adolescência e juventude. Depois, meu pai a comprou de meu avô. Naquele sótão, passei a minha infância e juventude. Naquele quartinho sob o telhado, passei muitas horas tocando violão. Imaginava ser um cantor… No seu quintal, sonhei milhares de sonhos. Na sua sala recebi meus amigos e minhas amigas. Ali celebrei meus 21 anos e conheci uma jovem linda, que está comigo até hoje. Depois, a velha casa foi demolida e meu pai fez uma casa nova com a madeira dela. Mas, Mário Quintana tem razão. Ela continua ali. Nas minhas lembranças, eu continuo morando nela. Reconheço cada cantinho, cada fresta do assoalho de grossas tábuas, cada trinco, cada degrau… Sinto seu cheiro e ainda posso medir a intensidade da luz em cada um de seus ambientes. Eu continuo morando naquela velha casa! (Clovis H. Lindner, publicado no facebook, dia 31 de maio 2019)
O texto, certamente, nos faz lembrar-se de alguns acontecimentos que vivenciamos em nossas casas. Seja passado ou presente. Lembra-nos de nossas casas e da nossa relação com nossos pais.
3) A palavra bíblica nos chama a olhar para o pequeno rebanho, pessoas que Deus coloca ao nosso redor para podermos fazer ‘as travessias da vida’ com segurança e amparo. Em Lc 12.32, Jesus encoraja o pequeno rebanho. Precisamos encorajar e fortificar as relações de cuidado, das pessoas que Deus coloca ao nosso lado, pais, mães, irmãos, irmãs, filhos, filhas, avós…
4) Outra dimensão que a palavra bíblica aponta é a preciosidade, o tesouro, a que prendemos o coração. Em Lc 12.34, diz: Onde prendes o coração, ali está o teu tesouro. Que heranças (aquilo que é preciso e nos acompanha em nossas vidas) recebemos de nossos pais? Pode ser bens materiais, terras, casa, terrenos, auxílio financeiro; ou, ensinamentos, estudo, honestidade, orientação, incentivo… As boas lembranças são boas heranças.
5) OS DEZ MANDAMENTOS DA FAMÍLIA
1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.
2. Ame-se, confie em si mesmo (em si mesma), em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.
3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.
4. Eduque seu filho e sua filha através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.
5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando lugares e diversões que incentivem a violência.
6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.
7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que você pensa e ouvindo o que as outras pessoas tem a dizer.
8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada pessoa e para o grupo.
9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.
10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido (ofendida), pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.
A Paz começa em casa.
(Fonte: Pastoral da Criança – CNBB)