Prédica – João 11.1-45 – 5º Domingo na Quaresma – 22/03/2026
22/03/2026 – 5º Domingo na Quaresma
Prédica: João 11.1-45
Leituras bíblicas: Ezequiel 37.1-14; Romanos 8.6-11
Pastora Josiane Velten– Paróquia Parecis – MT
LITURGIA DE ABERTURA
ACOLHIDA
Acolho todas as pessoas neste culto, desejando que a paz e o amor de Deus no envolva para que possamos fortalecer a fé e a comunhão. Sejam bem-vindos e bem-vindas a este culto em nossa comunidade.
SAUDAÇÃO
Saúdo a comunidade reunida com o lema bíblico desta semana, conforme Marcos 10. 45: “Jesus Cristo diz: O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente”. Que o serviço a Deus em favor da pessoa próxima nos dê a certeza, de que Deus nos chama a dar testemunho do seu amor, por meio das nossas ações. Que a diaconia de Jesus nos ajude a viver em comunhão e amor. Amém.
Acolher as pessoas visitantes.
CANTO DE ENTRADA
LCI 15 – Em tuas mãos
INVOCAÇÃO
Reunimo-nos aqui em culto, não em nosso nome, mas em nome do Trino-Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém
CONFISSÃO DE PECADOS
Irmãos e irmãs em Cristo!
Estamos no período da Quaresma. Este é um tempo em que rememoramos a tentação de Jesus durante 40 dias no deserto. Jesus é tentado a pecar, a ceder diante das provações. O maligno, embora tenha tentado de diferentes maneiras, não conseguiu fazer com que Cristo se desviasse da vontade e da obediência a Deus.
Nós, ao contrário, caímos em tentação com grande facilidade. Nascemos em pecado e, durante a vida, falhamos inúmeras vezes. Porém, temos a oportunidade de pedir perdão. Deus perdoa quem, de coração humilde e sincero, se coloca sob a Sua vontade e pede pela Sua misericórdia e compaixão. Examinemos a nossa vida. Pensemos naquilo que deixamos de fazer que promove o amor, o respeito, a vontade de Deus.
Em silêncio, cada pessoa é convidada a examinar sua vida e pedir perdão a Deus. Oremos: (momento de silêncio)
Senhor, nosso Deus misericordioso, recebe o nosso pedido de perdão. Ajuda-nos a recomeçar, a viver de maneira diferente, conforme tu esperas de nós. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
ANÚNCIO DO PERDÃO
A palavra de Deus vem ao nosso encontro, conforme Salmo 103. 8-12: “O Senhor é compassivo e bondoso; tardio em irar-se e rico em bondade. Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira. Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui conforme as nossas iniquidades. Pois quanto o céu se eleva acima da terra; assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.”
Diante da sincera confissão e arrependimento, anuncio o perdão dos pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
KYRIE
Diante das injustiças, das dores, do sofrimento do mundo, somos chamados e chamadas a viver em amor e lembrar do nosso semelhante como Imagem e Semelhança de Deus. Por isso, clamamos a Deus em favor do seu povo cantando:
LCI 61 – Compadece-te de teu povo
ORAÇÃO DO DIA
Amado e misericordioso Deus!
Diante do teu perdão, sentimo-nos animados e animadas a viver conforme a tua vontade, porque sabemos que de geração em geração tu estás presente na história do teu povo. Hoje quando aqui nos reunimos em culto, pedimos novamente a tua presença. Que o teu Santo Espírito encha nossa vida de sabedoria. Além disso, que nos ajude a te servir com os nossos dons. Pedimos para que abençoes o nosso culto. Que a pregação da Palavra fortaleça a nossa fé para que nossa vida e nossas ações sejam agradáveis a ti. Oramos em nome de Cristo que vive de eternidade a eternidade, amém.
