Alegrar-se de forma verdadeira, intensa, completa… jubilar. O verbo escrito no imperativo nos desafia. Que desafio imenso ele nos traz! Temos motivos para jubilar? Nos dias em que me dediquei a escrever esse texto, fui assaltada a mão armada, vi notícias sobre guerra, fome, pessoas refugiadas, discriminação, fraude e corrupção. O verbo imperativo permanecia à minha frente…
Max Lucado escreveu, em uma de suas obras, que ‘o carro havia sido roubado porque tinha um carro e, portanto, a bênção de possuí-lo…’. Confesso que, naqueles dias, isto soou como ironia, mas, com o passar do tempo, pude enxergar a mão de Deus agindo a cada segundo daquela tarde, protegendo a minha vida e a minha família.
Os fatos me fizeram refletir sobre a alegria de ter os meus filhos presentes na Comunidade de fé, enquanto tantas pessoas andam pelas ruas em busca de algo que não sabem como obter. Vi de perto o vazio que invade a vida de adolescentes, que, para ter o prazer de consumir drogas e fazer manobras arriscadas com um carro, ameaçam e roubam. Contraste inegável com jovens da Comunidade, que se alegram por participar da juventude, por orar e estudar a Palavra, por ensaiar para cantar em um Culto, por pedir uma pizza gigante ou brincar de esconde-esconde como faziam quando eram crianças…
Ao comemorar os 500 anos da Reforma, lembramos que Martim Lutero buscou incansavelmente a paz de espírito e motivos para se alegrar dentro do contexto em que se encontrava. A revelação se fez na Escritura e Lutero se libertou do medo. Hoje, temos acesso à Escritura, podemos participar de uma Comunidade de fé, cantar e louvar a Deus com grande alegria e na certeza que Ele nos ama. Podemos servir com liberdade e por gratidão, não mais por medo.
Sim, eu tenho motivos para me alegrar! Alegres, jubilai, porque Deus nos acolhe, perdoa, consola, protege… porque Ele é Deus.
Profa. Márcia Lorentz | Coordenadora do Projeto Missão Criança na Comunidade Martin Luther em Curitiba/PR