Viver em Comunidade é o maior presente (testemunho) que podemos oferecer aos nossos filhos e às nossas filhas. Mais uma vez, ficou confirmado este pensamento quando um jovem no grupo da Juventude Evangélica deu o seu testemunho: ‘Graças a este grupo de JE, suportei a dor da perda’. O jovem começou a participar do grupo de jovens após a sua Confirmação, quando começou a namorar. A namorada não gostava de participar. Então, o jovem também abandonou o grupo. Alguns anos de namoro e, de repente, tudo terminou. Sofrimento, solidão, culpas… ‘Posso participar do grupo?’, pergunta o jovem. Claro, foi aceito!
Tudo começou no momento em que a família levou o filho à Comunidade, ainda bebê. O menino aprendeu que ali tinha espaço. Cresceu, buscou outros espaços. No tempo de dor, sabia onde encontrar ‘colo’. Além da sua família de sangue, buscou a sua família de fé!
Nas nossas Comunidades há dificuldades, carregamos culpas e ofensas que atravessam gerações e nos machucam. Também somos muito rápidos em tecer condenações e pensar em excluir ou eliminar o outro. É uma realidade! Ainda hoje, vejo, inclusive, tais manifestações feitas por pessoas que se dizem cristãs.
Como membros da Igreja, pessoas cristãs, não podemos espalhar ódio em relação a quem pensa diferente, também politicamente. Posturas assim produzem Comunidades desunidas, intolerantes. O critério, o fundamento cristão é a Palavra de Deus, o amor de Deus, a justiça de Deus. A dor no mundo é a dor de Deus. Os filhos e as filhas de Deus sofrendo são a sua dor na cruz pelas opressões e exclusões.
Qual é o papel da Igreja, da Comunidade para com pessoas sofridas, que se sentem perseguidas, excluídas?
Conheço pessoas que, politicamente, têm opiniões contrárias, mas convivem, se respeitam e querem a paz. O Reino de Deus é a nossa esperança. O nosso testemunho ao próximo e aos da nossa família fazem a diferença!
Ao elaborarmos o Planejamento Missionário da nossa Paróquia, uma das conclusões foi: ‘Muito bom é ter e viver comunidade cristã (nossa Comunidade). Disso, não abrimos mão! Queremos melhorar para que a Missão de Deus no mundo seja mais ainda a nossa paixão’.
PA. SÍLVIA GENZ
Pastora
1ª Vice-Presidente da IECLB