LITURGIA DA PALAVRA
LEITURAS BÍBLICAS
1ª Leitura Bíblica: Ezequiel 37. 1-14
2ª Leitura Bíblica: Romanos 8. 6-11
CÂNTICO INTERMEDIÁRIO
LCI 165 – Estou pronto, Senhor
PREGAÇÃO
Texto da Pregação: João 11.1-45
Irmãos e irmãs em Cristo!
Irmãos e irmãs em Cristo!
No culto comunitário experimentamos todos os momentos que também a vida cotidiana coloca diante de nós. No culto fortalecemos a fé e, em comunidade, compartilhamos momentos festivos, sacramentos, mas também vivemos em conjunto momentos que, muitas vezes não querem ser lembrados, ou simplesmente esquecidos.
Nem sempre queremos ouvir ou falar sobre a morte. Dizemos que não é um assunto que atrai positividade. Quanto menos falamos sobre isso, melhor é.
Porém, ouvimos também com certa frequência frases como: “a morte é a nossa única certeza nessa vida.” Ou ainda, “da morte ninguém escapa”, e assim por diante.
Mas, eu insisto em dizer de que também sobre esse assunto, nós precisamos falar. Isso porque há muita invenção, medo e falta de compreensão sobre o que a morte significa para as pessoas que creem em Cristo.
Em primeiro lugar, falar sobre a morte, não tem a intenção de nos entristecer. Muito pelo contrário, tem a tarefa de nós fazer entender sobre qual é o significado que a morte tem para nós. O que os luteranos e luteranas entendem sobre o conceito teológico em torno deste assunto? O que significa a morte para nós?
A Igreja Luterana, por meio da sua confessionalidade, tem uma posição muito clara sobre o que a morte significa para as pessoas que creem em Cristo. A nossa confissão de fé nos ajuda a entender o que a morte significa.
A Igreja Luterana tem uma resposta para famílias enlutadas que, naquele momento, são confrontadas com a perda de alguém que lhes é importante.
E esta não é uma resposta qualquer. A resposta que temos sobre o significado da morte para quem crê em Cristo, se fundamenta na promessa feita por Cristo para todas as pessoas que nele creem, conforme João 11. 25: “Então Jesus afirmou: – Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?”.
Ao mesmo tempo, enquanto igreja luterana, nós temos uma das liturgias para ritos fúnebres mais significativas, consoladoras e fortalecedoras que existem.
O funeral luterano possui momentos muito significativos. Por isso, que às vezes vamos ouvir diante de um rito fúnebre vamos ouvir: “Foi muito bonito.” Não se trata do momento, mas da maneira como esse momento é conduzido.
No rito fúnebre luterano, encomenda-se o corpo da pessoa falecida, sob imposição de mãos (e não somente a alma, como em outras compreensões confessionais), porque entendemos que somos seres completos, criados por Deus de maneira integral. E não que partes nossas permanecem em algum lugar ou vagando por aí.
Portanto, se o corpo dorme, ele dorme em Cristo, por inteiro. Também nossa ressurreição será integral.
No ato do sacramento do Santo Batismo ouvimos as palavras de Deus ditas para Isaías: “eu o chamei pelo seu nome, e você é meu” Is. 43. 1b.
Por esse motivo, e este também é o segundo momento mais significativo do funeral luterano, o nome completo da pessoa falecida é lido, bem como sua data de batismo: “eu o chamei pelo seu nome, e você é meu” Is. 43. 1b.
E por fim, mas não menos importante, o funeral luterano quer trazer palavras de consolo, conforto para quem fica e precisa lidar com a ausência. “Os rituais de despedidas são fundamentais para a assimilação dos fatos e a aceitação do processo de morte.”
Por isso, a fé desempenha uma tarefa tão importante. Cristo e o seu ensino, farão sentido em nossa vida, somente por meio da fé. Não é possível fazer com que estas palavras e o testemunho de Cristo tenha sentido em nossa vida, se não houver fé. Fé de que, mesmo que a dor de perder alguém seja horrível e desesperadora, a morte não é o fim. Nem para aqueles que se vão e nem para aqueles que permanecem. Por isso, Jesus pergunta a Marta se ela crê nisso?
