Elfi Roedel, 55 anos, natural de Blumenau/SC, casada com Haroldo Roedel, é mãe de Denise, André Henrique e Heloísa. Na IECLB, é Coordenadora Paroquial da OASE em Santa Cruz do Sul/RS e Vice- Presidente da OASE Sinodal.
Qual é o foco do seu trabalho com mulheres no Sínodo Centro-Campanha-Sul?
Sou Vice-Presidente da OASE Sinodal e, em nosso trabalho, sempre incentivamos as mulheres a convidarem outras mulheres que ainda não fazem parte da OASE para que participem e sejam voluntárias em algum trabalho comunitário como uma forma de doação. Há um campo muito grande a ser trabalhado. É necessário que mais pessoas doem seu tempo por causas justas, isso é ser cristão, é ser Comunidade, é ser Igreja. É só ter boa vontade e fé em Deus. 
Um destes formatos de ‘doar-se’ é a visitação?
Em nossa Paróquia, em Santa Cruz do Sul, temos o grupo de visitadoras de hospitais. As visitas são semanais e os visitados fazem parte da nossa Igreja. Se há outras religiões presentes no quarto, conversamos, levando palavras de apoio. Este trabalho, coordenado pelo Departamento de Diaconia da nossa Paróquia, é gratificante para ambas as partes. Somos, aproximadamente, 15 visitadoras e há sempre em torno de 15 a 20 pacientes em cada hospital.
Quais são as características das suas atividades junto às mulheres?
As Paróquias são muito distantes umas das outras. Quanto às mulheres, muitas trabalham e, assim, não têm tempo disponível. Somos conservadoras e temos nossas famílias para atender também. A nossa Igreja deveria colocar pessoas especializadas para divulgar estes trabalhos, com palestras e cursos, empolgando a OASE local. Nós, as Diretorias das OASEs, temos dificuldades, mas buscamos fazer esta divulgação em jantares, chás e eventos da Comunidade.

De que maneira a OASE local trabalha a missão?
Há oito anos, a OASE Paroquial promove o Chá do Dom, sempre realizado em uma Comunidade em forma de rodízio para que todas as mulheres da OASE conheçam e ajudem o Chá do Dom. Cada participante da OASE fabrica o seu dom, em forma de trabalhos manuais, plantas, bordados ou alimentação, como tortas, bolachas, salgados e pães, que, no dia, é vendido para as presentes. O lucro é doado para entidades carentes da nossa cidade ou Igreja juntamente com o valor das rifas. O maior prêmio é o envolvimento com todas as mulheres, que convidam amigas e vizinhas para participar, tomar um gostoso chá com deliciosos quitutes e comprar rifas e dons.
Como funciona o trabalho especial da OASE realizado com idosos?
Iniciei este trabalho com idosos acima de 80 anos há oito anos, quando era Presidente da nossa OASE. Primeiramente, a idéia era ver como estavam as nossas idosas da OASE Centro, que já não conseguiam mais participardevido à idade avançada. Depois, o projeto estendeu-se para todos os membros da nossa Comunidade acima de 80 anos. No aniversário do idoso, parabenizamos com um cartão e uma vela confeccionados pelo Projeto Alegria Esperança, que a nossa Paróquia mantém. Na seqüência, cantamos dois hinos, é lida uma mensagem de ânimo, rezamos o Pai Nosso e cantamos Parabéns. Também cantamos em alemão, pois todos falam alemão. Até decorei o Pai Nosso em alemão, pois, muitas vezes, toda homenagem é em alemão. Então, conversamos com o aniversariante, sabemos como ele está e se não lhe falta nada. Muitas vezes, a homenagem da nossa OASE é a única que o idoso recebe. 
As famílias dos idosos aprovam a iniciativa?
Com maior prazer e alegria, fazemos este trabalho, que deixa marcas, pois muitos filhos destes idosos retornaram para Comunidade justamente devido a esta ação. Para mim, isto é missão, uma vez que visitamos em torno 160 idosos por ano somente na Comunidade do Centro, de Santa Cruz, onde tudo começou. Há dias em que temos dois a três idosos aniversariantes. Fica o incentivo para todas as Comunidades e OASEs. Não é difícil, basta querer. Na chuva, nos temporais e no frio, lá estamos levando a nossa alegria para os aniversariantes, dizendo a eles que lembramos deles, pois eles têm muito a nos ensinar. No fim, nos apegamos a eles e eles a nós. Os idosos esperam o nosso retorno todos os anos, com muita alegria. Há os que não querem e avisam, mas logo vão dizendo que a razão se deve aos seus corações fracos para tanta emoção. Nós acreditamos.