Contudo, o rito, as palavras de conforto e nem mesmo a fé, anulam a dor da perda e da saudade. Muito menos inibe o choro, ou o desespero. Jesus, mesmo sabendo que Lázaro já havia falecido, chora quando, ele se depara com a família enlutada. Porque ele sente a dor da perda. A dor da finitude. A dor que a saudade provoca.
É por esse motivo, que este texto bíblico indicado para o tempo da Quaresma, tem muito a ver conosco. Momentos assim, com tais reflexões, reafirmam “a esperança na ressurreição e na vida eterna prometida por Jesus Cristo.”
A morte é uma certeza que todos enfrentaremos, até quem é amigo de Jesus não é poupado, como é o caso de Lázaro. Lázaro enfrentou a doença e sofreu a morte. E cada pessoa aqui hoje, com certeza já se deparou com essa situação vivida por Jesus de perder alguém que lhe era especial e importante.
A reação de Marta ao dizer para Jesus que ele havia chegado tarde demais, acaba sendo também uma fala e uma situação que nós também experimentamos e afirmamos: “se Deus fosse tão bom, não teria permitido que eu tivesse que passar por isso.”
Contudo, prestemos atenção ao restante do texto bíblico. Nós nunca enfrentaremos a morte sozinhos. Primeiro, porque para quem tem uma comunidade de fé, uma comunhão de irmãos e irmãs, a dor do luto é partilhada. Porque quando uma parte do corpo sofre, todos sofrem também, afirma o apóstolo Paulo.
Além disso, quando Marta e Maria enfrentaram a perda de seu irmão Lázaro, Jesus não ficou distante. Ele foi ao encontro delas, chorou com elas e compartilhou sua dor. Será mesmo que ele também não faz, ou fez o mesmo conosco diante da dor da perda?
Cristo compreende o nosso sofrimento e caminha ao nosso lado, oferecendo consolo e esperança quando enfrentamos a perda de um ente querido.
E por fim, este texto bíblico, neste dia de finados nos ensinam a importância de viver em comunhão com pessoas que vamos encontrando ao longo da vida, mas além disso, a importância da amizade. A visita das pessoas na casa de Marta e Maria, bem como a amizade e a presença de Jesus, mostram a relevância de termos com quem contar e partilhar a vida. Criar vínculos, ter uma comunidade de fé, como já mencionei, são suporte e estabilidade para os momentos difíceis.
Irmãos e irmãs em Cristo!
Eu creio que muito tem a nos dizer este texto, mas quero finalizar a pregação dizendo que também nós e aqueles que amamos e que não estão mais conosco, ouvirão, assim como Lázaro ouviu de Jesus as seguintes palavras: venha para fora!
“Então Jesus afirmou: – Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?”
Que Deus nos conceda sempre de novo a fé necessária para confiarmos no seu infinito amor. Amém
CONFISSÃO DE FÉ
Diante da Palavra de Deus lida e anunciada, convido a comunidade para confessar a fé dizendo:
Creio em Deus Pai…
CANTO PÓS CONFISSÃO
(proceder motivação e o recolhimento das ofertas)
LCI 568 – Nem só palavra é o amor
ORAÇÃO DE INTERCESSÃO
Motivos de Oração:
1. Aniversariantes
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PAI NOSSO
Pai nosso…
LITURGIA DE DESPEDIDA
AVISOS
Próximo Culto: ___/___/______ às ___:___ h.
Oferta último Culto: R$ _________ – destinada para …
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BÊNÇÃO
Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti. Que o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te conceda a sua paz. Que assim te abençoe e te guarde o Trino Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
ENVIO
Vamos em paz e sirvamos ao Senhor com alegria e gratidão. Amém.
CANTO FINAL
LCI 305 – Caminhamos pela luz de Deus